B-ART/PARTE2014 - Ronya Art Advisory
Em entrevista para Claudemir Lara durante a PARTE 2014, falamos sobre o serviço de consultoria de arte no Brasil.
We talked about art advisory in an interview with Claudemir Lara at PARTE 2014.
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B-ART/PARTE2014 - Ronya Art Advisory
Em entrevista para Claudemir Lara durante a PARTE 2014, falamos sobre o serviço de consultoria de arte no Brasil.
We talked about art advisory in an interview with Claudemir Lara at PARTE 2014.
Arte em Números (Revista Experience Club)
A seguir, um pouco sobre o nosso trabalho de consultoria publicado pela Revista Experience Club de julho/2014, a partir da página 208.
EX-EXECUTIVA DO MERCADO FINANCEIRO,
A CONSULTORA ROBERTA OKURA PREPARA O PRIMEIRO
ÍNDICE DE VALORIZAÇÃO DE OBRAS BRASILEIRAS
Texto: Arnaldo Comin
Fotos: Mário Águas
Roberta Okura tem uma profissão, no mínimo intrigante. Ela chega a visitar 200 exposições por ano, no Brasil. Ela encara uma verdadeira maratona, chegando a visitar cinco galerias por dia para dar conta de conhecer artistas e oportunidades de negócios para seus clientes. Paralelamente, tem que fazer avaliações de obras de arte e atuar como consultora para colecionadores. Ela ainda trabalha segundo a demanda dos clientes, resolvendo problemas da gestão e manutenção de coleções. Há também galerias internacionais que buscam parcerias no Brasil. Roberta é consultora de arte, uma profissão ainda rara no Brasil, mas que vem ganhando destaque com a ampliação do mercado nacional de artes. Seu próximo objetivo profissional é transformar em valor econômico o potencial de artistas brasileiros que estão despontando no mercado.
Com a sócia Marta Inez Rodrigues Pereira, que como ela também é formada em Estatística, ela fundou a Ronya, empresa que oferece um serviço que engloba desde o processo de escolha de uma obra até aquisição e manutenção de pinturas, esculturas, fotografias, gravuras e vídeos. Por ser pouco conhecido no Brasil, o trabalho das profissionais que lidam com arte são alvo de preconceito, principalmente as mulheres. Consultoras como Roberta ou mesmo as vendedoras que trabalham em galerias, às vezes, são chamadas pejorativamente de “galerinas”, um termo que procura destacar a beleza feminina como ingrediente na negociação, desprezando a alta qualificação exigida nessa atividade. Especializada em arte contemporânea, Roberta trabalhou por dez anos no mercado financeiro antes de enveredar pelo mundo das artes, quando decidiu fazer mestrado em Art Business pelo Sotheby’s Institute of Art, Londres. Depois de trabalhar na capital britânica para colecionadores brasileiros, a consultora viu que o potencial de negócio no País é gigante. “Em Londres, o mercado é bastante consolidado, por aqui tivemos um aumento de galerias, de artistas e de interessados em colecionar, mas falta informação, ainda estamos em um processo educativo”, explica a consultora.
JOVENS E CONSERVADORES
Os clientes da Ronya são jovens, muitos oriundos do mercado financeiro, normalmente casados, que gostam de viajar, têm carreiras consoidadas e querem começar a colecionar, mas não sabem bem como começar. Roberta explica que o mais importante para os iniciantes é entender, afinal, o que lhes agrada ao colecionar. E muitas vezes, nem eles sabem. “É um trabalho que leva tempo. Minha função é apresentar um mundo de possibilidades dentro do investimento que é foco do cliente”, afirma. Nem sempre, por exemplo, significa investir em obras milionárias. O mercado oferece possibilidades mais acessíveis. Mas quanto custa esse acessível? Roberta garante que há arte para todos os bolsos. “Com R$ 1.000 é possível comprar fotografia, gravura. O mais importante não é o valor, é a identificação com o trabalho do artista, que, no futuro, pode trazer sim retorno financeiro”, afirma. Porém, ela diz que os novos colecionadores tendem a ser mais conservadores, pois têm medo de errar.
PARA INVESTIDORES
Segundo Roberta, ao contrário do que acontece no exterior, ainda faltam instrumentos para dar mais clareza ao investidor do potencial de valorização das artes no Brasil, como os índices de artistas. A Ronya se prepara para criar o primeiro índice nacional, apenas com brasileiros, unindo assim experiência em estatística das sócias com a paixão pela arte.
“O objetivo é tornar o investimento em arte mais palpável aos clientes, mostrando a valorização dos preços das obras dos artistas, o que ainda tem potencial para subir, o que está sobrevalorizado”, explica. No momento, a empre- sa está desenvolvendo a metodologia de coleta de dados. A meta é atribuir uma nota a cada artista. “Não tenho a pretensão de definir quem é bom ou não. Não dá para medir talento. O objetivo do índice é ser mais uma ferramenta na hora da decisão”, afirma.
ROBERTA OKURA
Idade: 32 anos
O que faz: sócia da Ronya, empresa de consultoria em arte
Formação: Estatística, com mestrado em Estatística pela USP, Art Business pelo Sotheby’s Institute of Art e pós-graduação em História da Arte pela FAAP
Carreira: Dez anos de atuação em Econometria e Inteligência de negócios para instituições financeiras, antes de se tornar consultora de arte
Meta: oferecer informações qualificadas sobre o negócio das artes no Brasil, como o primeiro índice de valorização de obras de artistas do país