[ panic ] for your muse to grab mine’s arm or get behind them in a moment of danger ( jiseok & songso )
cw: sangue, violência, morte.
caos dançava sem importar-se em quem bateria. tinha grito ; tinha choro ; tinha poeira ; não tinha espaço para correr e fugir. tinha de sobra o orgulho por tudo que tinham conseguido juntar e construir naquele reinado de merda ; cada tijolinho, cada perna das duas únicas cadeiras feita de uma madeira ruim —
tudo valia demais para que fosse tomado por tirados. tinha de menos qualquer tolerância vindo daqueles que apontavam armas e sorrisos soturnos.
mas mais que qualquer gota de suor valia a vida daquele a quem se ama. e estava disposto a encarar qualquer um daqueles armados com espadas e sede de sangue.
a cidade estava sendo atacada e destruída por quem não dava duas fodas sobre qualquer tipo de vida que se recusava a aceitar a nova realidade. a guerra havia deixado o campo, e agora derrubava portões e qualquer um que se colocasse em sua frente. os anos de paz tinham acabado, agora via crianças pisoteadas por cavalos inocentes, mas que era apedrejados no lugar dos homens que os cavalgava.
só conseguia sentir os dedos e as pernas tremerem. uma chama lambeu seu peito, e então estava pronto para explodir. nunca esperou, porém, que haveria um combustível tão mais forte, que o faria perder o controle do incêndio que queimava dentro de si
— e pareceu consumir seu coração.
chegou a sentir dor, seus olhos arregalaram.
correu. o que estava tentando fazer? queria morrer? poderia aprender a aceitar a perda de qualquer um, mas não a da pessoa que fazia seu próprio coração bater.
correu. os pés afundaram na terra quando parou bruscamente, se pondo por trás de seu amor, abraçando por detrás e reagindo rápido para puxar e tirar do caminho. só que, talvez, devesse ter sido mais rápido.
a lamina longa e reluzente atravessou os corpos, não dando escolhas que não mantê-los juntos; costas em peito. os olhos foram salpicados com o vermelho de mesmo tom que aquele que coloria os lábios e as vestes de tecido barato.
era o fim.
a dor física fazia tudo queimar, a cabeça girar, as pernas enfraquecerem… e ainda sim, não se comparava com a dor da alma ao ver a vida de seu amor se esvair a cada porção de sangue que era cuspido.
uma lança perdida nunca pareceu tão misericordiosa. atravessou o peito de cada um ; enlaçou ainda mais. misturou pedaços dos corações. a vida se esvaiu de vez junto com um gemido de alívio.
era o começo de uma eternidade.


















