A casa dos Potter estava incrivelmente silenciosa. Apesar de já passar das 10, geralmente sempre se ouvia um ruído ou outro vindo do quarto do mais velho, ou mesmo da mais nova, mas não naquele dia. James estava deitado sobre um tapete ao pé da cama, envolvido em seus próprios pensamentos. Havia escutado uma conversa de seu avô e seu pai mais cedo, sobre dispositivos trouxas funcionais e ficou interessado em dois que eles citaram. Um radar e uma agenda eletrônica, esses objetos poderiam ser bem utilizados se unidos e com algumas funções mais modernizadas, de acordo com o que James entendeu. Já pensou ter um aparelho que através da agenda e do radar localizava a festa ou lugar animado mais próximo? E se com ajuda de um feitiço e uma peça de valor de uma pessoa pudesse unir isso com um feitiço para ler as emoções? Assim quando as pessoas estivessem tristes ou desmotivadas o radar seria ligado e junto com a agenda eletronica de eventos, poderia levar o bruxo para o lugar mais próximo que o faria bem. Parecia uma ideia bem louca, difícil de realizar, mas um complemento para seu objetivo de vida. Apesar de aparentemente ser um garoto sem metas, e como dizia Albus "Sem nada na cabeça e que só pensa em si mesmo", James se preocupava muito com as pessoas e isso era um dos motivos de ser tão brincalhão o tempo todo, e fazer pegadinhas. Embora estivesse no legado do seu nome, no seu jeito crianção, suas atitudes eram suas escolhas e depois de tantas histórias de guerra e dor, James escolheu ser assim, ser alguém que não se abalaria facilmente com ofensas ou brincadeiras de mal gosto, alguém que ajudaria aqueles que ama a sorrir. Orgulhoso da ideia, começou a anotar cada ponto pensado e por um momento o tapete do chão virou seu mundo e tudo em volta pareceu se perder. Nem mesmo escutou quando alguém escalava a parede de seu quarto, somente notou que não estava mais só quando um barulho e um baque no chão anunciou a chegada do forasteiro da janela. James deu um salto, soltando um grito em seguida por antecipação, mas quando viu Teddy tampou a boca, era tarde. Ginny já havia acordado e gritava do próprio quarto o que James já havia feito - Nada mãe, eu caí da cama depois de ver uma foto do Albus - a mãe advertiu que se ouvisse mais um barulho não seria a cara de Albus que ficaria na pior, mas obvio que as ameaças não chegariam neste ponto, mas vindo da mãe não queria desafiar. James fez sinal para Teddy se sentar na cama e também um sinal de silêncio, sentando no colchão com o garoto e sussurrando - Fale baixo, agora que ela está em alerta até o ronco do Albus pode ser ameaçador. Alias, melhor não dormir lá no quarto dele. - falou a última parte rindo baixinho, se jogou na cama, então se lembrando que não estava vestido como deveria para receber visitas - Alias, por que não avisou que vinha? Um "Ei James, vou invadir seu quarto hoje. Não esqueça de vestir as calças" seria bom. - falou se levantando da cama e indo até o guarda roupa vestir uma camiseta larga e um shorts para dormir. Quando se virou para observar o outro notou que ele não vinha para uma simples zoeira da madrugada, seus olhos se detiveram nas malas - Wait, o que está fazendo?