Essas fotos são da noite em que fomos gogotransboys na Casa Nem.
De longe da pra notar o sorriso no rosto de quem está empoderado, feliz, bem consigo mesmo e drogado :) Acontece que eu amo estar entre homens e mulheres trans nesse espaço de resistência e liberdade! Uma festa que fui lá no começo do ano, no dia da visibilidade trans (29 de janeiro), mudou minha vida. Essa história de não amar meu corpo começou a muito tempo atrás, na educação do corpo feminino que eu tinha. Sabia que meu corpo era menos valioso que um masculino, sintoma da sociedade patriarcal que vivemos, além de não me conformar com aquele fenótipo. Me assumir trans foi assumir uma luta em direção a ter felicidade com o corpo, mas desde que comecei a transição eu imaginava ainda que havia alguma coisa de errado com meu corpo e que as pessoas me achavam estranho, porque eu não tinha pênis, porque eu estava me tornando um ciborgue operado e incompreendido. MAS eu desconfiava que estava enganado rs sabia que minha percepção sobre meu corpo estava alterada pelas mesmas estruturas que sustentam a cisheteronormatividade.
Mas nesse dia, nessa festa do dia 29 de janeiro foi quando eu pude sentir verdadeiramente que eu estava enganado, porque as pessoas que estavam la gostavam de mim e do meu corpo do jeito que ele está materializado agora e porque existem muitos iguais a mim e eu não percebo eles como “estranhos”, então porque eu seria? Essa festa foi a retomada de poder sobre o meu corpo e da minha livre expressão sexual, beijei meninas e meninos, cis e trans, meu corpo parecia possível, não havia normalidade a ser perseguida. A casa e as festas que lá acontecem seguem se mostrando bastante empoderadoras, subversivas e libertárias, como foi esta no último sábado (04/07/16) onde rolou uma performance dos homens trans enquanto gogo boys. Foi lindo, foi do caralho! Viva Casa Nem! A Transrevolução está só começando!
-------------------------------------------------------------------------------------------------
These photos are of the night we were gogotransboys in Casa Nem.
By far you can notice the smile on the face of those who are empowered, happy, good about yourself and drugged :) It happens that i love being among men and transgender women in that space of resistance and freedom! A party that was there at the beginning of the year, on the day of trans visibility (January 29), changed my life. This story of not loving my body began a long time ago, by the female body education I had. I knew my body was less valuable than a male, symptom of patriarchal society we live in, and not settle for that phenotype. I assume trans was taking a struggle toward having happiness with the body, but since I started the transition I still thought there was something wrong with my body and that people thought I was weird because I had no penis, because I was becoming a cyborg operated and misunderstood. BUT I suspected he was wrong haha i knew my perception of my body was changed by the same structures that sustain cisheteronormativity.
But on this day, this day of celebration on January 29 was when I could truly feel that I was mistaken, because the people who were her like me and my body the way it is materialized now and because there are many like me and I do not see them as "strange", so why would I be? This party was the resumption of power over my body and my free sexual expression, kissed girls and boys, cis and trans, my body seemed possible and powerful, there wasn’t normalcy to be pursued. The house and the festivities that take place there follow proving quite empowering, subversive and liberating, as this last Saturday (04.07.16) where he rolled a performance of trans men as gogo boys. It was beautiful, it was fucking awesome! long live to Casa Nem! The Transrevolution is just beginning!