"Ela sacudiu a cabeça e afastou-se ainda mais de mim. Meus sentidos se aguçaram e alguma coisa mudou em mim. Senti um súbito impulso de caçar. Um rosnado ribombou em meu peito enquanto eu me aproximava devagar. Quando as costas dela encontraram a parede, estreitei o olhar, fixando-o em seu pescoço esguio, e dei mais um passo, transfixado pela pulsação que saltava violentamente à minha aproximação. Estendendo a mão para tocar seu cabelo, perguntei:
– Está com medo de mim, Ana? Ela engoliu em seco e ergueu os olhos. Não foi medo que vi ali, mas havia alguma coisa, alguma coisa... vulnerável."












