As oferendas faunas Foram condensadas Em uma única fileira de dentes Os teus mais bélicos caninos Natureza em coma Espetáculo eloquente da vista Para a convincente jornada Sempre precisada celebrar a recompensa explícita A carne artística Banha-te em azeites de Olivia Em outros retornos de mercúrio Antevê-se espirituosíssima Filo destoa-se do substantivo Agrega-se o mesmo sobrenome francês de seu realiziador Se sou cria, porque não deveria tê-lo como nome? Não me amas o suficiente, pai? Ou sou bastarda? Somos todos o estudo imaginário Do artista que ainda não fomos Famintos em celebrar o infinito Baco bebe de nosso pranto no jantar no final do mês Paisagismo caricato humano Idealiza rosas e lírios Recebes cravos enviados de si mesmo Diretamente do futuro como prova que não há acaso Primazia vidros temperados Vês além, decora e invoca Narcisos e visitas os tens à seus pés Mais admirado do que ondulações em vitrais Amam-lhe com o toque Com a língua áspera coçando a fissura Leiloam inseticidas água com açúcar Para afastar-se de todas as formigas que já estão em teus lábios...
Bustos, Pierrot Ruivo













