Borrões de um acidente passavam por sua mente, ainda com os olhos fechados. O tubo havia caído, logo em seguida tudo tremia, e no momento seguinte a jovem olhava para cima pouco antes de ser atingida por algo, e tudo se tornava escuro. Eram flashes rápidos, porém perturbadores o suficiente para fazerem-na despertar num pulo. Primeiro puxou ar para os pulmões, procurando desesperadamente o tubo de oxigênio, e então notou que, de alguma forma inexplicável, estava respirando sem as dificuldades que tinha desde o início da vida. Seguida da descoberta veio a dor de cabeça e o incômodo na região lombar.. Colocou as mãos na cabeça e soltou um grunhido, sentando-se com dificuldade e encarando o caos da sala de poções. Levantou-se com a ajuda da parede, e só então seus olhos focaram-se na mão, onde finalmente notou com horror que não possuía mais o dedo mindinho, substituído por uma ferida coberta por sangue seco. Os olhos encheram-se de água e tudo o que conseguiu fazer, foi gritar em desespero.











