—★: imagina uma AU com esses atores nesses universos? Um trio de assassinos gostosos atrás de mim querendo botar minhas entranhas pra fora AAAAAAA 🫦 era meu sonho (só na ficção mesmo pls
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—★: imagina uma AU com esses atores nesses universos? Um trio de assassinos gostosos atrás de mim querendo botar minhas entranhas pra fora AAAAAAA 🫦 era meu sonho (só na ficção mesmo pls
Our Victory Night
Ferran Torres × Reader
Summary: Depois da maior vitória da carreira, Ferran só consegue pensar em uma única coisa: finalmente roubar alguns minutos a sós com a mulher que esteve ao seu lado em cada etapa da conquista. Entre entrevistas, patrocinadores e uma festa que parece nunca acabar, a comemoração mais importante ainda está esperando por eles.
champion!Ferran × obsessed fiancé × can't keep their hands off each other × post-match celebration × stolen moments × hotel room × praise × smut
⚠️ Content Warning:Este imagine contém conteúdo +18 e é destinado apenas para maiores de idade. Leia de acordo com sua faixa etária e com responsabilidade.
🥂 ⋆。°✩ ✨ ✩°。⋆ 🥂
"Para ter você? Tenho toda pressa do mundo."
🥂 ⋆。°✩ ✨ ✩°。⋆ 🥂
〃𝐄𝐥𝐞 𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚 𝐭𝐞 𝐦𝐢𝐦𝐚𝐫 𐙚
Gojo Satoru
(1,94m/22cm)
⸻ Ser namorado de um magnata do mundo dos negócios era o que as pessoas classificariam como ter uma vida de luxo, ter todos os seus desejos e vontades atendidos era algo que Sungjae gostava muito, e seu namorada estava mais do que feliz em realizá-los. O mais velho colocou o menor na cama delicadamente, indo até o closet e pegando o sapato novo que havia comprado para seu garotinho.
— "Lembra dos sapatos novos da Channel que você queria, gatinho?" — Gojo perguntou com um sorriso bobo, passando suas mãos grandes pelas coxas macias e pálidas do menor.
— "Claro que lembro! Eles eram tão fofos" — o menor disse entusiasmado, se lembrando de cada detalhe do sapato rosa claro com detalhes dourados. — "Você conseguiu ele para mim, amor?"
— "Eu consigo tudo 'pra você, pequeno" — o mais velho disse com um sorriso arrogante, pegando uma pequena caixinha da sacola e abrindo-a lentamente, o par de calçados delicados e elegantes fizeram os olhos do mais novo brilharem. — "O que acha, garotinho? Já quer experimentar?"
— "E-Ele é mais lindo pessoalmente" — Sungjae disse com os lábios levemente entreabertos, estendendo seu pé para o maior lentamente. — "Quero ver como fica, por favor."
— "Claro, meu anjo" — o mais alto disse com a voz terna, dando um pequeno beijo na coxa do menor e encaixando o sapato em seu pé. — "Está apertando, gatinho?"
— "Eu acho que está um pouco grande demais, na verdade" — disse com um biquinho, vendo que seus dedos nem alcançavam a ponta do sapato. — "Eles não tinham um tamanho menor?"
— "Eles tinham vários tamanhos, pequeno" — Gojo disse com um sorriso de canto, retirando o sapato do pé do menor e o guardando na caixa. — "Mas não achei que meu gatinho tivesse um pé tão pequeno assim, esse sapato era um 35."
— "Isso não tem graça" — o menor disse emburrado, dando um leve tapa no ombro do mais velho. — "Quando você vai voltar na loja?"
— "Amanhã cedo estarei lá, pequeno" — disse se levantando do chão, pegando o queixo do menor em seus dedos e lhe dando um pequeno beijo. Após isso, desceu seu nariz até o pescoço delicado do mesmo. — "Mas o que eu ganho lhe dando isso, hm?"
— "Depende do que você quer ganhar, amor" — o menor disse com um sorrisinho, entendendo o que o mais alto insinuava. — "Que tal você apenas deixar eu fazer o que quiser com você? Apenas sente e assista, o que acha?"
— "Você sabe que eu não vou aguentar, certo?" — Gojo perguntou com um sorriso, o mesmo era insaciável no sexo e era praticamente impossível deixá-lo quieto. — "Mas podemos tentar, gatinho."
Gojo sentou-se ao lado do menino menor, suas pernas bem abertas e esperando os próximos movimentos de Sungjae. O menino loiro mais baixo ficou de pé em frente à cama, pôs-se de joelhos no chão e ficou entre as pernas do mais alto.
— "Você tem trabalhado tanto, já estava com saudades disso" — o menor disse com um sorriso, passando seus dedos lenta e provocativamente pelo pau coberto de Gojo, que arfou ao sentir o toque.
— "M-Mate sua saudade, gatinho" — disse com dificuldade. Eles não transavam há três semanas — algo que Gojo demonstrava claro ódio —, apenas esse pequeno toque do mais novo já parecia ser o suficiente para o fazer gozar.
O loiro sorriu ao ver o homem de cabelos brancos acima de si tão vulnerável, levou suas mãos até o cós da calça do mais velho, abaixando-a junto com a cueca em seguida. O pau longo e grosso de Gojo ficou orgulhosamente em pé, tinha um tamanho impressionante e parecia irradiar calor.
— "Está maior do que eu me lembro" — Sungjae disse com um sorriso, pegando o membro em suas mãos e o masturbando lentamente, antes de pôr a glande em sua boca e começar a chupá-la.
Gojo gemeu rouco ao sentir os lábios macios e habilidosos do loiro em seu pau, o barulho de sucção era como música para seus ouvidos, suas mãos foram rapidamente em direção aos cabelos do menor e os apertaram com força. O menor começou a lentamente engolir o comprimento do mais velho por inteiro, olhou para Gojo quando sentiu a glande do mesmo ir até o fundo de sua garganta.
— "P-Porra!" — disse arfando, seu corpo ficando cada vez mais quente ao desenrolar da cena à sua frente. Em um movimento rápido, pegou os cabelos de Sungjae e o tirou de seu pau. — "Preciso gozar dentro de você, gatinho."
Gojo tirou o pequeno garoto do chão e logo o colocou na cama de bruços, prendeu as pernas do garoto com seus joelhos e pegou o lubrificante que havia em cima de sua cômoda, espalhando por toda a área da entrada do menor.
— "Você deve estar tão apertado, gatinho" — o mais velho disse com um sorriso, enfiando dois de seus dedos no interior do garoto, vendo-o gemer e se contorcer de prazer.
