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Entidades ingressam com ação civil pública contra CEEE Equatorial
A CEEE Equatorial é a concessionária de energia elétrica com o pior desempenho na prestação de serviços, ocupando a última posição. “A empresa extrapola os indicadores de continuidade dos serviços determinados pela ANEEL, como o de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora/DEC em 75,1%, bem como o de Frequência de Quedas de Energia/FEC em 8,3%, o que sinaliza para um serviço defeituoso e com vício de qualidade, além de não continuo, contrariando o art. 22 do Código de Defesa do Consumidor”, assinalam.
Entidades pedem condenação da empresa por dano moral coletivo e ressarcimento por perda de bens, entre outras medidas
Para o ex-presidente, emissora não quer que ele saia da prisão; "A Globo poderia vir aqui fazer uma entrevista comigo. Ela poderia mandar o Bial e transmitir ao vivo. Com a Globo, como eu não confio, eu não faço gravando, só ao vivo", disse em entrevista ao Sul21
DIA INTERNACIONAL PELA LIBERDADE DE IMPRENSA. Você pensa que está bem informado, mas na verdade você está diariamente sendo MANIPULADO. #leiaoutrasfontes #midiasalternativas #lemonde #theguardian #intercept #ggn #thenewyorktime #247 #viomundo #cafezinho #oclaro #elpais #telesur #sul21 #cafezinho #portalvermelho
Estudante gaúcha conquista 1º lugar em feira de ciências na China
Ao registrar violência policial sofrida em protesto, jovem é detida em Porto Alegre/RS
Crônica de uma saudade
Milton Ribeiro escreveu sobre Elena em seu blog de "improvisações sobre literatura, música, cinema ou qualquer coisa" no Sul21 - 19/5/2013:
Minha mulher tem a mania de propor sessões duplas. A gente sai de casa no final da tarde e vê dois filmes. Só que ela está viajando e, ontem, quando fui sair, descobri que já era posição minha achar decepcionante sair de casa para apenas um filme. Então, fiz um pequeno planejamento para assistir os dois filmes do título acima, um às 19h e outro às 22h, com um rápido jantar entre eles. E sim, existe felicidade cinematográfica. Dificilmente assisti de enfiada dois filmes tão diferentes e tão bons.
Conhecia Leos Carax (1960) de dois trabalhos extraordinários — Sangue Ruim (1986) e Os Amantes de Pont-Neuf (1991). Ele filma muito pouco e não creio que seus outros dois longas tenham chegado ao Brasil. Ontem, vi Holy Motors (2012) em sua atrasadíssima pré-estreia em Porto Alegre lá no Instituto NT. Além de diretor, Carax é ator, crítico e escritor. E é ele quem abre Holy Motors fazendo uma única e breve aparição. Numa cena belíssima — como quase todas as do filme — , ele acorda ao lado de uma sala de cinema onde os espectadores dormem… Certamente não estão ali para isso, mas dormem. Esta é uma das chaves para a (in)compreensão do que virá.
Logo a seguir temos o Sr. Oscar — vivido por Denis Lavant, ator onipresente nos filmes de Carax — dentro de uma limusine. Ali, ele recebe ordens para entrar em diversos papéis que lhe são passados por uma estranha organização. E percorre Paris cumprindo uma série de compromissos sem nexo entre si, onde humor e drama não estão nada ausentes. Há uma cena de dança, outra em esgotos e cemitérios, outra é uma morte dilacerante (da qual acorda para o próximo compromisso), outra é um crime e assim vamos visitando diversos gêneros cinematográficos que parecem desaguar na cena final, na qual o narrador diz que o mundo não quer mais emoção. Bem, o que Carax nos mostra em Holy Motors é uma super-fetação de emoções.
Extremamente bem acabado, cheio de cenas de virtuosismo arrebatador, Holy Motors é certamente incompreensível como unidade, mas é altamente compreensível em cada um de seus módulos e na tese de Carax de que o cinema de nossos dias… é muito chato. na Cena final, todas as limusines da “empresa Holy Motors” entram numa garagem e tem um belo e esclarecedor diálogo. O filme foi aplaudido por dez minutos após ser apresentado em Cannes 2012. Claro que não levou nada. Não perca!
(Carax, pelamor, faça mais filmes!).
Já Elena é completamente diferente. É uma espécie de documentário com atrizes — que são a irmã de Elena e diretora do filme Petra Costa e a mãe de ambas — e cenas originais. Ou seja, é um falso documentário. Elena era uma jovem destinada a ser atriz. Desde criança brincava como atriz, filmava a si mesma e aos outros. E adorava fazer aparecer com sua irmãzinha Petra, 13 anos mais nova, em seus filmes. Com 17 anos, Elena já estava atuando em peças. Logo saiu de Belo Horizonte para São Paulo e dali para Nova Iorque, pois na verdade queria fazer cinema e o Brasil não estava produzindo filmes naquela lastimável época de Collor, lembram?
Em Nova Iorque, Elena saiu do prumo. Nada deu certo na cidade. A princípio Elena manteve-se muito ativa, mas alguma coisa fez com ela parasse, sentindo-se rejeitada, caindo em profunda depressão. Elena é uma crônica de uma saudade contada por duas mulheres com extrema delicadeza e sensibilidade. Petra Costa é a irmã, também atriz e diretora. O filme trata abertamente da morte. Obviamente, é muito emocionante, mas a tragédia transformada em poesia não chega a ser opressiva.
Ou seja, foram dois filmes nada esquecíveis nem irrelevantes. E são, ambos, indicações quentíssimas.
árvores de porto alegre: eu curto. eu cuido. a prefeitura corta.
(foto: ramiro furquim)