{★} ━━ ❛ Uma ajuda com as malas seria bem-vinda, mas não se preocupe se não conse-...Uau, esse lugar é realmente incrível...
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{★} ━━ ❛ Uma ajuda com as malas seria bem-vinda, mas não se preocupe se não conse-...Uau, esse lugar é realmente incrível...
Maya caminhava no campus em passos largos, o pequeno vaso em uma das mãos enquanto a outra segurava o celular que mostrava o que deveria fazer naquele momento, de acordo com seu horário - nem mesmo havia iniciado as aulas porém sempre se desdobrava para acompanhar seus amigos e usufruir do tempo que tinha com eles - principalmente Paige que era a qual Maya mais gostava da companhia, se via na correria com o envasamento de plantas distintas para uma pesquisa que iniciou voluntariamente e ainda ter tempo para divertir-se com as conversas de corredor. A garota não presava do cuidado pelos corredores, corria com o sapato amarrado aos pés enquanto o cadarço se soltava na medida que avançava, numa pisada em falso no cadarço ao chão Maya tropeçou nos pés enquanto via o vaso se desprender da palma e voar para o lado contrário, a morena fechou os olhos no âmbito pedindo mentalmente para que alguém conseguisse segurar o vaso, ou ao menos para que o vaso não trombasse no corpo de alguém. — Parabéns, Maya. — Proferia para si mesmo irritada, desde que não costumava ter tamanha falta de atenção, porém o fluxo no corredor não era amigo de ninguém.
(( ψ )) —— Para manter-se na Inglaterra, o dinheiro que a Academia lhe dava pelo programa esportivo não era suficiente, aliás, era bastante pouco, logo, resolveu entrar na Royal Mail, o correio inglês. Já tendo experiência com a Poste Italiane e pernas fortes de tanto correr de cachorros, acabou sendo aceito. Saía as nove horas da manhã e ia até as três da tarde trabalhando, todos os cinco dias da semana. Quando chegava, ia logo treinar duas horas e meia de natação e descansava mais uma antes de chegar às suas aulas, era imensamente determinado e esforçado para um Kappa, já que muitos de seus irmãos preferiam dormir durante o dia inteiro ao invés de fazer algo produtivo. No entanto, PH não se admirava: em sua maioria, seus colegas de casa eram burgueses que nunca tiveram de bater um prego numa madeira, não precisavam entregar cartas vestidos em uniformes laranjas ridículos e torcer para que nenhum Omega os reconhecesse e risse da cara deles, nunca tiveram de lidar com a vida de uma família baixa renda – cada Necchi vivia com cerca de 7 dólares por dia.
Ao fim da noite, Pancrazio estava tão exausto que mal conseguia se manter em pé – de vez em quando, arrumava forças para ter relações com alguma menina, ou ia dar uma volta em Rye com Victoria, mas sempre estava tão cansado que parecia prestes a dormir de pé. ❝Eu me pergunto qual é a sensibilidade desses capitalistas? Um dia depois do Natal e eu tenho de entregar várias cartas? Que isso...❞, disse, esfregando os olhos. Por ele, dormiria ali mesmo, em pé como um cavalo, mas tinha de se manter forte.
❝Eu corri tanto de cachorros, me pergunto o porque de eles não gostarem de mim. Devem ter medo daquele uniforme laranja ridículo.❞, mexeu nos cabelos cacheados. ❝Ou será que os donos mandaram eles cheirarem cocaína? Sério, quanta energia.❞, faria algum comentário sobre algumas moças fazerem o mesmo, mas desistiu. Provavelmente levaria um soco na barriga dx outrx.
Talvez fossem espíritos a anuviar-lhe intelecção. Abstrações nublosas, tão incontidas por vezo da embriaguez ainda tênue, contanto, efetiva, outorgando-lhe tão torpe mansidão, escasso de renitência. Aparentava ser desacelerado o próprio tempo, as órbitas índigo cingidas a assistir entorno, como se alheio fosse o homem aos sucessos de tal. Odor tão penetrante de cafeinada bebida inundara-lhe narinas, tomando onusto desfrute de percepções. Tão aprazível a cálida sensação dos alcoólicos já no corpo em manhã, contanto, incapaz era tal de desencadear-lhe anelo por outro sorvo de tinto, dada a imprescindibilidade de possuir intelecção desperta em majoritária parte. Relativamente tórpida condição, contudo, não haveria de obstar ofício, a suave intoxicação atuando, inclusive, como uma facilitadora no envolvente às reações ante dificultoso ato de cargar com alheios empecilhos. Qual fosse motivação para parcial inércia a atuar como esfaceladora de interpessoais barreiras, apresentava-se dominante e, certamente, bem-vinda.
Ia tarde, já, passado por pares minutos horário de descerrar própria sala e, pacato, lançar-se à aplicação de correspondente ofício. Contanto, azáfama era quimérica, tão calma criatura a mover-se censurando consequências, fiando-se da vaga prognose de que nenhuma viva alma estaria a aguardá-lo. Ao fim das contas, em primeiras semanas, não era atrelado à uma grade de horários no referente à atenção, sendo sujeito à, por toda duração de sua jornada, expectar que criatura qualquer viesse à necessitar do auxílio de suas sentenças conduzidas pela lógica ilógica da intelecção humana. Cogitara, portanto, sentar-se em meio caminho, desfrutar da deleitante gelidez à envolver circunvizinhanças. Contudo, não o fizera, jamais cessando o rumar para dever.
