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Rivais ou Algo a Mais?
Neji Hyuga x Male Reader
Sinopse: Vocês são de clãs rivais você sendo do clã Uchiha e ele do clã Hyuga, sempre foram ensinandos que não deveriam se envolverem, mas não custa nada quebrar as regras.
2.2k | Romance
Você é o caçula do clã Uchiha, nascendo alguns segundos depois de Sasuke o que o fazia se achar o irmão mais velho e vivia querendo mandar em você.
Desde de pequeno você percebia e observava seus pais brigarem com os membros do clã Hyuga, e de longe você percebia um garoto afastado da família que sempre fazia cara feia e mostrava a língua para você, esse garoto era Neji. Você franzia o cenho e mostrava a língua de volta, foi ensinado a não gostar daquele clã mas tudo poderia mudar.
Quando vocês tinham 8 anos entraram na Academia Ninja, você e Neji sempre competiam para ver quem seria o melhor, acabava que vocês dois sempre empatavam mas em questão de fama tanto você quanto Sasuke chamava mais atenção do que o Neji. Vocês aprenderam o jutsu clone das sombras, você fez um clone perfeito assim como Neji.
"Até que você não é tão mal assim." ele diz com um sorriso de canto, te provocando "Mas, infelizmente eu sou melhor."
"Até parece." você não deu bola para o que ele falou já guardando suas coisas "Vamos, irmão."
"Vamos, deixa esse idiota aí." ele saiu da sala junto com você.
"Eu não sou um idiota!" o moreno exclamou, bufando logo em seguida.
"Isso é o que um idiota responderia." você deu um sorriso de canto, olhando para Neji por cima do ombro e mostrando a língua antes de partir.
Neji sentiu suas bochechas corarem, provavelmente se sentindo humilhado por ter sido respondido desse jeito por outro lado você sorria com satisfação por te - lo deixado daquela forma.
Quando você e Sasuke chegaram em casa, foram recebidos pelo abraço de seu irmão mais velho, Itachi Uchiha.
"Como foi na escola?" o mais velho perguntou, curioso para saber o que acontecia com os mais novos.
"O de sempre." Sasuke respondeu dando de ombros "Ele e o Neji competiram de novo."
"É mesmo?" respondeu Itachi, nem um pouco surpreso "E quem ganhou?"
"Deu empate mais uma vez!" você bufou "Eu não consigo ganhar daquele besta, mas ele também não ganha de mim. Isso quer dizer que estamos no mesmo nível?"
"Claro que não!" Sasuke diz entrando e tirando os sapatos, seguindo por você e Itachi que fizeram o mesmo "Você é um Uchiha, é superior a ele."
"Ele se acha superior a mim." você fala revirando os olhos.
"Todos os Hyugas se acham superiores."
"A Hinata, a prima dele não acha isso." você rebateu.
"Bem, ela é exceção ou não se deixou levar pelo ego da família."
"Pode ser, só espero que quando formos genins a gente não caia no mesmo time."
"Isso não vai acontecer." afirmou Itachi "Agora vamos comer, antes que a comida esfrie. Fiz o prato favorito de vocês."
"Ainda bem, já estava ficando com fome." você disse o que fez todos rirem e seguirem para a cozinha, você se sentou a mesa ao lado de seu irmão "Obrigado pela comida!"
Vocês foram conversando durante a janta, foi uma conversa agradável que deixou aquele ar de rivalidade se dissipar conforme a noite se aproximava. Depois de comer e tomar um bom banho, você se deitou para dormir.
"Boa noite, irmãos." você murmurou já dominado pelo sono.
"Boa noite." eles responderam em unisoro.
Anos se passaram e chegou o dia em que vocês se tornaram Chunins, só faltava saber que time ficariam e você cruzará os dedos, torcendo pra não ficar no time de Neji.
"Sasuke, Naruto e Sakura." Iruka começou "Vocês ficaram sobre a responsabilidade de Kakashi Hatake."
