A carta que Sienna, sua coruja, trouxe, dessa vez não vinha apenas com palavras gentis e carinhosas. Mina sabia que dera sorte de ter pais tão compreensivos que lhe ajudavam com tudo o que precisava, que a colocavam como prioridade e desistiram de muito por si. No entanto, eles nem sempre sabiam o que se passava de fato em seu interior.
Cresceu aprendendo a não esconder nada dos mais velhos. Sendo sincera sobre seus sentimentos e contando para eles os seus mais profundos segredos. Foi assim que conseguiu o apoio no passo mais importante de sua vida, o seu real florescer.
Contudo, a adolescência e o surgimento da maldição que rondava sua família lhe fez ver que não podia continuar daquela forma abrindo a boca para tudo. Eles não entendiam tudo, eles não falavam consigo sobre tudo. As palavras gentis sempre estavam lá, sim, mas, quando mais precisava, às vezes elas sumiram.
Como agora.
A decisão de colocar ou não o nome no cálice deveria ser sua, não? Para seus pais, naquela carta que recebeu, estava claro o que achavam: a última palavra era deles. E essa palavra era não, Mina não colocaria o nome no cálice para ser sorteada.
A verdade é que, com seu azar, a garota sabia que seu nome nunca iria pular para fora do objeto mágico. Se todo mundo via isso como sorte, óbvio que para si iria funcionar de forma oposta. A vontade de arriscar, porém, não existia. Uma pessoa medrosa. Os desafios que seriam realizados não lhe agradavam, mesmo que sequer soubesse o que estariam preparando para esse ano. Mas por Noble! Um estudante morreu na última edição! Nunca colocaria sua vida em risco assim. Mas lhe irritava o fato de seus pais acharem que podiam tomar essa decisão tão importante por si. Os motivos apresentados foram válidos. Alguma prova poderia atiçar aquilo que habitava em seu interior, poderia forçar sua maldição a acelerar e ser exposta era a última coisa que precisava. Mina tinha consciência daqueles perigos, por isso nunca cogitou tentar ser uma campeã.
O problema? É que odiava ser tratada como uma criança incapaz de tomar as decisões sobre a própria vida. Odiava a forma como os pais ainda ditavam seus passos como se ela não tivesse a capacidade de discernir o que seria bom para si. Dessa vez as escolhas dos três coincidiam… mas o que aconteceria quando ela quisesse algo e eles optassem por outra coisa? @tripontos
━━ "... Mas também não conteve as lágrimas em dizer que morreria com honra e ficaria feliz em se juntar ao legado mais que trágico de Cedric Diggory". ━━ Recitou em completa descrença, sua voz subindo a cada palavras que lia. ━━ Fala sério! Como é que eu ficaria feliz em morrer?! Heol... Ninguém aqui viu a cor das minhas lágrimas! ━━ Exclamou exasperado, enquanto atirava o jornal de volta na mesa. ━━ Pelas barbas de Merlin, eu sabia que seria ruim, mas isso é ridículo... ━━ Acrescentou em tom mais baixo, tentando se acalmar, mas aquela parecia uma tarefa impossível no momento.
O1 - Mesmo depois de sete anos naquela escola, Émile nunca tinha ido à parte restrita da biblioteca, e na verdade nem sabia como tinha aceitado acompanhar muse até ali. Quer dizer, até sabia, se não fosse tão facilmente persuadido e não tivesse uma dificuldade gigante em dizer que não, ele não estaria ali. “Você não ouviu um barulho?” Murmurou para muse. Queria sair dali o mais depressa possível, tinha sido uma péssima ideia ir até ao local. Estava obviamente inquieto, só olhando em volta para ter aa certeza que não seriam pegos. “Já encontrou o que queria?”
O2 - “É que sabe, a enfermeira que está hoje na enfermaria é péssima, da última vez me deu uma poção para as dores quando na verdade eu estava nauseado...” Tinha sio uma péssima experiência para o bruxo, não confiava na mulher nem por nada, a verdade é que era da opinião que ela já deveria ter se reformado faz tempo, mas pelos vistos, não iria acontecer. Tanto que não confiava, que agora pedia a muse para lhe ajudar com o machucado que havia feito no braço depois de escorregar nas escadas. “Também está apenas raspado, tenho a certeza que me pode ajudar com um episkey, só para eu não fazer em mim mesmo. Por favor?” Não queria arriscar o feitiço nele próprio, por isso que lhe pedia.
uma risadinha surgiu no fundo da biblioteca enquanto Katrin lia o jornal. “Esta R-rita Skeeter deve achar que bó-ba-tons” tentou imitar os franceses, falhando por ter um sotaque forte. “está sob controle de Freya! Apenas assim para justificar tantas palavras sobre amor, lúxuria e eventualmente morte e guerra.” fez o paralelo com a deusa nórdica, pegando sua pena e circulando o que achava interessante e riscando o que era dispensável. Praticamente toda folha estava rabiscada. “Não tem uma pista útil se usarão feitiços ancestrais desta vez” declarou desanimada por aquilo.
