Zero hora, marco zero A porta abrira-se em saudações à Krishna Beijo os retalhos do tapete persa que diziam amar-me Sem enganos, verso circular que volta ao bem me quer Os cigarros diziam a mim: Teu mérito, não será capaz Se tatear minha pele Então, desista-te de teus romances Mudam-se as eras, fazem-se estatísticas Dos filhos amargos da folia Bailando tango dentro do útero das amantes Confabulando mortes e anagramas Minha boca seca lhe nega Porém, és deserto Em ausência aos beijos teus Chegam primeiro como chaga e deslizam como meu reflexo Mancho vosso salão cor de outro Com fantasmas de carmesim Calígula teria feito habitat em nossos suspiram Eramos, mais nascente oriente, do que ocidental Anoitece e a veia salta A pupila dilatava Lhe escrevendo versos e odes Desmanchando-me após o tributos e realeza Ciclo, curvas e bocas Morte à orbita de umbigo Éden, edifício, teus mitos Morte e vida aos nós que fizemos Não preciso mais intervir em banquetes Pedindo as sobras de festim do teu prato Traduzo a língua das tomadas Iriam popularizar o sopro de outros senhores Rita, Rita quem diria Logo eu que lhe negava Amanheci transtornado sem seus lábios pálidos Caronte, ainda não, tenho que declamar o meu amor à Rita...
kitsch, Pierrot Ruivo