"Era óbvio que não ficaríamos no mesmo time." você disse dando de ombros quando Sasuke se levantou do seu lado.
"Pelo menos não vamos ficar competindo um com o outro no mesmo time." sorriu, fechando a mão para socar com o seu "Até mais, maninho."
"Até mais."
Iruka esperou os três saírem antes de continuar a lista dos times.
"M/n, Neji e Tenten ficaram sobre a responsabilidade de Maito Gai."
"O que?!" você se levantou, batendo as mãos na mesa "Eu não aceito isso, não quero ficar no mesmo time que o dele!" você exclamou apontando para Neji.
"Finalmente uma coisa que concordamos." suspirou Neji, cruzando os braços "Mas, não somos nós que escolhemos, M/n."
"Que seja - você diz pegando suas coisas, com o cenho franzido saindo junto com Neji e Tenten indo até Gai."
"Sei que vocês tem suas diferenças, mas agora são um time." cruzou os braços, sorrindo "Hajam como tal. Amanhã teremos nossa primeira missão, que tal irmos comer um pouco para comemorar?" propôs Gai.
"Me recuso a comer com ele." você disse já saindo.
"Tenho que treinar." o Hyuga respondeu também se afastando.
"Você não vai me abandonar também né?"
"Não, vamos lá comemorar."
"Cheguei." você avisou já tirando os sapatos e entrando em casa.
"Já chegou?" perguntou Itachi, saindo do sofá.
"É, fiquei no time do Neji." você bufou "Vamos começar amanhã, mas acontece que o sensei queria comemorar mas eu não queria comer junto dele."
"Fez bem." ele bagunçou o seu cabelo "Não podemos nos envolver com essa gente." suspirou passando a mão pelos cabelos "Infelizmente não podemos mudar sobre o time, se eu pudesse viraria aquela escola de cabeça pra baixo."
"Eu sei, e eu quase fiz isso." isso tirou uma risada do mais velho "O que tem pro jantar?"
"Tem pastéis, ovos e um arroz que você adora."
"Isso parece gostoso."
Você comeu e foi dormir não queria ter que pensar como seria a sua missão na manhã seguinte. Mas por algum motivo você só conseguia pensar naqueles olhos esbranquiçados.
Na manhã seguinte você acordou e seus irmãos já não estavam mais no quarto provavelmente estavam em suas próprias missões. Você desceu e tomou o café que Itachi tinha deixado pronto pra ele.
Você se arrumou, colocando uma camisa preta e um short branco seguindo para o local de encontro combinado. Lá já estava Gai e Neji.
"Bom dia, sensei." você disse se aproximando e apenas acenou para Neji que fez o mesmo, voltando a te ignorar.
"Bom dia." Gai sorriu, percebendo o clima entre vocês "Realmente se odeiam hein?"
"Somos rivais, nossas famílias se odeiam." respondeu Neji.
"O que faz a gente se odiar também." você completou
"Hum, entendo." Gai olhou de um para o outro "Mas agora vocês são do mesmo time, tem que deixar essas diferenças de lado e se ajudar, ou então todo o time será prejudicado."
Vocês ouviram as palavras do seu sensei, se entreolharam mas eram orgulhosos demais para irem contra a rivalidade criada pelos seus antepassados.
"A gente, qual é!" nesse exato momento, Tenten se aproximou "Tenten, da um jeito neles."
"Desista sensei, esses dois se odeiam antes mesmo de entrarem na Academia Ninja." ela da de ombros "O jeito é esperar eles pararem de ser cabeça dura por conta própria."
"O jeito é esse mesmo." ele suspira "Bom, a missão de hoje é fácil como é a primeira missão de vocês. Sumiram por volta de 10 gatinhos, temos que acha - los e entregar para os donos."
E foi isso que vocês fizeram foram procurar os gatinhos, claro que durante o caminho você se provocaram, competindo para ver quem encontrava mais gatos, no fim, quem ganhou essa foi a Tenten.