“Talvez eu entenda de Teoria de Magia e Runas Antigas sim.” respondeu a muse enquanto fazia sinal para se que afastassem um pouco da multidão, diminuindo um décimo da voz. “Porém, isso me custaria tempo” advertiu antes de pegar seu livro e anotar o trabalho da semana. “O que pode te custar?”
Seus olhos estavam quase se fechando e deveria ser a quarta vez que bocejava no corredor dos calabouços. Esperava não encontrar ninguém naquele horário, mas seus planos foram arruinados. “Filhe de uma Gárgula!” resmungou levando a mão ao peito sentindo o descompassar dos batimentos. “Seria suspeito mais uma Vulchanova marcada por uma morte misteriosa” Parte de si agradecia por ter sido desperta e consequentemente estar mais longe de um terror noturno.
— Isso é ridículo, quem ela pensa que é pra falar que eu estou apaixonado?! A desgraçada atrapalha o meu treino pra fazer essa entrevista ridícula e ainda distorce tudo o que eu falei e fiz! — Nik tagarelava irritadiço com a matéria que tinha acabado de ler, erguendo o jornal enquanto caminhava de um lado para o outro. — Ela também fez isso com você?
✦⋆ – Desde o início de toda aquela comoção, Theressa se sentia como um rato em meio a uma gatarrada selvagem. Como se a qualquer momento alguém fosse sair do bueiro e gritar todos os ingredientes estragados que usou enquanto estudava poções, ou algo pior, e ainda acrescentasse “menos 20 pontos para Hogwarts”. Não era assim que funcionava, Tess sabia. Isso não tinha sentido nenhum, Tess também sabia. Mas os sentimentos conflitantes de virar uma placa humana, ou se tornar a pessoa escondida em um bueiro acabavam o senso crítico da bruxa. O mal estar a levou a matar aula na primeira vez em toda a sua vida. A dor de cabeça não era mentira, mas a afirmação de já ter tomado algo sim. Sentada no último lugar que esperava se encontrar com alguém, o cemitério, começou a repassar o “plano” de torcida para Hogwarts que faria. Só não esperava que tinha sido seguida, ou talvez muse já estivesse por ali, ou... de qualquer forma, com um leve movimento em sua visão periférica, se pôs de pé em meio segundo. “Não esperava ver ninguém por aqui. O que você ‘tá fazendo?”
ou ♡ para uma starter especial recém saída do forno (max. 5)
AMORTENTIA — Diretamente da casa NOBLE de BEAUXBATONS, quem se aproxima é ASTER SEYDOUX-FOURNIER. Com seus 17 ANOS, está cursando seu SÉTIMO ANO e faz parte de ARTES E CRIATURAS MÁGICAS em sua escola. Seu status sanguíneo é MESTIÇO e dizem por aí que ela se parece muito com o trouxa DANIELLE CAMPBELL, mas não sabemos se é verdade.
BASIC INFO —
Local de nascimento: Marselha, França
Pais: Astrid Seydoux-Fornier + Nero Avery
Sexualidade: Bissexual
Signo: Aquário
ABOUT —
Aster Seydoux-Fournier nasceu de uma diversão entre uma das maiores atrizes de Hollywood e um bruxo britânico quase desconhecido. Astrid Seydoux-Fournier estava em mais uma de suas viagens de gravação, mas dessa vez em seu país natal, França, quando conheceu um sujeito encantador que estava apenas de passagem. Nero era um homem atraente pela sua beleza física exótica e Astrid não perdeu tempo em cativá-lo para servir aos seus caprichos como uma grande mulher Seydoux-Fournier. Ela só não imaginava que a diversão traria consequências nove meses depois. Embora a gravidez não tenha sido planejada, a jovem bruxa teve todo o luxo que uma filha de artistas poderia ter.
Assim como todos os membros de sua família materna, Aster nasceu para ser igualmente uma estrela, mas, diferentemente do que era esperado, a cinematografia não foi algo que lhe encantou à primeira vista, e sim o ballet. Foi na dança que conseguiu se encaixar e expressar suas emoções desde muito nova, e ao expressar seus desejos, logo fora enviada para a melhor Academia de Ballet da França.
