Quest'anno, per la prima volta nella mia vita, non ho ascoltato le canzoni natalizie già da ottobre, né lo sto facendo ora, ad un passo dall'Avvento. Pur continuando ad amare ardentemente questo periodo di festa, non bramo più di farlo accadere prima del suo tempo. Da quando la scorsa primavera ho intrapreso un cammino spirituale, è come se stessi nascendo di nuovo e la percezione cronologica degli eventi è stata la prima a cambiare: paradossalmente, infatti, a livello pragmatico questo 2024 è stato l'emblema della stasi, specie se paragonato all'anno precedente; eppure, dal punto di vista interiore è stato così intenso, che ho cominciato a percepire ogni settimana sempre più incredibilmente ricca, sfaccettata, lunga. Se prima mi mangiavo i giorni e vivevo nell'attesa di momenti migliori, o facevo traboccare l'agenda per non fermarmi mai, adesso mi gusto ogni attimo, anche se impregnato di dolore, paure, fatiche. Questa domenica sarà la prima dell'Avvento, ma la vedo laggiù, ad esattamente cinque giorni da adesso, perché so che, indipendentemente dal quantitativo di impegni, perfino un tale breve lasso di tempo palpiterà di accadimenti. Sarà un'altra settimana lunga, tra ricadute e nuove conquiste, incontri di sguardi e cuori, abbracci e silenzi, molte pagine da scrivere, foglie ingiallite restie a volare, raduni di uccellini affamati, aria fredda e pungente nei polmoni, sogni fumanti da tazze roventi, pallide attese, fiamme crepitanti di speranze impazienti, ansie nebbiose, dolori tumulati in bulbi dormienti. Un tempo pieno di vita, un presente reale, con già i suoi germogli nell'umida terra.
Dica de Escrita #2: Presente ou Passado. Qual tempo verbal devo usar?
Boa noite, pessoal ☺️
Semana passada, falei sobre os tipos de narradores e como usá-los na Dica #1. E enquanto escrevia aquele post, eu tive a ideia para fazer a Dica #2.
Desde julho de 2021, eu estou participando de grupos de trocas de leituras do Wattpad como uma forma de divulgar meu livro, Portal das Almas. Mas uma das coisas que vi com mais frequência do que eu gostaria nas obras lidas é a quantidade de erros de tempos verbais.
Uma hora a história está no presente, na outra, no passado, o que me fez questionar:
Presente ou Passado. Qual tempo verbal devo usar?
Se esta dúvida te acompanha enquanto você escreve a sua história, então clique no link abaixo e aprenda comigo!
Antes de aprender qual tempo usar, vamos entender quais são as características de cada um.
Passado
É o tempo verbal mais usado por escritores profissionais e experientes e tem como a principal característica as ações no passado.
Contudo, o tempo passado é dividido em três tempos verbais e cada um deles possui uma função no seu texto. É importante entender essas funções para que a sua história não pareça confusa. Então vamos aprender:
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: é usado em ações que aconteceram em um tempo anterior ao da narrativa. É possível usar tanto o tempo simples (ex.: estudara) quanto o tempo composto (ex.: tinha/havia estudado);
Ouvira aquele idioma por muitos anos, poderia até dizer que sabia falá-lo, mas jamais aprendera a ler em espanhol. — Portal das Almas.
No exemplo acima, observem que a ação de “ouvir” e de “aprender” antecedem ao tempo da narrativa, ou seja, caracterizam ações do passado da personagem que aconteceram antes da narrativa. De uma forma análoga, o pretérito mais-que-perfeito representa o passado do passado se considerarmos que o tempo da narrativa já é o passado.
Pretérito Imperfeito do Indicativo: é usado em ações que começam em um tempo anterior à narrativa e que se prolongam até o tempo da narrativa. Também pode ser usado em ações que representam rotinas no passado ou ações de cenário da história;
A menina se aconchegou na cama, puxando o cobertor para mais perto do rosto. A noite estava fria e o ar, úmido. — O Nascimento dos Deuses (Conto).
No exemplo acima, tanto o verbo “estar” é tanto uma ação prolongada quanto uma característica do cenário. Como a noite já começou e ainda não terminou, ela ainda está fria. Também marca uma característica da noite em que se passa a narrativa, ou seja, do cenário.
Pretérito Perfeito do Indicativo: é usado em ações acabadas que marcam a progressão do enredo, do tempo da narrativa.