Alcançara final destino, atardado por trinta minutos. Ali, esquadrinhara a antessala, ao tempo que removia os fones de ouvido. Desguarnecida, tal qual presumido. Mescla de aborrecimento e, certamente, nirvana, dominara psique. Contraditório, tal qual haveria de ser tudo a habitar desordenada cabeça aquela. Adentrando sala, dispusera pertences por sobre escritório, tomando o ainda vago tempo para preparar uma boa quantidade de café para si. Com xícara em mãos, preenchida por líquido escuro e amargo, tal qual caía-lhe em agrado, direcionara-se à porta, abrindo-a em perpétua invitação à qualquer criatura por ali vagante. Acomodara-se, então, em assento de couro que era-lhe cabível, aplicando concentração restante na cálida bebida em pendentes anotações, limitado ao aguardo.
☠ —— Ao adentrar o quarto que seria seu por mais um ano reparou o que mais temia, estava novamente sem colega de quarto. Revirou os olhos e deixou a bolsa sobre a cama que já era sua, chutando levemente uma pilha de livros de medicina que a transportadora havia deixado no meio do caminho. Todo ano era a mesma coisa, não sabia por que perdia as colegas de quarto, talvez fosse por levar todas para a cama, bem quase todas, algumas eram tão esquisitas que Ciara se dava ao luxo de ignorar, contudo não tinha certeza, sua única certeza era que precisaria encontrar outra pessoa antes que colocassem alguma maluca junto consigo, as lembranças da menina que fazia experimentos com carne de frango, arames e vinagre ainda era bem vívida, precisou correr com ela e dormir uma semana na sala até que o cheiro horroroso saísse completamente. Procurou algumas folhas brancas e canetas piloto em cores escuras entre suas coisas na escrivaninha, precisava fazer alguma coisa antes que chegassem dominando seu espaço. Desceu as escadas e atravessou a sala, deixando pra trás o prédio da irmandade que estranhamente parecia vazio, apesar de sempre silencioso aquele prédio era o mais lotado em termos de pessoas. Decidiu caminhar um pouco e procurar uma das mesas de pedra espalhadas pelo campus. Ao encontrar, sentou-se em um dos bancos também de pedra e começou a escrever no papel em letras garrafais como se fizessem um cartaz de procurado, bem no estilo usado no velho oeste norte americano. ❝Estou sem colega de quarto novamente, acredita? Vou espalhar um “procura-se” pelo campus antes que coloquem alguém de ciências sociais comigo.❞
(( ψ )) —— ❝Esse campus é gigante.❞, Pancrazio sempre fora conhecido como um menino de alma e corpo aventureiros. Quando ia à propriedade de seus avós, no interior de Campania, sumia durante a tarde para montar em seus pangarés velhos e dava uma volta no perímetro, explorando cada mísero espacinho que cercava a casa velha dos Necchi. Já quando ia à casa dos avós de Victoria, o mesmo acontecia, sendo que ele estava acompanhado, ou seja, era um pouco menos pior. Ele é tão aventureiro que aprendeu a nadar, sozinho, aos cinco anos, e a andar de cavalo aos seis. O Mundo era de Pancrazio e Pancrazio era do Mundo. Seu gosto por conhecer lugares diferentes também influenciou em seu primeiro emprego: ele era carteiro na PosteItaliane, ganhando treze euros por hora, para poder ajudar o seu pai nas complicadas finanças. Muitos debochavam da ocupação do duplo repetente, e os que isso faziam sempre eram espancados -- pelo menos o jovem rapaz humilde trabalhava honestamente e não vivia nas costas dos pais ricos. ❝Imagina quantos lugares escondidos e segredos isso daqui guarda?❞, perguntou, animado. Havia visto bastante coisa quando atuava como carteiro -- a diferença nas expressões de ricos e pobres quando recebiam suas contas, os condomínios que pareciam ter champanhe encanado enquanto os scampianni amargavam estar entregues aos ratos mafiosos. Conheceu cada canto de Nápoles, ia de um lado para o outro em sua bicicleta com um adesivo ‘’nem me viu’’. Pancrazio imaginava a quantidade de aventuras que aquele lugar o proporcionaria, quanta diversão teria. Mas, ao mesmo tempo, tinha de mostrar seu valor como nadador e estudante, mostrar ao corpo docente que não era uma total perda de tempo, impossível. ❝Será que os estudantes de muito tempo atrás enterraram uma Arca da Aliança por aqui?❞, perguntou, brincando.
❝Ahh... O doce aroma da juventude.❞ - Akane indagou ao passar por um professor e deu um “tapinha” no ombro dele. Como sempre, estava chegando atrasada, mas só queria dar um “oi” para os calouros. Tinha hora marcada com o alcoolismo em um bar não tão longe dali. Andava e dançava ao mesmo tempo, o cabelo tingido de vermelho chamava a atenção contra o vestido preto agarrado ao corpo.
☠ —— ❝Wow... Sério que é isso que a Academia chama de festa? Cinco minutos a mais e já podem chamar o cortejo fúnebre, vou morrer de tédio. Ano passado foi bem melhor... Olha só! Ninguém vomitou ainda!❞