O sol já estava se pondo quando vocês voltaram para a casa, você tomou um banho, fez suas higienes e foi dormir.
Os anos passaram, já estavam com 16 quase 17 anos e quase nada não tinha mudado, vocês ainda eram do mesmo time e sua rivalidade ainda existia, Tenten se perguntava todos os dias porque ainda tentava entender vocês.
Vocês se encontraram na entrada na aldeia da folha, fazia anos que não se viam afinal cada um passou anos treinando em lugares diferentes para melhorar suas técnicas.
"Seu cabelo cresceu." você comentou se aproximando de Neji "Cuidado pra não ser confundido por uma garota."
"Cuida da sua vida, Uchiha!"
"Parece que alguém acordou de bom humor, tá me chamando pelo sobrenome." você cruzou os braços "Cadê os dois?"
"Ainda não chegaram."
Tenten chegou e logo depois o sensei também, ele explicou que a missão seria ajudar a aldeia da areia, pois estava acontecendo muitos sumiços por lá, além de roubos.
Vocês correram até lá, pulando de galho em galho para chegar mais rápido mesmo estando de costas você sentia o olhar de Neji sobre você, o que esse garoto tanto me olha?
Chegando na aldeia já era de noite, Gaara providenciou a vocês três quartos.
"Eu não vou dividir o quarto com nenhum de vocês." disse Tenten já escolhendo seu quarto e entrando nele.
"Não vou dormir no mesmo quarto que meus alunos." Gai sorri mas não vai pro quarto "Eu vou começar o primeiro turno, depois revezam entre vocês."
"Não acredito que vou ter que dividir o quarto com esse sabe tudo." você sai batendo o pé e indo até o quarto "Puta merda!"
"O que foi?" assim que Neji entrou no quarto, teve a mesma reação com você "Puta merda! Você dorme no chão."
"Tá doido?" você se aproximou dele, seu rostos próximos você olhava pra cima com um ar intimidante, naqueles últimos anos Neji havia crescido um pouco mais que você "Eu não vou dormir no chão, não sou cachorro."
"Desculpe ferir seus sentimentos." havia um tom de ironia em sua voz "Eu não vou dividir a cama com você, não quero isso!" por estarem próximos você sentiu o coração dele batendo forte, mas não era por estar intimidado.
"E você acha que eu quero?" você voltou a prestar atenção no coração dele martelando "Porque seu coração tá batendo tão forte assim? Te deixei nervoso?"
"Claro que não!" ele bufou se afastando de você :Vou tomar um ar, aproveite a cama enquanto pode."
Você respirou profundamente, tirando os sapatos e deitando na cama assim que fechou os olhos o rosto dele tão próximo do seu apareceu e aqueles lábios pareciam tão macios, tão convidativos. Você acabou dormindo pensando que não deveria mais pensar em Neji Hyuga, ele era seu rival.
Enquanto você dormia, Neji foi conversar com Gai queria algum tipo de conselho, então se aproximou.
"Sensei, posso falar com você?"
"É claro." ele deu batidinhas no banco ao seu lado e assim que o Hyuga sentou ele continuou "Sobre o que quer falar?"
"Eu me sinto estranho em relação à M/n." ele suspirou "Sei que não deveria me apaixonar por ele mas conforme ele crescia ele foi se tornando cada vez mais bonito e foi cada vez mais difícil negar o que meu coração dizia. Mas não quero contar pra ele, nossas famílias não iriam gostar nada disso."
"Finalmente você tá se revelando, já era meio óbvio que você e M/n iriam acabar se apaixonando alguma hora." se virou para olhar Neji "Não pense sobre o que sua família ache, apenas siga seu coração se você o ama conte pra ele mas se ele não o ama, não podemos obrigar ele a te amar mas também não é bom guardar o que sente."
"Isso parece uma autocrítica."
"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço." Gai sorri "Vá contar pra ele."
"Eu vou." se levanta "Obrigado sensei."
Neji segue em direção ao quarto em que vocês estavam dividindo, prestes a abrir seu coração.