O mais velho retirou os dedos do menor e logo se pôs por cima do mesmo, encaixando seu pênis duro na entrada do mesmo. Sungjae arfou de dor ao sentir o pau de Gojo entrar em seu interior, havia esquecido o quanto era difícil aguentar o mais alto, principalmente nesse estado.
— "Relaxe, gatinho" — Gojo disse com um sussurro, passando seu braço musculoso por baixo do pescoço do garoto e aproximando mais seus corpos.
O mais alto nem deu ao menos um segundo para ouvir a resposta de Jae, começando a estocar fortemente seu pau dentro do menor. Sungjae gemia alto neste ponto, sentia seu interior ser completamente revirado pelo pau enorme de Gojo.
Os movimentos do mais velho eram impiedosos e rápidos, o som dos corpos se chocando enchia o ambiente. Sungjae neste ponto delirava de prazer, seus olhos rolavam para trás, de tamanho prazer que sentia.
— "M-mais rápido, Gojo" — o menor implorou, sentiu o braço do mais velho apertar mais seu pescoço e os movimentos começarem a ficar cada vez mais rápidos. O ato durou por cerca de 15 minutos antes de Gojo soltar o garoto e apoiar-se em seus cotovelos, tendo uma melhor visão do corpo de Sungjae.
— "Vou gozar dentro, gatinho" — Gojo disse em um sussurro, estocando cada vez mais fundo dentro do pequeno garoto. Jae sentiu seu interior ficar mais cheio, os jatos contínuos e quentes de Gojo o preenchendo completamente.
O mais velho saiu do interior do mais novo, vendo o rastro de esperma deixar a entrada — agora não tão apertada — e escorrer pelo interior de suas coxas, deitando-se na cama ao lado de seu amante. Envolveu seus braços fortes ao redor do corpo cansado e quente de Sungjae, o puxando para mais perto.
— "Você foi ótimo, pequeno" — Gojo disse com um sorriso. Ele amava tanto seu anjo que sentia que podia arrastar multidões apenas por ele. — "Eu te amo, Kim Sungjae."
— "E-eu também te amo, Gojo" — o loiro disse com a voz fraca, sorrindo levemente para o mais alto. — "Mas eu preciso de um banho agora, por favor."
— "É claro que precisa" — Gojo disse com um sorriso brilhante, dando um beijo na bochecha do mais novo e o carregando até o banheiro.
Sangue, Suor e Desejo. Harry styles
Sinopse: Harry está prestes a participar da luta que mudará para sempre a sua carreira. Mas após a vitória, o seu foco muda completamente: agora, a prioridade dele é descobrir a razão pela qual sua enfermeira fica tão nervosa ao ficar sozinha com ele.
Avisos: cenas agressivas, conteúdo+18, palavras de baixo calão.
Imagines novos.
Há apenas uma semana do grande dia, o que rasgava o silêncio no centro de treinamento, eram os socos de Harry no saco de pancadas. Concentrado, ele parecia alheio a tudo ao seu redor enquanto Alex, seu treinador, dizia-lhe algumas palavras que, de onde S/N os observava, não podia ouvir muito bem.
Ela apenas o assistia dando tudo de si naquele treino; sua expressão séria e concentrada dizia muito sobre como estava empenhado. Vencer seu maior oponente, Jeremy Vance, era o que ele mais desejava, já que, o mesmo, havia gravado um vídeo há poucos dias em tom de provocação, desdenhando de seus esforços.
Vencer aquela luta já se tornava uma meta suprema para o jovem atleta. Mesmo sendo um grande desafio, ele havia aceitado a proposta de Jeremy e estava disposto a fazer valer seus títulos conquistados há pouco tempo.
S/N observava com devoção a forma como Deus músculos se contraíam à medida que ele socava aquele saco, com tanta força que murmúrios de raiva escapavam de sua garganta de uma maneira arrastada. Aquela cena era hipnotizante por si só, e o que deixava tudo ainda mais quente era a forma como o suor escorria por sua pele branca. Ele já estava com os cabelos úmidos, ofegante, há algumas horas treinava sem parar. Não se dava um descanso.
— Harry, chega por hoje. — Alex interferiu, provavelmente percebendo que ele poderia passar mal caso forçasse seu corpo por mais tempo. Ficar doente estava fora de cogitação. Ambos queriam aquele cinturão, o torneio já chegava ao fim, a vitória de Harry nas últimas duas lutas foram importantes, mas vencer Jeremy Vance era o seu maior objetivo nessa temporada e lhe abriria muitas portas.
Quando ele desceu do ringue, S/N se aproximou para checar seus batimentos cardíacos. Tinha consigo sua maleta, mas não trajava seu típico uniforme, já que aquele atendimento seria rápido. — Viu, S/N? Tudo indica que esse torneio é dele. Harry Styles. Esse é o nome do garoto! Vance não sabe com quem se meteu! — Alex disse num tom bem humorado, dando alguns tapinhas no ombro desnudo de Harry, que se sentou numa cadeira e começou a tirar suas luvas.
Ofegando, ele permitiu que suas orbes esverdeadas percorressem as curvas da enfermeira ali na sua frente. Ela tinha uma expressão neutra, mas parecia tensa, principalmente quando pegou o estetoscópio e o aparelho para aferir sua pressão. S/N também estava concentrada ouvindo-o, mas perdeu completamente quando notou como a atenção de Harry estava colada nela.
— Está tudo bem, Harry. Seu coração é como o de um adolescente! — ela informou, tentando manter o tom despreocupado enquanto se afastava bruscamente, buscando retornar ao seu limite seguro.
Um sorriso pintou os lábios carnudos do homem que já havia notado como a sua presença a afetava. Obviamente, ele usaria aquilo ao seu favor.
Nos dias que se seguiram, a rotina no centro de treinamento ficou ainda mais intensa. Faltando pouquíssimo para o grande confronto, a pressão de Jeremy Vance nas redes sociais só aumentava, mas a única coisa que parecia ocupar a mente de Harry era testar os limites de S/N. Ele queria manter a calma para aquele combate, e sondar aquela jovem enfermeira parecia consumir a sua ansiedade, o tranquilizava mais.
Como um homem experiente e acostumado a controlar cada cenário ao seu redor, ele sabia exatamente o efeito que causava.
Bastava um olhar mais prolongado enquanto ela ajustava as faixas em seus nós de dedos, um sussurro rouco rente ao seu ouvido quando ela verificava sua pressão, ou um sorriso de canto dissimulado após um exercício exaustivo. Harry fazia questão de diminuir a distância entre eles, transformando cada atendimento em uma tortura deliciosa para a enfermeira.
