ESTUPEFAÇA — Diretamente da casa MAISON PAXLITTÉ de BEAUXBATONS, quem se aproxima é ÉMILE LAGHARI. Com seus 18 ANOS, está cursando seu SÉTIMO ANO e faz parte de CLUBE DE HERBOLOGIA em sua escola. Seu status sanguíneo é PUREBLOOD e dizem por aí que ele se parece muito com o trouxa AVAN JOGIA, mas não sabemos se é verdade.
Émile é o terceiro e mais novo filho de um influente casal de bruxos. Além disso, o célebre sobrenome que carrega não vem apenas da geração dos pais, mas tão de trás que nem o bruxo sabe datar sem ter que recorrer à tapeçaria que está presente na casa dos avós. O lado materno é conhecido na Índia, local de origem da família, sendo que foi lá que começaram seu longo percurso como aurores do ministério local, antes de emigrarem para França, bem antes da mãe de Émile nascer. Já o lado paterno, tem uma longa lista de nomes associados ao direito e à prática legal no ministério da magia francês.
A junção destes dois lados parecia ter sido combinada pelos pais, de modo a dar origem a um poderoso casal de bruxos, mas nada disso, fora puro amor um pelo outro, e isso é inegável. O que também é inegável é a ambição dos dois por continuar o legado de influência, e ninguém melhor para o fazer que os filhos. Os três garotos foram criados para se interessarem na lei mágica, e quererem seguir os passos dos pais, mas por alguma razão, não tiveram grande sucesso com Émile.
Enquanto os irmãos herdaram sem sombra de dúvidas essa fome de ser mais um nome conhecido no ministério e o dom para os feitiços contra as artes das trevas, o bruxo mais novo, herdou do lado paterno o dom da clarividência, que desde pequeno que vê como um tormento, e da avó materna, o amor pela música, sendo que até foi ela quem lhe ensinou a tocar o piano, instrumento pelo qual hoje Émile tem um amor gigante, mesmo que saiba tocar mais três.
Os pais, no entanto, não ficaram tão satisfeitos ao saber que o filho se interessava mais com a música do que em pensar num futuro que lhe fosse garantir uma boa vida. Afinal, eles mesmo diziam que a música não era um emprego respeitável para ninguém, muito menos para ele. Esperavam que quando o menino entrasse para Beaxbatons, essa história da música fosse esquecida, especialmente depois de ele dizer que não iria entrar no coro, o que não esperavam, porém, era que formasse uma banda juntamente com mais dois colegas.
Sempre que ia a casa nas férias, ficava ouvindo que estava fazendo más escolhas quanto ao seu futuro, mas o pior mesmo era conseguir saber o que eles pensavam, que sempre conseguia ser pior do que aquilo que diziam. Mas ainda assim, seu sonho de ser um músico de renome com a sua banda, não iria ser abalado pelos pais, ou pelo menos esperava ser forte o suficiente para isso.
O torneio Triwizard veio como uma oportunidade de mostrar aos pais do que era capaz, mostrar que era bem mais que os instrumentos que tocava e que isso em nada tinha a ver com a sua prática de magia, afinal, se achava um bruxo formidável. Mas além disso, era também uma oportunidade de dar a conhecer seu nome e sua banda, já que esse era um tópico que gostava de mencionar quando haviam perguntas.
Émile é o típico bruxo da casa Paxlitté, incorporando em sua personalidade, os traços da casa. É extremamente bondoso e gentil, além de ter uma veia de justiceiro em si, mesmo que por vezes não o consiga ser para ele mesmo. A única coisa que não faz jus é o fato de não ser tímido, pelo contrário, Émile é um garoto bastante extrovertido e sociável, e nem podia ser de outra maneira se seu objetivo é ver a banda ter sucesso.
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