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Grupos e Identidade Social
O homem é, de fato, um ser em permanente construção, que vai se fazendo no tempo pela mediação de sua prática, de sua ação. Ele é, assim, um ser histórico, que vai se criando no espaço social e no tempo histórico. O homem não é apenas uma realidade dada, pronta e acabada, mas fundamentalmente um sujeito que vai construindo aos poucos sua própria realidade (SEVERINO, 2007, p. 150).
Todas as relações humanas são grupais e nelas a dinâmica pode se dar de forma consciente ou de forma inconsciente. A formação de grupos em instituições propicia controle além de incentivar a produtividade da empresa.
Pichón Rivière (1977), propôs o termo ECRO, Esquema Conceptual Referencial Operativo, ele o define como um conjunto organizado de conceitos gerais, teóricos, referidos a um setor do real, a um determinado universo de discurso que permite uma aproximação instrumental ao objeto particular. O ECRO é, por tanto, o conjunto de experiências, conhecimentos e afetos com os quais o sujeito pensa, sente e age.
Além de Rivière e Freud, temos Sighele, Tarde e Le Bon, entre outros, como autores que fizeram estudos sociais que dialogam com a psicologia social contribuindo seu aprimoramento. A Psicologia das massas, segundo Freud, trata o indivíduo como integrante de uma multidão organizada em forma de massa durante determinado tempo para dado fim. Essa multidão pode fazer com que o indivíduo perca sua individualidade assumindo a lógica do grupo, assim ele é capaz de perder seu controle racional, sentindo-se livre das pressões sociais. Por exemplo: um homem que nunca teve comportamentos violentos, quando se encontra nesse contexto numa grande massa, age sem medo das punições, pois sabe que muitos outros também estão praticando tal ação.
Para Durkheim, a vida em coletividade seria a última etapa que o psiquismo alcança, ele considerava o social apenas da sociologia e o individual era para os psicólogos. Os assuntos não poderiam se misturar, no entanto, mesmo que a gente não queira, esses assuntos se misturam, pois a psicologia se encontra em qualquer lugar que existe uma vida humana. Os estudos da psicologia social começam a se difundir após às guerras, pois esse cenário enfatizou o poder do líder na sociedade, logo, num grupo também.
O indivíduo dentro do grupo tem uma via de mão dupla, pois ele produz o grupo e também é produzido por ele, mas cada integrante precisa também do espaço vital, ou seja, de exercer seu movimento livre no ambiente. No entanto, é preciso considerar que a pessoa não age apenas como indivíduo, mas também como membro do seu grupo. A diferença grupal é ligada a existência de conflitos intergrupais.
Texto III
A violência não se apresenta apenas de forma física. Coação e uso de força nem sempre ganha o status de violência, pois dependem do contexto, mas ambas são violências tão sérias quanto violências físicas. A exclusão pode ser um tipo de violência e existe uma lógica de exclusão que tem como pano de fundo a estratégia da inclusão, ou seja, quando a sociedade exclui, ela exclui para incluir. Exclusão significa privar alguém de alguma coisa, como faz o jurídico quando exclui negros, deficientes físicos, o casamento gay e qualquer procedimento que impõe obstáculos ao cidadão. Para exemplificar uma exclusão para incluir podemos falar sobre os trotes universitários, que primeiro excluem o sujeito para depois eles serem inclusos e se sentirem pertencentes aquele ambiente, mesmo caso são as sobre as argolas das mulheres girafas na Tailândia, ou os sapatos japonês. Tanto inclusão quanto exclusão podem ser consideradas violência, seu significado depende do contexto.
A exclusão é um regulador das relações culturais, políticas e econômicas. A exclusão social e violência ocorrem com categorias sociais específicas que foram construídas historicamente. Tarjfell fala sobre o sentimento de pertencimento que ocorre depois dessa exclusão para incluir, esse sentimento faz com que o outro reconheça tal prática como valor e como senso de justiça. As principais formas de violência na contemporaneidade são o neo-absolutismo, a violência profana e a violência suicidária. O Neo absolutismo quer dizer o poder exercido a partir dos escritórios de organismos financeiros que atingem um todo. A violência suicidária é a destruição do planeta com armamento ou exploração predatória; e a violência profana é a destruição de símbolos e patrimônios culturais produzindo uma insensibilidade mútua.
A violência se torna um tipo de linguagem, ou seja, determinados grupos ou indivíduos entendem que para serem reconhecido, é preciso ser violento; seja no trânsito, no trabalho ou em casa. Assim a violência se difunde no cotidiano.
Maria Clara Bueno Psicologia Social, terceiro (3º) período.
Contribuições:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-65782011000100002 http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-58352015000100006
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António Jojó emociona-se no programa ao falar da menina com Câncer
António Jojó emociona-se no programa ao falar da menina com Câncer
O apresentador António Jojó emocionou-se no decorrer do seu programa, ao falar da menina que padece de um câncer na língua.
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O grito de socorro por parte dos familiares da criança é frequente e os meios de comunicação é formar mais rápida e eficaz para dar a conhece à sociedade.
Sendo um dos nomes sonantes no universo…
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O indivíduo, sua história e a sociedade
Nas sociedades tribais antigas - grega e romana - na Europa Medieval, apesar das diferenças naturais entre os indivíduos, não ocorria a dissociação das pessoas, como ocorre hoje.
Mais tarde, por meados do século XVIII, com o desenvolvimento do “famigerado” capitalismo, o que é empregado hoje na sociedade, e também do pensamento liberal, a ideia de individuo e individualismo criaram raízes na sociedade, pois se colocava a felicidade própria - humana - no centro das atenções.
Noção do individuo tem suas origens históricas na Reforma Protestante. Na imagem acima, representação do massacre de protestantes por católicos na antiga Paris, em 24 de agosto de 1572. Esta retrata o episodio conhecido como Massacre de São Bartolomeu, foi um dos desdobamentos políticos da divisão entre católicos e protestantes na Europa. - Autor da tela: François Dubois, datada de 1576.
As vezes o tempo parece tanto, e outras vezes tão pouco. Num milésimo de segundo um sorriso pode surgir, como também pode uma lágrima cair.
O que suporta a chuva ou a tempestade? Aí, meus caros leitores, a resposta é individual.
Podemos ser um todo, um povo, A Socidade... e ainda ao mesmo tempo Um só indivíduo, tendo suas família, conhecidos e desconhecidos. No abrir de um sol quente, aglomeração no litoral. No fechar das núvens, debaixo de um teto próprio seu.
Alguns pararam de sentir que existe essa sociedade, foi corroendo a solidariedade e humanidade .... cabe aos que ainda sentem, transmitir o que há de bom, a esperança que ainda há.
“Se você nasceu em um mundo onde você não se encaixa, é porque você nasceu para ajudar a criar um mundo novo”
Se a sociedade te abandona a solidão é suportável, se você se abandona a solidão é intolerável.
— All Alone.