Ela tentava se manter firme, erguendo aquela máscara profissional que tanto valorizava, mas ele via a respiração dela falhar e o rubor leve subir pelo pescoço. E para Harry, que adorava estar no controle, não havia vitória mais prazerosa do que vê-la perder a linha, aos poucos.
Porém, Harry era um homem paciente.
Até que, num piscar de olhos, o dia que todos aguardavam finalmente chegou. O cheiro de linimento, adrenalina e o eco dos milhares de gritos da multidão preenchiam a atmosfera pesada dos bastidores da arena.
Aquele barulho abafado parecia um oceano revolto prestes a engolir tudo e Harry sentia que seria engolido também. Ele estava sentado num banco de ferro, com os cotovelos apoiados nos joelhos, o maxilar travado, enquanto Alex, ao seu lado, lhe dava sermões que precisavam adentrar a sua alma naquele momento. A tensão que todos sentiam podia ser sentida de longe.
Alex, que estava mais nervoso que o próprio Harry, andava de um lado para o outro, enquanto gesticulava com uma agonia quase palpável. — Foco, Harry. Não esquece… Jeremy é baixo, sem escrúpulos. — ele então parou na frente dele e começou a lhe apontar o dedo, seriamente. — Ele vai tentar te tirar do sério logo no primeiro round. Vai provocar, vai falar da tua mãe, dos teus títulos, de qualquer coisa até achar o teu ponto fraco. E é exatamente isso que ele quer: que você perca a cabeça e abra a guarda. Não dê esse gosto a ele. Essa luta precisa ser nossa, porra. Não podemos sair daqui sem esse cinturão!
Harry assentiu em silêncio, respirando fundo para tentar conter a maré de ansiedade que ameaçava travar seus movimentos. Alex tinha razão. A provocação de Jeremy não era segredo para ninguém, mas o medo do treinador não era à toa. Um passo em falso, um segundo de sangue quente, e todo o trabalho de meses iria por água abaixo.
E, em meio àquela atmosfera de pura pressão e testosterona, a única coisa que conseguia ancorar a mente de Harry não era a estratégia de luta, mas a silhueta discreta de S/N, que terminava de organizar os suprimentos na maleta médica em um canto do vestiário, fingindo não prestar atenção à conversa dos dois.
Num momento de distração de Alex, em que ele saiu para resolver algo, Harry se levantou e seguiu S/N, que partira para algum canto mais reservado. Ele se manteve em seu encalço sem que ela percebesse e quando ela finalmente o notou, ele já estava perto demais, de forma que ela não pudesse fugir, como vinha fazendo.
— Hoje é um dia muito importante, S/N. — disse ele, quase em sussurros, perto demais da moça que não tinha outra opção a não ser olhar para seus lábios carnudos que, naquele momento, lhe soavam convidativos demais e era assim que Harry queria que ela se sentisse. — Eu preciso que você me deseje sorte. Sabe, se eu vencer o Jeremy… — ele não terminou a frase, e chegou cada vez mais perto, e S/N não conseguia ao menos formular uma frase.
Seu coração parecia querer saltar para fora do peito. Ela tinha o homem que vinha fantasiando há tanto tempo perto até demais e não conseguia ao menos respirar direito.
— O que acontece se você vencer? — ela conseguiu sussurrar, a voz saindo muito mais fraca do que gostaria, traída pela proximidade absurda e pelo calor que emanava do corpo dele ainda aquecido pelos preparativos.
Harry deu mais um passo, encurtando o pouco espaço que restava até que as costas dela encontrassem a parede fria do vestiário. Ele apoiou uma das mãos ao lado da cabeça dela, prendendo-a ali, bem onde a multidão e o barulho da arena pareciam desaparecer completamente.
Os olhos verdes brilharam com uma intensidade perigosa, misturando a adrenalina pura do combate que se aproximava com a calmaria possessiva de quem já sabia que ia conseguir o que queria.
— Se eu vencer... — Harry murmurou, descendo o olhar propositalmente para os lábios dela antes de voltar a fitar seus olhos, a voz rouca raspando em sua garganta. Os olhos de Harry desceram mais uma vez para os lábios dela, como se fosse a única certeza que ele precisava antes de entrar em uma guerra. Ele não disse nada, não completou a sua frase. Ele apenas agiu.
Antes que S/N pudesse processar o movimento, a mão livre de Harry subiu até a curva de seu pescoço, firmando-a ali com uma possessividade suave, e ele a puxou para si.
O beijo veio sem aviso, mas com uma urgência acumulada de semanas. Foi intenso, quente e carregado de toda a adrenalina que corria em suas veias. O gosto de hortelã misturado ao suor e à tensão daquela noite explodiu nos lábios dela, fazendo o cérebro de S/N dar um nó completo. Ela tentou, por um segundo milésimo de reflexo, hesitar, mas suas mãos, por vontade própria, acabaram indo parar na gola da jaqueta que ele usava, apertando o tecido enquanto se rendia ao calor daquele toque.
Toque esse que ela muito esperou.
Harry a beijou com a certeza de quem já havia vencido a luta antes mesmo de pisar no ringue. Quando finalmente se afastou, apenas o suficiente para encostar a testa na dela, ambos respirando fundo e com os lábios vermelhos, ele esboçou aquele sorriso torto e arrogante que tanto a tirava do sério.
— Se eu vencer, eu volto aqui para terminarmos o que começamos. — sussurrou, num tom rouco. — Entende? Uma comemoração. Você sabe que eu preciso disso para relaxar.
A voz de Alex ecoou distante pelo corredor, chamando por Harry e quebrando o transe. Ele deu um passo para trás, deixando o calor do seu corpo se afastar e levando o ar junto, mas piscou lentamente, com um brilho de pura vitória nos olhos verdes.
— Guarde minhas palavras, S/N. — Ele ajustou as faixas nas mãos, virando-se para ir ao encontro do seu destino. — Já volto para cobrar o que você me deve.
O corredor que levava à arena principal fedia a suor, expectativa e o carpete barato com cheiro de mofo. O som abafado dos gritos da multidão do lado de fora parecia o estrondo de uma tempestade prestes a desabar. Alex caminhava logo à frente, revisando mentalmente a estratégia de última hora, enquanto Harry seguia alguns passos atrás, com os ombros largos cobertos por uma jaqueta escura e o capuz puxado, mantendo a cabeça baixa para focar no que importava.