As mulheres Seydoux-Fournier eram conhecidas em sua família pela naturalidade com que se expressavam e encantavam a todos ao seu redor, e com Aster não seria diferente. Como duas lobas solitárias, a mãe fez questão de lhe ensinar tudo o que poderia precisar aprender para conseguir o que queria apenas com o pronunciar de algumas palavras, e aquela arte poderia vir a calhar até mesmo para seu uso de defesa pessoal. Sendo assim, com o passar dos anos, Aster aprendeu a rejeitar com classe, além de destrinchar a ousadia de sobressair-se em situações constrangedoras. Além de, principalmente, aprender a conseguir o que queria, às vezes com apenas um olhar.
Até os seus 11 anos nada havia mudado, ela era uma criança comum vivendo uma vida comum - ou pelo menos era o que ela entendia sobre comum visto que luxo nunca lhe faltara - até que seus primeiros traços mágicos surgiram. Um copo de vidro que foi estilhaçado sozinho, uma lareira acendendo-se por vontade própria, entre outros eventos, foram o bastante para sua mãe procurar desesperadamente pelo pai da garota. Eles nunca haviam se falado desde a diversão passageira até aquele fatídico dia onde Aster fizera objetos flutuarem ao acaso em um acesso de choro. Na mesma noite, como em um passe de mágica, o homem que sua mãe conheceu meses atrás estava de pé diante da sua porta, como se conhecesse todos os segredos do universo, e foi assim que a Aster se viu ser tirada de uma rotina que já lhe era familiar para iniciar uma completamente nova. Dois dias depois sua carta de Beauxbatons chegou pelos correios e o seu pai manteve contato com sua mãe apenas por questões diplomáticas, para garantir que a jovem bruxa tivesse tudo o que precisasse naqueles anos na nova escola.
Tudo era novo para Aster e ela temia não conseguir se acostumar àquela vida cheia de magia. No entanto, era também excitante se ver diante de infinitas possibilidades naquele novo mundo. A dança permaneceu em sua vida e ela conseguiu se encaixar muito bem no meio do clube de arte, embora uma das coisas que mais a fascinaram ao chegar na escola tenham sido as criaturas mágicas. Um animal mais belo do que o outro e a cada dia ela se via imersa em descobertas cada vez mais distintas. Aprendeu que no mundo bruxo eles também possuíam algo parecido com o charme que rodeavam os artistas de sua família, a arte que ela aprendera desde criança, e lá, aquilo chamavam-se meio-veelas.
Apesar de tudo o que tinha em mãos, Aster queria mais, precisava de mais. Queria desvendar os segredos do seu lado bruxo, queria saber quem era seu pai e porquê ele a abandonou daquela forma. Embora sua família materna fosse enorme, vivia apenas com sua mãe que estava sempre em viagens, vivendo entre roteiros e gravações e a estabilidade era algo que ela desconhecia. A falta de uma figura paterna era igualmente desconhecido para ela, e agora via a chance de descobrir mais desse mundo ainda tão novo para si. Sete anos ainda era pouco tempo para sanar todas as suas curiosidades e ela estava disposta a viver toda aventura que cruzasse seu caminho. Agora que outros estudantes estavam prestes a chegar em Beauxbatons, seu refúgio mágico, era a chance que tanto almejava de conhecer a cultura de outras escolas bruxas e finalmente descobrir mais sobre seu pai. Ela tinha seu nome guardado e sabia que, depois de uma conversa acalorada que ele e sua mãe tiveram na sua volta, ele tinha um filho. E era só. Supunha que talvez fosse esse o motivo dele nunca querer manter contato, pois tinha uma família e um nome a zelar e uma bastarda não era bem-vinda. Ainda não sabia se sentia raiva ou apenas tristeza pela carência que aquela situação provocava, mas tinha a certeza de que queria respostas, independentemente de quais fossem. Sabia também que era tão merecedora quanto o filho dele de ter uma família completa, de ter amor, - talvez até o invejasse por isso - mas faria o possível para alcançar seus desejos.
Com o tempo, embora aquela matéria tão rústica destoasse completamente do seu amor artístico, Aster mostrou-se tão habilidosa no trato de criaturas mágicas quanto no ballet, e era sempre possível vê-la na biblioteca pesquisando sobre os animais que mais a fascinavam. Por vezes até havia seduzido a bibliotecária para que permitisse sua entrada na sessão reservada apenas por capricho. Era extremamente comunicativa e logo que chegara fizera amizade com alunos de diferentes casas. Não podia negar, no entanto, que havia aquele traço de sua personalidade que a levava a sempre buscar o que de melhor aquela determinada relação poderia oferecer a si mesma, e se não houvesse o que oferecer… bem, ela dava um jeito de lapidar e induzir o que quer precisasse. Às vezes por necessidade, apenas por capricho. Era difícil entender a cabeça da pequena Seydoux-Fournier e suas reais intenções, e ela preferia que não tentassem, caso contrário, era sua diversão particular fazer com que quem quer que fosse se perdesse em confusão.
