Caminhos
Os filhos que eu não pari
fizeram-me de outra forma existir
Os filhos que eu nunca pari
fizeram-me seguir
Os filhos que não terei
vão me levar aonde não sei
No meio do caos encontrarei a saída
Onde outros filhos me esperam
Parir é dor
Criar é produzir amor
Com outros olhos enxergarei os caminhos abertos
Estradas surgirão nos trilhos do universo
Agradeço aos filhos que não tive...
Por eles construirei pontes
a um novo coração.
(SOBRAL, 2011, p. 33).













