Esses estudiosos falaram de sete raios — sete caminhos através dos quais a divindade se manifesta no mundo. Cada raio era representado por um mestre, um foco de consciência responsável por sustentar uma das qualidades do divino em expressão. Entre eles, fui reconhecida como a Mestra do Terceiro Raio — o Raio Rosa do Amor, da Adoração e da Beleza.
A Fraternidade foi descrita como um corpo etérico, invisível aos olhos humanos, mas perceptível às almas despertas. Reunia mestres de diferentes épocas e tradições: alguns haviam vivido no Oriente, outros no Ocidente; alguns foram filósofos, outros sacerdotisas, curadores ou reis. Todos guardavam a memória da unidade e trabalhavam para inspirar a humanidade a reencontrá-la.
Os registros que chegaram ao mundo físico falam de Shamballa — uma cidade de luz situada em planos superiores — onde a Fraternidade manteria seu conselho. Essa cidade não é um lugar geográfico, mas um símbolo: representa o ponto de convergência entre o espírito e a mente humana. Lá, dizem, as decisões do céu encontram eco na Terra, e as almas que servem à luz recebem suas diretrizes.
Dentro dessa assembleia, minha função foi definida como a de harmonizar. Enquanto outros mestres lidavam com a sabedoria, a vontade ou a transmutação, o meu dom era equilibrar. O amor, em sua forma pura, não se impõe; ele conecta, dissolve fronteiras e restabelece o fluxo entre os mundos. Assim tornei-me uma das guardiãs do elo entre as consciências humanas e divinas.
Rowena.
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