𝐍𝐎𝐗 — Diretamente da casa NOBLE de BEAUXBATONS, quem se aproxima é MINA LIEVE VAN DIJK. Com seus 18 ANOS, está cursando seu SÉTIMO ANO e faz parte de POÇÕES AVANÇADAS E CLUBE DE HERBOLOGIA em sua escola. Seu status sanguíneo é MESTIÇO e dizem por aí que ela se parece muito com o trouxa HUNTER SCHAFER, mas não sabemos se é verdade.
+ 𝐖𝐀𝐍𝐓𝐄𝐃 𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒
Os Van Dijk são conhecidos na França bruxa por serem uma família bastante peculiar. A mistura que existe dentro do círculo familiar faz com que sejam vistos com curiosidade pelas pessoas de fora. Uma dessas peculiaridades é o fato de serem descendentes de um dos lobisomens que mais causou problema na comunidade bruxa em 1932.
A partir dele e de sua união com uma jovem de sua alcateia que foi mordida por ele, seus descendentes passaram a nascer com traços distintos. Fosse algo discreto como um olfato mais apurado ou mesmo uma transformação completa, para os mais azarados.
Mina parecia ser uma exceção. Seus familiares a olhavam torto pois como uma filha de Hendrik, que tinha um turn completo, poderia não demonstrar sinais daquela singularidade? Os boatos de que a criança não seria filha do bruxo se espalharam ao ponto dos pais dele exigirem comprovação científica de que sim, ele era o pai. E, claro, deu positivo, Helena, uma bruxa espanhola, amava seu marido e uma traição era algo inimaginável. A pequena Mina tinha sorte.
Ou, bem, achavam que ela tinha sorte naquele quesito pois na vida em si? Mina não tinha tanto. Gustaaf. Esse foi o nome que recebeu ao nascer. É um menino! Saudável e um bebê esperto, Gustaaf desde os três anos já demonstrava que tinha suas próprias vontades. Seus pais davam-lhe liberdade o suficiente para escolher seus brinquedos, suas roupas, suas atividades para preencher o dia… E foi assim que Mina nasceu. Não foi difícil notar que o bebê que tiveram, na verdade, entendia-se como uma garota. A própria criança repetia isso quando ficava frustrada pela como os familiares lhe tratavam. Seus pais tiveram que recorrer aos materiais de leitura trouxa pois no mundo bruxo, pouco se falava sobre a transexualidade, ainda mais voltadas para uma criança. Eles, porém, não podaram a pequena luz que queria se libertar; Junto com a criança, escolheram o nome Mina.
Os familiares criticavam a realidade do casal e isso os fez mudar para a Espanha. Além do mais, nas pesquisas que fizeram perceberam que Mina teria mais facilidade em começar seu acompanhamento psicológico e o tratamento hormonal se estivessem na Espanha, já que a idade na França era apenas aos dezoito, já na terra de sua mãe, aos dezesseis. Afastar-se dos familiares foi uma boa escolha, eles já olhavam torto para a criança por ela não demonstrar sinais da maldição, agora desprezavam a forma como seus pais escolhiam lhe amar, acolher e apoiar? Bem, um Van Dijk saindo da França era um assunto delicado, isso nunca aconteceu, a família era estabelecida lá, suas raízes fortes e isso só levantava as fofocas dos bruxos.
Beauxbatons foi a escola para onde Mina acabaria indo quando a idade certa atingiu; seus pais precisaram voltar para a França, queriam estar o mais perto possível da menina. E ainda bem que fizeram isso pois apenas um ano depois de sua carta de admissão chegar, Mina começou a sentir os efeitos da lua cheia. O que começou com dores de cabeça leves, passou a evoluir para febre, dores no corpo, irritabilidade… por Noble! Suas íris ficavam amarelas! Não havia como esconder isso, pensou de imediato. Mas seus pais e os professores lhe ajudaram, Mina se afastava das aulas quando a fase da lua cheia chegava. Difícil esconder um segredo de seus amigos, mas mais difícil era esconder dos familiares. Se eles descobrissem, seu pai seria forçado a voltar a morar permanentemente na França, participar oficialmente mais uma vez das decisões familiares, dos Conselhos, ele seria obrigado a se afastar de sua mãe, já que ela era apenas uma bruxa, como poderia lidar com dois lobos?
Mais uma vez Mina se vê tendo que guardar segredos, tendo que esconder seu verdadeiro eu. Talvez essa seja sua maldição, afinal. Mas, assim como livrou-se a primeira vez e conseguiu se libertar, a bruxa acredita que dará um jeito no futuro.