"M/n, tem uma coisa que." mas assim que chegou no quarto percebeu que você dormia tranquilamente "Idiota, vai pegar um resfriado assim." ele te cobriu com a coberta que deixaram para vocês e se sentou do outro lado da cama.
Horas depois você acorda, pensando que já era sua vez de fazer a ronda assim que seus olhos se acostumaram com a escuridão percebeu que não estava sozinho.
"Sabe tudo, você não tinha ido tomar um ar?"
"Sim, mas já se passou uma hora desde que fui tomar um ar." ele riu "Enfim, tenho algo a te contar."
"Me contar? Hyuga, eu não sou seu melhor amigo pra você ficar me contando seus segredos."
"Não é nada disso seu idiota!" ele colocou a mão sobre sua bochecha fazendo um carinho em seu rosto que te deixou surpreso "Eu sei que nossas famílias são rivais, mas eu não posso mais me enganar M/n, eu gosto de você, tipo de verdade e não me importa o que nossa família diga." mas você só ficou em silêncio, processando as palavras dele não espera aquele confissão naquela hora da noite "Fala alguma coisa!"
"Eu... - você respirou fundo "Eu também gosto de você, Neji. Desde que nos tornamos Chunins, esses seus olhos esbranquiçados não saem da minha cabeça, eu também amo você."
Neji respirou fundo e colocou a mão gentilmente na sua nuca, ele te puxou para perto e colou os lábios dele nos seus em um beijo apaixonado e doce. Sem presa, sem brutalidade, o mundo havia desaparecido sobrando só vocês.
"Eu quero te conhecer, M/n." ele murmurou entre um beijo e outro "Quero te conhecer, além da nossa rivalidade, quero fazer certo dessa vez, você aceita um encontro comigo?"
"É claro." você sorri "Pode ter certeza que eu vou contar tudo sobre você pros meus irmãos, vou convencer eles a não pegarem no seu pé mesmo nossa família se odiando." ele riu.
"E eu farei a mesma coisa." ele te puxou para mais perto, envolvendo seu corpo em um abraço quentinho.
"Seu cabelo grande combina com você." você diz se aconchegando naqueles braços fortes mas gentis.
"Eu sabia que você tinha gostado!"
"Idiota!" você diz rindo.
"Mas sou o idiota que você ama." você não pode negar, apenas riu.
I need to talk about the scene with Karlach
The scene is captivating, the setting and lighting are beautiful. Aside from that, Karlach simply worships you like a Goddess, it's a moment where I feel all my masks falling away for a moment I forgot that I had to save the world.
Of all the romances, she's the one that made me fall most in love. You really feel the energy of someone who was hungry for touch, and enjoys every second of it.
My Tav and Karlach scene below ❤️
23/ Odeur de lessive
La route sinueuse se perdait entre les pins et les prairies jaunies par le soleil d’août. Pierre gara la voiture au bas de l’allée, devant la vieille bâtisse familiale, ce rectangle de pierre qui s’élevait depuis trois siècles au milieu du causse lozérien. Les volets pâlis, le toit de lauzes, le silence alentour : rien n’avait changé. Sauf lui.
Il n’était pas revenu depuis trois ans. Les raisons invoquées — le travail, la distance, la fatigue — n’étaient que des prétextes. En vérité, la maison l’intimidait. Elle portait en elle tous les souvenirs de son enfance et de ses étés d’adolescent, mais aussi des secrets qu’il préférait laisser sédimenter au fond de sa mémoire.
Sa mère apparut sur le perron, menue silhouette dans sa robe claire, essuyant ses mains à un torchon. — Ah, te voilà enfin, dit-elle en souriant.
Luc l’embrassa, il sentit son odeur de savon et de lavande, familière, rassurante. Ils restèrent un moment à parler dans la cour, bientôt rejoints par sa sœur, son mari, ses enfants. L’ambiance était joyeuse. Si longtemps qu’ils ne s’étaient pas revus.
