Museus Regionais-Museu Paranaense
Olá, queridas e queridos! Seguimos com as apresentações de Museus Históricos do século XX, e nesta aula os colegas apresentaram o seu seminário sobre o livro de Cintia Braga Carneiro “O Museu Paranaense e Romário Martins”.
O museu paranaense também surge no século XX, e é um dos quatro primeiros museus de história natural do Brasil, mas assim como outros museus do tipo são ainda poucos explorados pela historiografia. O museu foi inaugurado em 25 de setembro de 1876 e até 1882 seguiu como um local privado e era basicamente um gabinete de curiosidade, ou seja, um local voltado para as ciências naturais com objetivo totalmente expositivo e didático.
Atualmente o museu está sediado no Palácio de São Francisco em Curitiba, mas ao longo de sua história já se esteve em outros 6 locais, desde sua idealização por Agostinho Ermelino de Leão, o museu possui uma vertente que visa a construção e afirmação de uma identidade regional, caracterizando e dotando-a de sentido e poder tudo que é “seu”, ou seja, todos os aspectos daquilo que é do estado do Paraná.
Foto retirada do site:http://www.museuparanaense.pr.gov.br/
A narrativa central do livro e a que mais me interessou foi o período na qual Romário Martins esteve à frente da direção do Museu, entre 1902 a 1928.No inicio dos anos 20 o mesmo buscou que houvesse maior desenvolvimento científico, e ao longo de sua gestão sempre atuou para que a instituição tivesse consigo os estudos científicos, voltados para a natureza , histórias, territórios e elementos Paranaenses.
Mas vale ressaltar que o museu tinha muita influência executiva o que entrelaça toda a gestão de Romário as questões políticas do período o que está fortemente relacionado ao prestígio dele. O seu legado indiferente das influências externas se perpetuaram como registro de sua gestão, foi ele quem criou a Seção de Antropologia, aumentou a coleção zoológica, além de manter a Seção de Mineralogia e numismática.
Ao meu ver é muito curiosa a proximidade do Museu Paranaense e o Museu Paulista e as suas respectivas gestões conforme os textos dos seminários, em São Paulo Affonso de Taunay e em Curitiba Romário Martins, a correlação sob a construção de um ideal totalmente regional, utilizando de afirmativas locais para exaltar todos os aspectos únicos.