Mas, antes de chegarem à rampa de acesso onde as luzes ofuscantes e as câmeras de transmissão nacional aguardavam, Harry parou bruscamente.
Alex continuou andando por mais dois metros antes de perceber e virar-se, impaciente.
— Harry, vamos, o tempo de TV tá rolando — o treinador apressou, gesticulando.
Harry sequer olhou para o treinador. Seus olhos verdes, carregados de uma intensidade faiscante, desviaram-se direto para S/N, que vinha logo atrás com a maleta médica. Em meio ao caos daquela atmosfera sufocante, o mundo ao redor pareceu silenciar para os dois.
Antes de puxar o zíper da jaqueta e tirá-la para as câmeras, Harry travou o maxilar e lançou a ela um olhar profundo, lavado pela sua promessa. Era o tipo de olhar que dizia, sem precisar de nenhum som, que ele venceria aquela luta só para voltar e cobrar cada centavo do que ela lhe devia.
Um canto de sua boca repuxou naquele sorriso arrogante e inconfundível antes de ele finalmente se virar, deixando a jaqueta cair nos braços de Alex.
S/N jamais admitiria, mas aquela prepotência de Harry molhava a sua calcinha toda vez, da mesma forma.
Lá na frente, sob a explosão de fogos de artifício e o clarão dos holofotes, o locutor oficial da noite já segurava o microfone, elevando a voz empolgada que ecoava por todos os televisores do país:
— E aaaaaagora... senhoras e senhores! Chegou o momento que todos vocês estavam esperando! Pelo peso-médio, defendendo seu nome e invicto em sua trajetória rumo ao topo... Com vocês... o dono de um cartel impecável, a promessa desta temporada... HARRY "THE STORM" STYLES!
A explosão da torcida foi ensurdecedora, misturando gritos de euforia, o clarão dos flashes e o barulho de cornetas. Harry subiu as cordas do ringue com a agilidade de um predador, erguendo os braços enluvados enquanto as câmeras de transmissão focavam em cada músculo tensionado do seu tronco. Ele não esboçava um sorriso amigável; seu rosto era uma máscara de pura concentração e fogo.
O locutor deu dois passos para o lado, ajustando o microfone, enquanto a iluminação da arena mudava drasticamente, focando na rampa oposta.
— E do outro lado do ringue... — a voz ecoou estridente e carregada de suspense pelas caixas de som — Invicto em nocautes, com uma sequência implacável e vindo para tomar o que é seu... JEREMY "THE BULL" VANCE!
Do outro lado, vindo por sua rampa com uma postura propositalmente arrogante e gestos exagerados para inflamar o público, Jeremy Vance apareceu. O desafiante vestia um roupão chamativo, exibindo aquele sorriso cínico que Harry vinha aguentando há semanas nas redes sociais e entrevistas.
S/N, postada em um canto seguro perto da rampa e da equipe médica, segurava firme a alça da maleta. Seu estômago dava voltas. Ela conseguia ver a silhueta imponente de Harry no centro do ringue, ouvindo as instruções finais do árbitro enquanto os olhares dos dois lutadores se cruzavam como lâminas.
O árbitro chamou os dois para o centro do ringue para a checagem das luvas, e o som estridente da campainha cortou o ar como um tiro.
O primeiro round começou com uma tensão cortante. Vance partiu para cima querendo ditar o ritmo, desferindo jabs rápidos e tentando testar a guarda de Harry. O barulho de cada impacto abafava os pensamentos de S/N, que mal conseguia respirar enquanto assistia aos passos ágeis de Harry pelo piso da lona. Ele desviava com precisão milimétrica, estudando cada movimento do adversário, exatamente como Alex havia treinado com ele.
Mas Vance não era campeão à toa. No finalzinho do primeiro round, numa distração de meio segundo, uma sequência rápida de cruzados estalou na lateral da guarda de Harry, fazendo-o cambalear levemente para trás e gerando um rugido assustado da multidão.
Do córner, Alex esbravejou palavrões e deu tapas no chão de frustração. Mas, antes que a ansiedade pudesse consumir S/N, Harry balançou a cabeça pesada, limpou um filete de suor e sangue do supercílio com a luva, e travou aqueles olhos verdes no horizonte.
E, por uma fração de segundo, antes de o gongo soar anunciando o fim do primeiro round e o recomeço da carnificina, ele virou o rosto na direção exata onde ela estava. Não houve hesitação. Apenas a promessa muda, acesa e perigosa de quem estava prestes a destruir qualquer um que entrasse no caminho entre ele e o que lhe pertencia.
O segundo e o terceiro round foram uma verdadeira carnificina. Jeremy Vance estava implacável, aproveitando-se da brecha que havia encontrado. Cada soco desferido parecia carregar todo o ódio e a arrogância que ele vinha destilando há meses. Ele parecia ter certeza de que venceria Harry, estava sentindo prazer em bater nele. O som abafado dos impactos contra o jovem rapaz e o suor voando sob os refletores faziam o estômago de S/N revirar a cada segundo.
Harry apanhava muito. Os golpes na costura de sua guarda estalavam feio, e um corte profundo abriu-se logo abaixo do seu olho esquerdo, manchando sua pele de sangue e suor. Ele cambaleou nas cordas mais de uma vez, absorvendo uma sequência brutal de cruzados que fez a multidão inteira entrar em choque.
Na arquibancada e nos bastidores, o clima mudou drasticamente. Murmúrios de desespero começaram a pipocar entre os espectadores. Até mesmo os comentaristas da transmissão ao vivo mudaram o tom, decretando que a defesa de Harry havia desmoronado e que o "The Storm" estava prestes a cair perante a fúria de Vance.
Alex gesticulava histericamente, gritando instruções que se perdiam no barulho ensurdecedor da arena, visivelmente preocupado com a integridade física do seu atleta. Parecia improvável, quase impossível, que Harry conseguisse dar a volta por cima naquele estado.
Mas, enquanto o gongo soava para o intervalo do terceiro round, com Harry cambaleando pesadamente de volta ao seu banco, o peito arfando descompassado e o rosto marcado pela violência, ele ergueu o rosto.
A visão estava levemente embaçada pelo sangue, mas os olhos verdes encontraram os de S/N na mesma hora. E, para a surpresa de quem achava que ele estava derrotado, o canto da boca de Harry se curvou naquele mesmo sorriso arrogante, indestrutível e faminto.
S/N não entendia porque ele estava rindo naquele estado. Estava cansado, exausto. Sua respiração parecia pesada demais, os pulmões cansados para puxar o ar.
