Me aposta por estações Vista-me em primor de outono De acordo com o revanchismo do verão Os apolíticos primavera e inverno enveredam-se pelas coxas de coach... Coxa sobre coxa O amor carrossel Caçoa da fábula fórceps A vender-te realeza por vias não sucessórias Engolido pelo monstro horizonte Em distâncias olhos desnudos Fora a febril escala de devaneio Dádiva costura-te para fora do seio de Stella Os meses na mesa definham E definem-se como casal vinte O suplício do fim dos tempos E o tempo escorrendo como fábula lebre e tartaruga... Stella Maris borra o por do sol O faz amante de Dali Com assinatura simplista de cover de Guaguin O naturalismo natural do concreto em ode à cevada... Se tens coragem de pedir-me prestação de joelhos Deixa-me ao pé da primeira trincheira que me salvou Pois já lhe disse do severo eu lírico iconoclasta que em meus olhos dorme Não lhe erguerei bustos de bronze ou contos católicos de tua passagem em terra Não tarde a tua vinda, caro compatriota Fora deixado a ti o sul e seus apêndices Compaixão aos domingos em rubricas oratórias Adverta ao interprete que os lábios deveriam casar com o espaçamentos de cânticos Borraram teu nome em feição No Jardim das engrenagens Roubo um sotaque dos lábios da macieira Que por entre incriminações, roga-se funesto ao amanhã...
A Morte De Stella Maris, Pierrot Ruivo