Sur le chemin, un paysan qui passait à vélo l’apostropha : — Hey Pierre, c’est le retour au pays ? — Hey, non, Gaspard ! Juste quelques jours de vacances. — Hey, profite, petit !
Et le Gaspard s’enfila dans le chemin sans s’arrêter, comme il le faisait déjà quand il allait au village pour une course qu’il imaginait urgente. Rien n’avait changé depuis son enfance.
Pierre fût invité à rentrer. La maison sentait le bois, la poussière, le linge ancien, toutes ces odeurs rassurantes qui lui rappelaient les bons souvenirs du temps passé dans cette maison. Ils dînèrent et le repas fût animé. Les enfants voulaient que Pierre leur raconte sa vie à Paris et son métier d’illustrateur et comment il faisait pour trouver ses idées. Et Pierre utilisait tous ses talents de conteur et de boute-en-train pour les faire rire abondamment.
Il retrouva sa chambre de jeune homme avec la même couverture de lit et les affiches au mur. Il redécouvrit ces objets qu’il collectionnait et qui avaient tant d’importance pour lui à ce moment-là. La fenêtre était entrouverte, l’air sec et frais bousculait sa mémoire.
Il était fatigué par la route. Il ne tarda pas à s’endormir, comme un petit enfant.
Réveillé tôt, le lendemain matin, il sortit faire quelques pas pour continuer à profiter de la magie de ces retrouvailles. Il s’attarda pour contempler les reflets du soleil sur la façade de la maison et qui lui donnaient cet aspect orangé si spécifique, il parcourut le jardin, huma les odeurs, écouta les bruissements des animaux dans le bois tout proche, passa entre les différents bâtiments qui servaient de dépendances.
En revenant vers la maison, il passa près de la buanderie dont la porte était ouverte. Il fut surpris de sentir un parfum aussi inhabituel qu’inattendu. Une odeur de lessive au jasmin qui vint le troubler. Elle était fraîche, presque entêtante et un flot de souvenirs remontèrent.
C’était il y a une dizaine d’années. Il avait dix-sept ans, peut-être dix-huit. L’été des balades, des fêtes improvisées, des heures passées à rire avec les copains. Cet été-là, ils avaient décidé à quelques-uns de faire un périple un Italie. Et un jour qu’il était assis à l’arrière de la voiture d’Hugo, il s’était assoupi en prenant le pull du conducteur en guise d’oreiller. Le pull d’Hugo. Ce pull sentait exactement cette odeur-là : fraîche, florale, rassurante. Il avait fermé les yeux, feignant de dormir, juste pour s’enivrer du parfum. Ce n’était plus une odeur de lessive, c’était devenu l’odeur d’Hugo. Et Hugo, secrètement, c’était le garçon dont il était en train de tomber amoureux.
Une tourterelle se mit à roucouler. Il reprit ses esprits et secoua la tête, comme pour chasser l’image, et se mit à marcher à grands pas vers la maison.
Il entra dans la cuisine où l’odeur de café et de pain grillé invitait à prendre le petit-déjeuner. Il embrassa sa mère sur le front avant de s’asseoir devant la table garnie de bols, de tartines, de beurre et de confitures.
— Tu as changé de lessive, maman ? demanda-t-il, faussement détaché. — Non, pourquoi ? fit-elle en arquant les sourcils. — Comme ça, je pensais…
Il n’osa pas poursuivre.
Les premiers jours passèrent dans une routine douce : repas sur la grande table de la cuisine, promenades dans les champs, visites des voisins qui venaient prendre des nouvelles. Pierre se sentait à la fois apaisé et nerveux, comme s’il guettait quelque chose. Chaque fois qu’il passait près de la buanderie, l’odeur de jasmin le happait, insistante, troublante. Parfois, il croyait entendre un froissement derrière la porte, un pas discret. Mais lorsqu’il l’ouvrait, la pièce était vide, seulement garnie de vieilles corbeilles et d’un lave-linge cabossé.