Sem pensar duas vezes, S/N largou a maleta no chão e correu para o córner antes que Alex pudesse impedi-la. Ela subiu na beirada, ignorando o protocolo rígido dos comissários de luta, e ajoelhou-se bem na frente de Harry, que respirava fundo, com o peito arfando violentamente.
Com mãos firmes, porém trêmulas pela adrenalina, ela pegou uma gaze estéril e limpou rapidamente o sangue que escorria do supercílio dele, pressionando o curativo para estancar o corte antes que prejudicasse sua visão.
— Olha para mim — ela ordenou em um sussurro urgente, segurando o queixo dele com firmeza para forçá-lo a focar. — Você consegue. Não dê chance para ele vencer.
Harry fechou os olhos por um segundo, sentindo o toque gélido e suave dela na pele quente. Quando os abriu, aquelas orbes esverdeadas queimavam com uma intensidade assustadora. Antes que ele pudesse responder, Alex chegou empurrando o banco, esbaforido e com os olhos arregalados de puro desespero.
— Escuta aqui, garoto! — o treinador cuspiu as palavras, segurando os ombros de Harry com força para garantir que ele prestasse atenção. — O ginásio inteiro acha que você vai cair. Os juízes estão contra a sua pontuação, a transmissão já tá dando a vitória pro Vance na lona, e ele tá com a guarda aberta na costela esquerda! É lá que você vai bater!
Alex gesticulou freneticamente, apontando o dedo na cara de Harry.
— Você precisa de um nocaute, Harry! Tem que ser agora, nesse round! Se você deixar essa luta ir para a decisão dos juízes, a gente perde o cinturão. Acaba com ele! Mostra por que o teu nome é The Storm!
O apito estridente do árbitro cortou o ar, anunciando que restavam apenas trinta segundos para o recomeço. A multidão foi à loucura, exigindo sangue e o encerramento daquela guerra.
S/N deu um passo para trás, recolhendo seus materiais, mas Harry esticou a mão enluvada de repente, segurando o pulso dela por um breve segundo antes de se levantar. Ele não disse uma palavra, mas o jeito que ele apertou a pele dela e o fogo mortal que brilhou em seu olhar deixaram claro: ele não iria perder.
O soar da última campainha cortou o ar como um tiro de canhão, ecoando por cada centímetro da arena lotada. Jeremy Vance retornou para o centro do ringue com a confiança escorrendo pelos poros, exibindo um sorriso debochado e levantando os braços para incitar a multidão, convicto de que a vitória já estava em seu bolso.
Ele avançou com a guarda ligeiramente relaxada pelo excesso de soberba, pronto para desferir o golpe de misericórdia.
Mas Harry não era mais o homem que havia cambaleado nos rounds anteriores.
Ignorando a dor latejante no supercílio e o gosto metálico de sangue na boca, ele respirou fundo, absorvendo cada gota daquela pressão asfixiante. Quando Vance tentou entrar com um gancho lateral displicente, Harry antecipou o movimento com uma precisão que não parecia a dele.
Ele esquivou por um triz, sentindo o vento do golpe passar raspando por seu rosto, e encontrou exatamente a brecha que Alex havia gritado para procurar: a costela esquerda desprotegida.
O primeiro soco entrou seco, um som abafado de impacto que fez o ar escapar dos pulmões de Vance em um som agudo. Antes que o oponente pudesse sequer desabar a guarda, Harry girou o quadril com toda a força que restava em suas fibras musculares e desferiu um cruzado brutal de direita, direto no queixo.
O barulho do impacto chocou a arena inteira. O tempo pareceu desacelerar. Os olhos de Jeremy Vance viraram por um segundo antes de suas pernas cederem completamente, desabando pesadas contra a lona em um nocaute técnico fulminante.
A multidão explodiu em um grito ensurdecedor. O árbitro começou a contagem protocolar, mas era inútil; Vance estava totalmente apagado.
No córner, Alex deu um salto de pura felicidade, socando o ar e berrando palavrões de pura euforia, enquanto as câmeras de transmissão corriam para focar no vencedor. Mas Harry não ergueu os braços para a multidão de imediato.
Com o peito arfando violentamente, o suor misturado ao sangue escorrendo pelo rosto, ele virou a cabeça pesada direto para o canto onde S/N estava paralisada. Os olhos verdes brilhavam com o triunfo absoluto do predador que acabou de capturar sua presa. Ele abriu um sorriso torto, mortal e vitorioso, deixando claro que a luta havia terminado, mas a verdadeira cobrança estava prestes a começar.
Enquanto o árbitro erguia o braço de Harry em sinal de vitória sob a chuva de papel picado e os flashes cegantes das câmeras, a comoção tomou conta de todo o perímetro do ginásio. A equipe técnica e os seguranças avançaram para conter a euforia da primeira fileira de torcedores que tentavam invadir a área de segurança.
Alex já estava dentro do ringue, pulando como um garoto e abraçando o atleta com tanta força que quase derrubou Harry de volta à lona. A transmissão nacional capturava cada segundo daquele delírio coletivo: os comentaristas berravam elogios à resiliência absurda de The Storm, os replays do nocaute em câmera lenta passavam nos telões gigantes mostrando o exato segundo em que o queixo de Jeremy Vance encontrou a força do soco, e a equipe de resgate oficial corria com a maca e os kits de primeiros socorros para atender o oponente desacordado.
Na beirada da rampa, o empurra-empurra de repórteres com câmeras pesadas e microfones esticados era caótico.
— Harry! Harry, uma palavra para a transmissão! Como você reverteu esse último round? Como você se sente, Harry? — um repórter esportivo gritava, espremendo-se entre os seguranças que formavam uma muralha humana.
Jeremy Vance, agora amparado pelos paramédicos, começava a recuperar a consciência, piscando atordoado sob o facho de luz forte, enquanto era retirado às pressas sob uma mistura de vaias e aplausos contidos da plateia que ainda tentava absorver o final eletrizante daquela noite.
A adrenalina coletiva na arena era palpável, um zumbido ensurdecedor que parecia vibrar no piso de concreto. E em meio àquele turbilhão de jornalistas, flashes, câmeras e comemorações efusivas, o foco do mundo inteiro estava voltado para o centro do espetáculo, enquanto Harry não via a hora de sair dali.
As luzes dos holofotes pareciam mais quentes e agressivas agora, focadas diretamente no centro do ringue. Cercado por microfones de várias emissoras e com o flash das câmeras estourando a cada segundo, Harry aceitou o microfone que a repórter principal da transmissão estendeu em sua direção.
