Apesar do final capenga e água com açúcar de Novo Mundo, a novela ao todo teve um saldo muito positivo. Thereza Falcão, Alessandro Marson e Duba Elia acertaram em cheio ao contar a história da Independência do Brasil usando de liberdades narrativas para criar uma das tramas mais ricas e impressionantes da teledramaturgia nos últimos anos. Foi uma ideia genial. Já que a história do casal protagonista Anna e Joaquim não colou do início ao fim, os coadjuvantes se destacaram e deram um show. Letícia Colin brilhou como Leopoldina, mostrando sua coragem e força desde que era princesa, até se tornar Imperatriz do Brasil. É disparada a melhor interpretação do ano. Caio Castro também me surpreendeu muito como Dom Pedro I; seu trabalho de construção do personagem foi riquíssimo, e o resultado foi um Dom Pedro marcante. Outros destaques incríveis foram a Ingrid Guimarães, Leopoldo Pacheco ( no melhor papel de sua carreira ), Sheron Menezes, Felipe Camargo, Rodrigo Estrela, Júlia Lemmertz, Dhu Moraes, Roberto Cordovani, Vanessa Gerbelli ( maravilhosa ), Jonas Bloch ( que retorno incrível ), Daniel Dantas, André Dias, entre outros. Vivianne Pasmanter e Guilherme Piva foram simplesmente geniais como Germana e Licurgo. Vale lembrar a participação incrível de Márcia Cabrita e Heloísa Pérrisé. Uma pena mesmo foi a representação da Marquesa de Santos, a Domitila, ter sido tão pobre e focada em ser apenas uma das amantes de Dom Pedro. Agatha Moreira mandou muito bem, mas a personagem tinha tanto mais a oferecer. E para aprofundar tantos personagens e um elenco poderoso, a novela optou por usar apenas trilhas sonoras instrumentais, e cada uma foi criada de maneira poderosa, todas marcantes para com seus personagens. As novelas das 18h estão cada vez mais maravilhosas, e depois de duas horríveis, Novo Mundo veio para colar o espectador novamente a sua televisão. Vai deixar saudades essa super produção. #NovoMundo #RedeGlobo #Novelas #Novela18h #teledramaturgia #TVAberta #Brasil #História #DomPedro #Leopoldina #Resenha #TV #audiência