Un midi, sa mère annonça : — Tiens, ce soir, j’ai invité nos voisins à dîner avec nous. Ils ont loué la dépendance, là-bas, l’ancien gîte. Je crois que c’est un couple… ou peut-être pas, j’ai mal compris. Très gentils, en tout cas.
Pierre resta songeur. Ah oui, la dépendance, près du ruisseau. Il se rappela que la bâtisse qui servait autrefois de bergerie et d’abri pour les pêcheurs avait été restaurée pour accueillir les vacanciers. Il n’était pas encore allé jusque là-bas.
Ce soir-là, il s’installa dans le jardin avec un livre. La lumière tombait, les grillons s’éveillaient et commençaient à chanter à l’unisson par vagues régulières comme s’ils étaient dirigés par un chef d’orchestre. Et puis, il l’entendit. Un rire. Clair, familier, venu de l’autre côté du muret qui séparait la cour principale du gîte.
Son cœur se mit à battre plus vite. Impossible.
Il se leva, fit quelques pas. La porte de la dépendance était entrouverte. Dans l’encadrement, une silhouette. Les cheveux un peu plus courts, quelques rides fines au coin des yeux, mais c’était bien lui. Hugo.
Pierre resta pétrifié. Les années s’effacèrent d’un coup. L’odeur de jasmin revint à ses narines, si forte qu’il en eut presque le vertige.
Hugo le regarda, d’abord surpris, puis un sourire s’étira sur son visage. — Pierre ? Je ne m’attendais pas à… enfin… quelle coïncidence !
Ils s’observèrent quelques secondes, maladroits, deux adolescents redevenus adultes, ou l’inverse.
Le soir même, sa mère, toute à son bonheur de faire vivre sa maison, reçut Hugo et son amie à dîner. En fait d’amie, c’était la soeur d’Hugo qui l’accompagnait. Tous deux étaient revenus dans la région, eux aussi pour se resourcer dans leurs souvenirs d’enfance. L’hôtesse qui n’avait pas reconnu l’ancien camarade de Pierre s’amusa de sa confusion. Elle semblait ravie de retrouver "le fils des voisins d’autrefois". La conversation fut animée, ponctuée de souvenirs, d’anecdotes. Les filles qui ne se connaissaient pas vraiment découvrirent qu’elles avaient fréquenté les mêmes lieux, les mêmes personnes et entraînèrent le beau-frère de Pierre dans la conversation. A un moment, il se retira en s’excusant pour aller coucher les enfants.
Pierre, lui, avait du mal à suivre. Chaque phrase d’Hugo réveillait en lui un flot d’images : des soirées passées sur le perron, des baignades dans le Tarn, des regards échangés trop rapidement détournés. Mais il était aussi traversé d’une inquiétude, il ne comprenait pas pourquoi pas Hugo avait feint de découvrir qu’il louait une maison à sa famille. « Tu parles d’une coïncidence, il sait forcément qu’il a atterri chez moi ! »
Quand sa mère se retira, les laissant seuls dans la cuisine, le silence retomba. Pierre n’osait plus parler.
C’est Hugo qui rompit la gêne : — Tu sais… ce pull, celui que tu avais pris dans la voiture, je l’ai gardé des années. Je me demandais si tu avais compris ce que ça voulait dire.
Pierre sentit un frisson le traverser. — Je ne comprends pas, murmura-t-il.
Hugo secoua la tête, avec un demi-sourire. — Il avait ton odeur. Je le portais tout le temps ensuite pour le sentir, tu ne te souviens pas. J’ai mis du temps à pouvoir le laver à nouveau.
Pierre sentit ses défenses tomber. — Ah ? C’est…euh… étonnant. Moi, c’est ton odeur que je sentais avec ce pull, comme si c’était toi. — Pourquoi tu n’as rien dit ? demanda doucement Hugo. — Toi non plus, tu n’as rien dit. — Non, c’est vrai. On était bêtes. Trop jeunes peut-être ?