Ele ainda respirava fundo, o peito nu subindo e descendo ritmicamente, com o suor escorrendo pelas linhas de seus músculos e o corte no supercílio já estancado, mas ainda visível. A multidão ao fundo continuava rugindo seu nome, mas ele manteve a postura firme, os olhos verdes fixos na lente da câmera principal.
— Harry! Uma virada histórica, todo mundo na transmissão dava a vitória para Vance após o quarto round! O que passou pela sua cabeça naquele intervalo? — a repórter disparou, a voz quase competindo com o barulho da torcida.
Harry deu um leve sorriso de canto, aquele mesmo sorriso arrogante e magnético que fazia qualquer um na plateia prender a respiração. Ele passou a mão enluvada pelos cabelos úmidos, jogando-os para trás antes de responder com a voz grave e rouca:
— As pessoas esquecem muito rápido quem domina esse jogo. O Vance é barulhento, gosta de falar demais para as câmeras, mas o ringue não aceita conversa fiada. Eu sabia exatamente o que tinha que fazer. Só precisei esperar o momento certo para cobrar o que era meu.
— E sobre o seu futuro na categoria? Esse cinturão te coloca direto no topo mundial. Quais são os próximos passos? O que você vai fazer agora? — a repórter insistiu, colando o microfone ainda mais nele, visivelmente encantada com a postura dominante do atleta.
Harry olhou de relance para fora do ringue, encontrando por uma fração de segundo a silhueta de S/N, que observava tudo de longe, encostada na parede dos bastidores. Seus olhos brilharam com uma promessa silenciosa.
— O que eu vou fazer agora? — Harry repetiu a pergunta, a voz carregada de um duplo sentido que só ele e uma certa enfermeira sabiam decifrar. Ele olhou diretamente para a câmera, a mandíbula travada em pura expectativa. — Eu vou para o vestiário. Tenho uma dívida para cobrar e uma comemoração pendente que não pode esperar mais nenhum minuto.
Antes que a repórter pudesse formular outra pergunta confusa diante daquela resposta inesperada, Harry devolveu o microfone com um tapinha educado no ombro dela, virou as costas e começou a caminhar em direção à rampa dos fundos, ouvindo o locutor e a multidão celebrarem o novo campeão enquanto as portas pesadas do vestiário finalmente se fechavam para o mundo exterior.
Enquanto a horda de repórteres tentava avançar atrás de Harry, Alex entrou na frente com os braços abertos, vestindo o seu melhor sorriso de treinador orgulhoso e assumindo os microfones.
— Calma aí, galera! Uma pergunta de cada vez! O homem lutou por quase cinco rounds, deixa ele respirar! Mas podem anotar: o "The Storm" veio para ficar, a categoria inteira que se prepare porque o treinamento foi pesado e o resultado tá aí na lona! — Alex disparava, abraçado a um dos patrocinadores e aproveitando cada segundo dos holofotes da transmissão ao vivo.
Enquanto o falatório do treinador ecoava alto pela arena, Harry aproveitou a distração coletiva. Ele desceu do ringue sem olhar para trás, cruzou o corredor úmido dos bastidores com passos largos e firmes, e empurrou a porta pesada do vestiário, fechando-a com um baque abafado que o isolou do resto do mundo.
Lá dentro, o ar era denso, misturando o cheiro de suor, linimento e a eletricidade pura daquela vitória. Harry tirou as luvas de boxe, jogando-as descuidadamente sobre o banco de ferro, e começou a desamarrar as faixas das mãos enquanto seus olhos verdes varriam o espaço vazio, à espera de quem ele sabia que não demoraria a aparecer por aquela porta.
A porta do vestiário ainda vibrava com o baque seco quando S/N entrou apressada, a maleta médica ainda em uma das mãos, o coração batendo descompassado contra as costelas. O silêncio repentino daquele espaço contrastava de forma violenta com o rugido ensurdecedor da multidão que continuava comemorando lá fora.
Harry estava de pé diante dos armários de metal, com a respiração ainda pesada e o tronco marcado pelo suor, pelo sangue seco e pelos hematomas da batalha que acabara de vencer. Ao ouvir o som da porta se fechando, ele parou o que estava fazendo, virando lentamente o rosto para encará-la. Seus olhos verdes brilharam com aquela mesma intensidade possessiva, como um caçador que vê a presa entrar voluntariamente em sua toca.
S/N travou a poucos passos de distância, sentindo o calor daquele ambiente fechar o cerco ao seu redor. Ela abriu a boca para dizer algo automático sobre verificar os ferimentos dele, mas as palavras simplesmente morreram em sua garganta.
— Demorou para aparecer, enfermeira — Harry murmurou, a voz rouca e baixa raspando no ar abafado. Ele deu um passo lento em direção a ela, a mandíbula travada, os ombros largos bloqueando qualquer pensamento racional que ela ainda tentasse manter. — Achei que tivesse fugido com medo da cobrança.
— Eu estava... guardando os materiais — ela mentiu, a voz traindo a própria hesitação enquanto os olhos dele desciam e subiam por seu corpo, despindo-a de qualquer fachada profissional.
Harry parou bem na sua frente, tão perto que S/N pôde sentir o calor febril emanando da pele dele e o cheiro forte de adrenalina pura. Ele não esperou por mais nenhuma desculpa. Esticando a mão livre, ele agarrou a maleta médica dos dedos dela, puxou-a com firmeza e a jogou descuidadamente sobre o banco mais próximo, deixando o objeto cair com um baque abafado.
No mesmo segundo, num movimento rápido, preciso e sem dar espaço para qualquer hesitação, Harry virou-se para a porta, alcançou a tranca pesada e a fechou com um estalido metálico que ecoou como um decreto definitivo. O mundo lá fora, com câmeras, repórteres e comemorações, deixaram de existir.
Ele não pensou duas vezes. Avançou em sua direção e lhe tomou os lábios como um animal selvagem que acaba de ter em seu controle a sua presa. As mãos de Harry passeavam pelo corpo dela, já arrancando suas roupas com uma possessão de quem reinvidica algo que lhe pertence.
— Harry… e se alguém surgir? Eu… — ela tentou falar algo, numa fraqueza que ia contra duas palavras. Ela queria tanto aquilo, não conseguiria esperar mais nem um segundo. Aquele corpo estava ali, diante dela, suas mãos percorriam seu corpo que agora ficava nu e ela só o queria tê-lo dentro de si.
