Eu sou menina-mulher, por favor não me empobreça com seu olhar limitado. Sou menina no riso, no jeito simples, na percepção das pequenas alegrias da vida. Sou mulher no olhar, no cuidado com as almas, na busca de meus sonhos mais sinceros. Sou a pequena de alguém, a grandiosa também. Não me trate como objeto, devolva-me minha voz e de minhas irmãs, e mostraremos o caminho da justiça não mais cega, mas verdadeira. Não me confunda com seu irmão, sou sua irmã, feminina como a flor que enfrenta com gentileza o caos cotidiano. Não me diminua como menina nem como mulher, pois em ambas encontro quem sou e revelo a verdade que tentaram se esquecer, de que o amor em nosso peito é a cura. Me deixe ser livre e cuidarei para que a lei universal seja amar sem condições nem regras. Simplesmente amar.
Menina-mulher, Verônica Nunes de Holanda, a Menina Girassol
