Pierre fut troublé. Il se demandait ce que cela voulait dire. — Et ça ne se faisait pas, non plus, risqua-t-il. — Ca ne se faisait pas, répéta lentement Hugo en hochant de la tête et en fixant Pierre dans les yeux.
Pierre détourna le regard, gêné.
Ils restèrent là, figés, comme s’ils n’osaient pas franchir la frontière ténue entre le souvenir et le présent.
Quand Pierre s’éveilla le lendemain, ce fut comme si la maison tout entière était remplie et vibrait de cette odeur de jasmin. On eût cru que Pierre avait le nez dans la lessive pour en respirer l’odeur en tout lieu où il allait. Il passa de longues heures à se promener avec Hugo, à rattraper le temps perdu. Ils parlèrent un peu de leurs souvenirs communs, de ce fameux voyage en Italie, ils évoquèrent aussi leurs vies respectives, de manière un peu détachée, comme si l’essentiel était ailleurs.
Le soir, en traversant le couloir, Pierre s’arrêta encore devant la buanderie. Il poussa la porte, inspira. L’odeur était si forte qu’il en eut presque les larmes aux yeux.
Ce parfum, cette odeur de lessive. Et si c’était le moment de faire le grand ménage ? Est-ce qu’on peut rattraper ce qu’on a laissé s’échapper ? À 17 ans, il ne pouvait pas s’avouer son attirance pour les garçons et encore moins envers Hugo qui fanfaronnait avec des histoires de filles comme s’il allait bientôt se marier.
Ce parfum qui revenait. Ce parfum qui n’était ni le hasard ni une hallucination. Et si c’était le signe que, parfois, le passé revient frapper à la porte, obstinément, jusqu’à ce qu’on accepte de l’ouvrir ?
Derrière lui, une voix retentit doucement : — Pierre ? Tu vois, j’ai encore la même lessive.
Pierre se retourna. Hugo était là, un sac de linge sous le bras, le même sourire qu’autrefois. Et cette fois, Pierre ne détourna pas le regard.
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@30jourspourecrire
L A V A N D E R I A
SÉRIE : FLASH TALES – HOMOERÓTICOS
Conteúdo para Maiores de 18 Anos.
verbo querer
te quero mas não te quero
quanto mais te vejo mais te venero
e sem querer comecei a te querer
com o tanto que usei do verbo querer para me referir a você,
ele parece não ser mais o suficiente pra descrever esse sentimento
te anseio, te desejo
te quero nua e crua
quero que me faça tua
já sou tua
entregue
rendida
vem e reivindica o que é teu
pois o coração que aqui batia antes de te ver não é mais meu
queria não te querer
assim evitaria de sofrer
já que nem nos teus belos olhos posso olhar
sem toda boiola ficar
é tão lindo te espiar viver que quero passar a vida toda com você
tu me faz ser brega, logo eu que odeio essas coisas de poema e poesia tenho vontade de virar poeta
e mesmo que poeta eu virasse ainda não seria o suficiente pra te descrever na beleza que tu és.
me aceita, me toma
me chupa e me engole
tudo bem se você for embora no amanhecer
só me deixa um gostinho de você
pra eu poder chorar e ter algo pra esquecer
Elo y Barbarita ya tienen su ejemplar de mi último libro! Y vos tenés el tuyo? Hoy es el día del lanzamiento oficial! Pedilo a @autopublicarte y seguí las andanzas de la #saga #homoamantes #instabooks #instagay #instagayman #lgbtq🌈 #literaturalgbt #literaturagay #romancegay https://www.instagram.com/p/B6vGwSQlqEg/?igshid=qcyn0pmklgap
Play Game of Love - Chapter 5
They had disappeared for several months, but they are back 💖
Chris and Ugo come back and hope you enjoy their return 😍
Thank you my friend @elodielsims, for having rekindled this flame, I miss them so much 😍
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Read HERE 😍 💖
Story written in French
Story written with my friend @elodielsims 💖💖