— Ninguém vai aparecer aqui. Relaxa. — ele sorriu e a empurrou contra a porta, sua ereção pressionou algum ponto em seu corpo e tudo que ela fez foi respirar fundo, a garganta secando numa ansiedade de outro mundo.
— Eu te avisei que ia cobrar. — ele sussurrou contra seu pescoço, mordiscando a pele sensível da clavícula enquanto suas mãos desciam para segurá-la com a mesma possessividade de antes, que não admitia recuos.
O mundo inteiro podia estar desabando lá fora, com a imprensa chamando seu nome e a multidão celebrando o novo campeão, mas ali dentro, naquele vestiário abafado, a única lei que vigorava era a de Harry. E ela não queria, de jeito nenhum, ser salva.
Harry tentou a puxar para levá-la ao pequeno sofá de couro onde eles iriam protagonizar aquele momento tão esperado. Esquecendo-se completamente de que seu corpo estava esfriando e a dor o impediria de fazer alguns esforços, ele gemeu ao tentar erguê-la. — Ah, porra… que droga. — resmungou, se afastando um pouco dela. — Estou morto. Acho que você vai ter que guiar a situação, S/A. Estou muito debilitado… — ele murmurou fazendo um biquinho de pura manha que a jovem enfermeira entendeu muito bem.
Ela sorriu brevemente e o guiou até o sofá. Ele se sentou e ela então, retirou suas calças e em seguida, sua cueca. Harry observava tudo aquilo com devoção, é uma ansiedade fora da curva.
— Merda, eu quero muito isso. Vai logo, por favor. — S/N só soube sorrir ainda mais mediante sua agonia. Ela então alcançou um preservativo e se aproximou, totalmente sem roupas. O medo de alguém os ouvir, tentar abrir a porta já não se fazia mais presente, tampouco a sua vergonha.
Ela subiu em seu colo, o tomando num beijo assíduo enquanto agarrava seus cabelos macios por trás. Seu quadril, automaticamente, movia-se em cima dele, louca de vontade de começar a cavalgar, mas ainda não podia. Não sem a proteção.
S/N se afastou por um momento, observando mais de perto o seu rosto. O rasgo em seu supercílio, a pele em alguns pontos que já começavam a arroxear. Havia sangue seco e suor espalhado pelo seu corpo… Harry estava ofegante, com as duas mãos apoiadas em seus quadris, ele implorava para que ela sentasse e finalmente acabasse com aquela agonia.
As lembranças dele naquele ringue, suado, nervoso e lutando para vencer, fizeram sua buceta contrair-se com bastante força, o que chegava a ser dolorido. Ambos os corpos imploravam por aquele sexo delicioso que iria iniciar ali.
Sem perder tempo, ela tirou o preservativo de seu pacote e o desenrolou sobre o pau ereto de Harry, que já estava completamente molhado de tesão. Mordendo os lábios, a jovem enfermeira subiu em cima e quando ambos sentiram deslizar, simplesmente gemeram em conjunto, Harry erguendo-se para movimentar-se, visto o tesão que estava sentindo. — Que delícia. Você é maravilhosa, porra. — ele vociferou. Tudo piorou quando S/N começou a cavalgar. O alívio, o prazer que invadia os dois corpos era inexplicável, a sensação de ter aquele homem tão entregue ia muito além da imaginação de S/N. E, sim, ela queria aquilo há muito tempo.
Ela pegou ritmo quando a sede por mais prazer crescia cada vez mais. Ela fechou os olhos, se apoiou melhor no sofá e dessa forma, continuava cavalgando naquele lutador tão prepotente e que, ironicamente, havia a conquistado justamente por ser assim: arrogante e prepotente. Porra, mas tão gostoso.
A sensação era tamanha, que S/N sentia vontade de chorar. Aquele pau grosso a preenchia toda, era doloroso quando sentava até o talo, mas delicioso ao mesmo tempo. Os seus quadris não paravam de se mover, Harry já tinha seus olhos arregalados quando a puxou para lhe dar um beijo, sentindo que estava perto de gozar e não queria que aquela sensação parasse tão cedo.
Mas estar dentro daquela mulher maravilhosa que estava sufocando seu pau entre as pernas era tão bom. De repente, um movimento começou a surgir do lado de fora. As entrevistas estavam acabando, todos estavam voltando para o vestiário, mas Harry sabia que só sairia dali quando gozasse. Ele não podia interromper aquele coito, sentia que morreria se o fizesse.
— Harry! — S/N clamou por ele, enquanto o aperto dela em seu ombro só aumentava. — Que gostoso, eu quero gozar. — avisou num tom manhoso, choroso, o que inflou ainda mais o ego daquele homem que já era naturalmente soberbo.
— Não para. Continua, assim. — ele disse num fio de voz, o ápice chegando cada vez mais perto. Seu telefone começou a tocar, mas ele manteve S/N no seu colo até que ela terminasse.
E no momento em que ambos chegaram ao orgasmo, ele deitou sua cabeça cansada no busto daquela mulher monumental, sentindo seus seios o abraçando como ele tanto desejou dentro daquele ringue.
S/N, ainda com as pernas frouxas e o corpo formigando pela intensidade do que acabavam de viver, ergueu uma das mãos trêmulas. Os dedos deslizaram de leve pelos cabelos úmidos e emaranhados de suor de Harry, afagando a nuca dele em um carinho silencioso que reconhecia cada cicatriz daquela vitória.
Fora dali, a porta de ferro recebeu três batidas secas e apressadas, acompanhadas pela voz abafada de Alex chamando pelo nome do atleta:
— Harry? Cadê você, cara? A coletiva de imprensa vai começar em dez minutos, abre essa porra!
Harry nem sequer moveu um músculo. Apenas abriu os olhos verdes, agora calmos, e enterrou o rosto um pouco mais fundo no peito dela, soltando um muxoxo abafado antes de murmurar contra a pele de S/N, com um sorriso preguiçoso e vitorioso nos lábios:
— Se vista, por favor. Peça para ele esperar, eu vou tomar um banho rápido.
Ele estava tão satisfeito, como nunca esteve antes em sua vida. Duas vitórias ele havia obtido naquela noite e não poderia estar mais feliz.
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—❦ Minha Eterna Inimiga
Nami x Fem Reader
Sinopse: Vocês são de bandos diferentes o que já as torna inimigas por si só, mas também tem o fato da Nami, a Ladra Gatuna viver te roubando.
