A sala de estar da casa de Steve estava mergulhada no calor sufocante da noite havaiana, o ventilador de teto girando lentamente, sem fazer diferença. SN estava deitada no sofá, as pernas envoltas em torno da cintura de Steve, seus dedos enterrados nos cabelos curtos dele enquanto ele explorava seu corpo com a boca.
— Steve... — Ela arqueou as costas quando seus lábios encontraram o sutiã de renda preta, os dedos dele deslizando sob o tecido fino.
Ele riu, o som vibrante contra sua pele.
— Alguma reclamação?
Ela ia responder, mas um gemido escapou quando sua mão desceu ainda mais, encontrando a umidade entre suas pernas.
Foi então que a batida na porta ecoou pela casa.
— Doces ou travessuras! — A voz aguda de Grace Williams veio acompanhada por mais batidas.
Steve congelou. SN prendeu a respiração.
— Porra — ele resmungou, descansando a testa contra o peito de SN.
— Steve? — A voz de Danny agora, impaciente. — Seu carro tá na garagem, eu sei que você tá aí!
SN empurrou Steve para longe, rapidamente puxando seu sutiã para baixo e ajustando a saia. Steve se levantou, ainda visivelmente afetado, e pegou a camiseta do chão.
— Um segundo! Ele gritou para a porta, antes de notar a calcinha preta de SN ainda no chão. Ele a pegou rapidamente e jogou para ela, que a escondeu sob uma almofada.
Steve abriu a porta o mínimo possível, bloqueando a visão com seu corpo.
— Tá demorando tanto porque— Danny parou, olhando para Steve de cima a baixo. — Cara, você tá suado.
Grace, vestida de pirata, olhou por cima do ombro do pai.
— Tio Steve, você tá vermelho!
Steve tossiu. — É o calor. Aqui, pega os doces. — Ele pegou a tigela de balas que SN tinha deixado na entrada e enfiou na mão de Grace.
— Só isso? — Danny franziu a testa. — Não vai convidar a gente pra entrar?
— Não.
Danny olhou para ele, depois para além do ombro, onde SN estava agora sentada no sofá, tentando parecer casual. Seu cabelo estava uma bagunça, e ela segurava uma almofada no colo.
Antes que Steve pudesse reagir, Danny já tinha colocado o pé na porta e empurrado para dentro, Grace pulando animada atrás dele.
— Uau, que calorão é esse aqui dentro? — Danny fez questão de exagerar, abanando o rosto com a mão enquanto olhava em volta com um sorriso maroto.
SN afundou um pouco mais no sofá, os dedos apertando a almofada no colo. Steve ficou parado como uma estátua, ainda bloqueando parcialmente a visão do sofá.
Grace, inocente, foi direto para SN:
— Tia SN, por que você tá toda vermelha? Também tá com calor?
Danny tossiu para disfarçar a risada enquanto SN engasgava com a própria saliva.
— É... isso. Calor. Muito calor — ela concordou, evitando olhar para Steve.
Danny aproveitou para se aproximar do sofá, examinando a cena com olhos de águia:
— Interessante. Almofada no colo, cabelo todo despenteado, e...— Ele inclinou a cabeça, notando algo no pescoço de SN. — Caramba, Mcgarrett, você tá criando mosquitos agora?
Constrangida SN levantou rapidamente, ajustando a roupa. — Vou pegar mais doces na cozinha. Grace, vem me ajudar?
Assim que as duas saíram da sala, Danny deu uma cotovelada em Steve. — Mosquito, McGarrett? Sério?
Steve esfregou o rosto. — Cara, você tem o timing de um—
— De um detetive excelente? — Danny completou, rindo. — Eu sabia que vocês dois tinham uma coisa. A Grace me contou que a SN fica toda corada quando você entra na sala.
Na cozinha, SN ouviu cada palavra. Grace olhou para ela enquanto enchia um saquinho com balas.
— O meu pai fala que quando as pessoas gostam muito uma da outra, elas fazem caras e bocas.— Grace disse, séria. — Você faz caras e bocas com o Tio Steve?"