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Yule
O Yule é uma comemoração dentro dos oito sabbat presentes na Roda do Ano. Ele marca a data que se inicia o solstício de inverno. Ele é celebrado na Roda Sul e Mista entre os dias 20 e 21 de Junho, enquanto que na Roda Norte a data muda para se alinhar com a região e acontece entre os dias 20 e 21 de Dezembro.
Este sabbat representa o nascimento do Deus cornífero e o momento em que ele é acalentado pela deusa mãe. Nessa data, a deusa é representada como a portadora da criança da promessa, e após o seu descanso, voltará dando luz e conforto à todos.
De acordo com a astronomia, o solstício de inverno começa a partir da noite mais longa do ano. É o ponto onde o sol está o mais afastado possível do nosso hemisfério. Consequentemente, nós teremos menos horas de luz e mais horas de escuridão. Por isso, é o dia mais curto e a noite mais longa do ano.
Como nós temos o movimento de translação da terra ao redor do sol, essa data tem uma pequena variação de ano pra ano.
Essa data tem origem nos povos nórdicos. O nome Yule tem origem no norueguês arcaico "Yjul" que significa roda. Podendo a roda significar a roda do ano, a roda solar ou até mesmo a roda da vida.
Esse Sabbat vem logo depois das últimas três colheitas da roda do ano. Passamos pela colheita e pelas sementes no sabbat de Lughnasadh, passamos pela colheita das frutas no sabbat de Mabon e passamos pela última colheita, a colheita dos vegetais ou colheita de sangue no sabbat de samhain. Como no Yule nós já entramos no inverno, acabaram-se as colheitas.
Nas crenças antigas, acreditavam-se que este momento da noite mais longa do ano era o momento no qual a terra e a natureza iria descansar, pois este sabbat vem logo após o Samhain e logo após as almas serem liberadas e agora a deusa está mergulhada em um sono profundo. Isso significa que a partir daquele momento, a natureza estaria em um momento onde ela perderia a sua fertilidade.
Sem o poder de fertilidade, as plantas precisam da fonte da terra e do poder do sol para poder crescer, assim como aconteceu em Lughnasadh, em Lammas e em Samhain. As plantas precisam desse casamento entre a terra e o sol, mas com o sol se afastando e a terra adormecendo, a falta da segurança e do calor trazia um medo e um desconforto muito grande para estes povos.
Para esses povos, caso eles não fizessem nada para participar desse processo, eles achavam que a terra nunca mais iria acordar. Então, naquela época, também dependia de nós para ajudar nessa batalha da vida e da morte. A humanidade também tinha uma participação nesse processo. Para eles, a cor branca era uma cor ameaçadora, pois era a cor da neve que significava morte.
Com o passar dos anos, o Sabbat começou a ser comemorado depois da ída do inverno, pois significava que a noite tinha finalmente terminado e as coisas voltariam a ser como era antes.
O intuito da comemoração desse sabbat é celebrar as forças da natureza e o deus cornífero para ajudar no nascimento da luz e pedir que a mãe natureza faça o renascimento do sol.
Nesse sabbat são comemorados a união familiar e o amor, pois era no inverno que as famílias se encontravam mais unidos em volta da fogueira e consequentemente permaneciam mais tempo juntos.
Esse Sabbat representa o tempo da esperança, pois a partir do final da noite mais longa do ano, a escuridão iria se cessar.
A árvore de Yule representa a árvore da vida. Ela é adornada com ornamentos naturais (bagas, pinhas e frutas), símbolos sagrados para os deuses. Esse costume veio do antigo povo pagão, onde as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa ou então sentavam em volta de uma árvore que sobreviveu sem suas folhas durante o inverno e decoravam seus galhos com enfeites. Os espíritos da natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão lindos e fortes como a árvore que recebia seus enfeites.
Durante as comemorações desse sabbat, existiam jeitos específicos de comemorar este sabbat:
Grandes fogueiras são ateadas fogo para homenagear o nascimento do novo deus, a criança da promessa, podendo substituir a fogueira por atear fogo ao caldeirão;
Velas vermelhas eram espalhadas por todo lugar aonde esta cerimonia era realizada;
Também era comum decorar a árvore no qual sobreviveu à esse tempo ou à um pinheiro conhecida (Árvore de Yule);
As pessoas dançavam e cantavam ao redor da árvore, fazendo assim suas invocações e mostrando admiração pelo espírito da árvore;
O altar pode ser enfeitado com azevinhos, folhas de figueira, ciprestes e com incensos naturais apropriados para a data, como: incensos de canela, cravo, louro, alecrim, gengibre, entre outros;
São feitos feitiços de prosperidade, limpeza e renascimento pessoal;
Receitas podem ser feitas, como: bolo de frutas, Yule log, pães recheados, vinho, quentão, sidra de maçã, chocolate quente, nozes e frutas secas como parte das celebrações.
- Uma grande tora é queimada como símbolo da luz e proteção, representando o sol que retorna;
Guirlandas:
Feitas com azevinho e visco, símbolos de hospitalidade e proteção contra maus espírito;
Azevinho:
Folhas verdes e bagas vermelhas simbolizam a esperança, a fertilidade e a proteção e era colocado em portais pela casa para evitar a entrada de maus espíritos no ambiente;
Cores:
Verde, vermelho, branco e dourado são as cores tradicionais de Yule, refletindo a natureza e a luz. As pessoas costumavam usar vestes dessas cores para representar sua alegria.
Blaspemy - Witches' Sabbath by Jack Wilson © 2020
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