Anime: One Piece
778 palavras | Romance
Você fazia parte do bando das piratas Kuja e a Nami fazia parte dos Chapéus de Palha, óbvio que os dois bandos se davam bem afinal Luffy havia feito amizade com elas quando foi parar na ilha, mas por algum motivo vocês não se davam bem.
Sempre que apareciam uma na frente da outra, de duas uma ou entravam em brigas ou então ficavam se provocando, vocês tinham a mesma vibe do Zoro com o Sanji. O que fazia todos pensarem que vocês eram um casal, pois brigavam que nem um.
Boa Hancok, a líder das piratas Kujas resolveu ir navegar junto com os Chapéus de Palha, e lógico que além das irmãs dela elas te levariam também, o que você odiou já que teria que ficar perto da Gata Ladra, e o mesmo valia para ela.
"O que você faz por aqui? Vai voltar pra sua ilha, vai." a ruiva diz entre bufadas.
"Bem que eu queria, mas a minha líder resolveu vim nessa aventura com vocês e me chamou pra vim."
"Era só dizer não." Nami revirou os olhos.
"Aí cala a boca garota."
"Vem calar, quero ver se tem coragem."
"Ah, você não disse isso."
"Disse sim, e falo de novo, se quiser." ela da um sorriso cínico "Você não tem coragem."
Em um movimento rápido, você prendeu Nami contra a parede do convés seus rostos agora perto.
"Parece que vou conseguir te calar."
"E parece que você perdeu a carteira." ela sorri com a sua carteira em mãos.
"Sua ladra desmiolada!" você dá um soco não muito forte na parede do convés perto dela, que a faz estremecer de leve, você pensa em pedir desculpas mas seu orgulho não deixa, você apenas pegou sua carteira e se afastou "Espero que não nos encontremos muito, Ladra Gatuna."
Vocês só não esperavam que a marinha iria aparecer perto de onde estavam com o intuito de prender Os Chapéus de Palha, já que as piratas Kuja tinha a Boa Hancok que era uma shichibukai que estava do lado do governo mesmo que nem sempre ela estava a favor deles.
Mas acontece que umas dessas bombas acabou acertando o local onde você estava usando as habilidades da sua Akuma no Mi para acertar os navios da marinha. A bomba te mandou para longe fazendo com você fosse jogada ao mar que logo começou a afundar.
Nami quando viu você sendo jogada pro mar ficou em choque, ela não queria isso, a ruiva não queria perder você.
"Sua idiota! Eu não posso te perder assim, é muito cedo pra isso." ela gritou antes de pular do navio em direção ao mar a procura de você.
Enquanto Nami nadava cada vez mais fundo, Zoro, Sanji e Luffy lutavam contra a marinha, Ussop, Chopper, Brook e Robin davam apoio principalmente quando as bombas tentavam acertar o navio. Claro que as piratas Kuja também ajudaram, elas não aguentariam ficar paradas sem fazer nada.
A marinha começou a recuar, pois não queria perder as Kujas então resolveram deixar suas lutas com os do Chapéus de Palha de lado, Nami conseguiu te alcançar agarrando seu braço e a puxando para a superfície, levando para o navio e te deitando no convés.
"S/n, reage." ela fala desesperada "Você é importante, trate de acordar agora!"
Mas quando não houve respostas, Nami não sabia mais o que fazer tomada pelo desespero Nami aproximou seu rosto dos seu, ela iria fazer respiração boca a boca. Quando seus lábios estavam prestes a se tocar, você deu uma tossida cuspindo água, Nami se afastou rapidamente.
"Eu disse que iria te deixar sem palavras." sua voz estava rouca e sua respiração pesada.
"Ora, você é uma desgraça, S/n." ela olha para você "Eu deveria te bater agora."
"Não foi o que pareceu antes." você dá um sorriso de canto "Admite, você quer me beijar."
"O que?! Eu nunca vou admitir algo que não é verdade." mas o rosto dela estava começando a ficar vermelho.
"Então porque está vermelha?"
"É o calor sua idiota."
"Sei, então não teria problema eu fazer isso." você coloca a mão no rosto dela e a puxa para um beijo suave "Vai negar agora?"
"Não." ela revirou os olhos, voltando a te beijar "Mas eu ainda te odeio, saiba disso."
"Claro, claro." você se indireta, sentando ao lado dela "Mas, agora você é minha inimiga e minha namorada, não é?"
"Acho que não faria mal te namorar."
"Ótimo." você se aconchega na curva do pescoço "Minha melhor inimiga é você."
No fundo vocês conseguiam ouvir tanto a sua tripulação quanto a da Nami batendo palmas por finalmente vocês fazerem as pazes e estarem finalmente juntas.
Começando a escrever um imagine fofinho! Posto ainda essa semana! 🤍🤍🤍
Imagine Jeon Jungkook
Sim, eu fiquei com preguiça de adaptar esse KKKKKKKK espero que gostem mesmo assim <3
Contagem de palavras: 3k200 + fake chat
DOCES OU TRAVESSURAS - Steve Mcgarrett
A sala de estar da casa de Steve estava mergulhada no calor sufocante da noite havaiana, o ventilador de teto girando lentamente, sem fazer diferença. SN estava deitada no sofá, as pernas envoltas em torno da cintura de Steve, seus dedos enterrados nos cabelos curtos dele enquanto ele explorava seu corpo com a boca.
— Steve... — Ela arqueou as costas quando seus lábios encontraram o sutiã de renda preta, os dedos dele deslizando sob o tecido fino.
Ele riu, o som vibrante contra sua pele.
— Alguma reclamação?
Ela ia responder, mas um gemido escapou quando sua mão desceu ainda mais, encontrando a umidade entre suas pernas.
Foi então que a batida na porta ecoou pela casa.
— Doces ou travessuras! — A voz aguda de Grace Williams veio acompanhada por mais batidas.
Steve congelou. SN prendeu a respiração.
— Porra — ele resmungou, descansando a testa contra o peito de SN.
— Steve? — A voz de Danny agora, impaciente. — Seu carro tá na garagem, eu sei que você tá aí!
SN empurrou Steve para longe, rapidamente puxando seu sutiã para baixo e ajustando a saia. Steve se levantou, ainda visivelmente afetado, e pegou a camiseta do chão.
— Um segundo! Ele gritou para a porta, antes de notar a calcinha preta de SN ainda no chão. Ele a pegou rapidamente e jogou para ela, que a escondeu sob uma almofada.
Steve abriu a porta o mínimo possível, bloqueando a visão com seu corpo.
— Tá demorando tanto porque— Danny parou, olhando para Steve de cima a baixo. — Cara, você tá suado.