Três toques acordaram Tannir do torpor do sono. Ela bocejou e se levantou sem pressa, caminhando até a porta. — A Origem das Coisas (Conto).
Os verbos “acordar”, “bocejar” e “se levantar” representam uma sucessão de eventos que marcam a progressão do enredo, do tempo da narrativa. Em outras palavras, após acordar, a personagem bocejou. E após bocejar, ela se levantou.
Em outras palavras, podemos perceber que todos esses tempos verbais estão presentes em narrações no passado. Contudo, a conjugação de uma ação em determinado tempo verbal vai depender do propósito que nós, autores, queremos dar à ação.
Presente
Histórias no presente tem como a principal característica o tempo verbal Presente do Indicativo nas ações que marcam a progressão do enredo. É também muito utilizado em fanfictions e por escritores mais inexperientes em conjunto de uma narrativa em primeira pessoa.
Todavia, da mesmo forma que as histórias escritas no passado, histórias escritas no presente também apresentam algumas variações dos tempos verbais de acordo com o sentido que você quer dar a essas ações.
Como o tempo da narrativa é o presente, toda ação que aconteceu antes do tempo da narrativa estará Pretérito Perfeito. Não se utiliza o mais-que-perfeito nesses tipos de narrativas, porém, a função do Pretérito Imperfeito, descrita no tópico anterior, ainda se mantém.
Então qual tempo verbal devo usar?
Esta escolha depende somente de você, autor. Não existe uma regra que te diga que um é certo e outro, errado.
Já li muitos livros que usa o tempo verbal no passado, como, por exemplo, Trono de Vidro de Sarah J. Maas. Porém, também já li alguns livros que usa o tempo verbal no presente, como, por exemplo, As crônicas das irmãs bruxas de Jessica Spotswood.
Embora você possa escolher qualquer um dos dois tempos para sua narrativa, como eu já disse na Dica #1, é preciso manter a consistência ao longo da do texto.
Se você optar pelo tempo passado, escreva sempre no passado segundo as funções que listei lá em cima. Se optar pelo presente, mantenha o presente nas ações que marcam a progressão da história.
Seja consistente!
Já estou até vendo, você então me pergunta: mas, Camille, e se eu quiser fazer uma ação que ainda não aconteceu no tempo da narrativa?
Não precisa entrar em pânico, só porque o tempo da narrativa é o passado ou presente, não significa que você não possa escrever sobre ações futuras! Mas tome cuidado, o futuro possui dois tempos verbais e cada um deles é empregado em dos tempos da narrativa:
Futuro do Pretérito do Indicativo: é usado em ações que expressam incerteza, surpresa e indignação. Também pode ser usado para fatos futuros em relação a outros no passado;
Futuro do Presente do Indicativo: é usado em ações futuras em relação a outras no presente. Também pode ser usado em falas de personagens que expressam uma ação futura à fala.
Desta forma, se em narrativas no passado utilizamos o Futuro do Pretérito para expressar ações posteriores ao tempo da narrativa, narrativas no presente utilizam o Futuro do Presente.
Bom, por hoje é só, pessoal. Espero que tenham aprendido o uso correto de cada tempo verbal aqui comigo. Se tiverem dúvidas, podem sempre mandá-las via ask, terei o imenso prazer em ajudar!
Bibliografias consultadas:
Análise dos verbos no pretérito
Futuro do Pretérito
Futuro do Presente
Interpretação do Futuro do Pretérito em Narrativas
Todos os exemplos utilizados foram retirados de textos escritos por nós e podem ser encontrados em nosso site.
«Questo blu assoluto è la veste del tempo presente. Guardalo. La linea in fondo non è un confine, è l'atto del riflettersi. E il pensiero, in piedi nel mezzo, non fa che contare i battiti: il battito di ciò che è pienamente qui, e quello, quasi impercettibile, di ciò che sta già lasciandoci» (Sosio Giordano)
* Leve-me com você e de nossas duas misérias faremos talvez uma espécie de felicidade
São Paulo, manhã de terça-feira, 2012
Caríssima,
A essa hora o sol invade meus cenários e traz com ele o vento que faz tremular as cortinas. É cedo… nem nove horas, mas o parece apressado. O céu desenha nuvens em flocos e há previsão de tempestades no decorrer do dia. É o final do verão — alguém avisou ontem. Eu prefiro os versos de Tom & Elis — é pau, é pedra… é o fim do caminho!
Na tarde de…