EXTRA EXTRA ROCK - Camaçari - 10/01/15 (Resenha)
A Revista NIHIL esteve, no último sábado na aprazível cidade de Camaçari. O evento, acontecia num tipo de bar aberto, o John Sebastian Bar,num local que parecia um daqueles shoppingzinho de bairro, com algumas lojinhas e um bar/restaurante que abre suas portas à noite, quando as lojas já estão fechadas. Com um palco montado num dos cantos do terraço do bar, era possível assistir o show de dentro do terraço, juntinho do bar, sentado na mesa ou em pé em frente ao palco e também na área aberta do tal shopping. Com um setlist fodão, com post-punk, indie e punk rock garageiro, o "dj" Itálo, da The Pivos animava o público que já vinha chegando pra ver o começo dos shows da noite. Destaque especial aqui para o público de Camaçari, jovens na sua maioria provavelmente ainda no colegial com muitas camisas pretas quase que lotavam o espaço do terraço e arredores do shoppingzinho e em pouquissímos momentos deixavam de ir para frente do palco quando tocavam as bandas. Um exemplo pra Salvador, eu diria.
MAPA Os shows começaram com MAPA, projeto solo de Matheus Patriarcha, que tocava na Van der Vous, que por sinal iria tocar neste evento mas cancelaram de última hora por problemas de saúde. Com um som digno de um bom festival, o palco parecia sem problemas para Xunga, que tocou seu set tirado de seu EP de estréia "e eu nada" com sua guitarra zuadenta, sua voz reverberada e seus beats sampleados vindos da mesa e mais nada. Um bom show, com algum nervosismo aparente por ter sido seu primeiro show fora de terras soteropolitanas. No fim alguns problemas técnicos na caixa da guitarra o impediram de finalizar seu show com o set inteiro. Mas nada que impedisse o frisson do projeto solo de Xunga. Após MAPA, sobe ao palco Rivermann, banda formada em 2014 com membros da antiga Ultrassônica, da própria Camaçari. Sobem ao palco com um instrumental afinadíssimo com referências que vão do post-punk ao shoegaze, monstrando originalidade e qulidade à primeira audição. Mas repetindo o que já haviam falado sobre a Ultrassônica, os músicos fantásticos são um pouco abafados pela voz ainda crua e letras adolescentes, mas nada que atrapalhe o grande show que fizeram, com uma resposta linda, com sing-alongs e tudo do seu público conterrâneo.
The Honkers Os Honkers, foram os próximos e subiram ao palco com a propriedade que lhes é devida de ser referência para 9 de 10 bandas baianas, por sua estrada longa e garage rock de qualidade. Bubute, o vocal, apesar de alegar estar resfriado fez um show agitado, intenso, mas dessa vez sem sangue ou microfone em lugares "indevidos". Com tripa destruindo na batera, Rogério e Brust nas Guitarra e T612 mantendo a ordem no baixo a banda explica a cada show o porque da sua duração e respeitos alcançados, um show de música boa pra quem gosta de loucura. Infelizmente, não pudemos ficar para ver a The Pivos, que deve ter destruído tudo no palco, por ter que voltar pra a velha Salvador. Fiquem com mais fotos por Cairo Melo:












