Pensando muito na Sofia Besatt recentemente. Pensando tb em SofVeriNaldo mas esse assunto fica pra depois.
Eu vi uma teoria esses dias que diz que o nome do Veríssimo é, na verdade, Jaser. E que esse é o motivo que ele nunca esqueceria esse nome, que esse é o nome que eles deram pro "Desassombrado". Não sei a validade dela, mas eu gosto. E escrevi uma one baseada nisso.
aqui vai,
JASER.
— Desassombrado?
Sofia teve que apertar os olhos para expressar (e deixar extremamente claro) que discordava completamente do fato que esta criança não tinha um nome.
— É, é isso que os registros dizem.
— Ok, beleza. Eu não acho que deveríamos chamá-lo assim.
— Sofia... é assim que ele se conhece. O filho não é nosso para renomear.
— Primeiro, "Desassombrado" não é um nome: é desumanização. Segundo, nunca é tarde demais para se reacostumar com um novo hábito ou um nome: e nem adianta discutir comigo sobre isso, eu sou psicóloga. Além disso, a criança matou o próprio pai. Não acho que ele era a melhor referência.
Os olhos de Veríssimo escondem bem as emoções, mas Sofia o conhece a tempo o suficiente para ser enganada. O franzir do cenho, o suspiro leve e o retorcer dos lábios indicam um difícil reconhecimento da verdade nas palavras dela.
— Olha, Veri, — ela o toca o ombro. — Eu sei que você sempre sabe se cuidar e se manter distante na medida do necessário. Mas não se preocupa. Eu me aproximo dele. Eu cuido dele. Tudo bem se eu me machucar depois, eu prefiro ter dado a ele algum amor.
Ele dá um sorriso leve.
— Talvez você seja a mais corajosa de nós.
— E você ainda tinha dúvidas?
Ele ri do tom engraçadinho dela, e então se senta na cadeira firme do quarto. Deveriam adicionar algum alcochoado a ela, considerando quantas horas por dia Veríssimo passa escrevendo.
— Qual vai ser o nome dele?
Um suspiro a escapa os lábios, e os olhos involuntariamente desviam, provavelmente procurando em volta por alguma resposta; ela logo conclui que o quarto de Abraão Strach não é um bom lugar para inspiração.
— Eu não tenho ideia. Eu queria um nome difícil de esquecer, sabe. Independente do que aconteça, do que consigamos fazer aqui, eu queria pelo menos lembrar desse nome. Pra sempre.
— Jaser.
Sofia tem que piscar algumas vezes para processar a rapidez da sugestão.
— Algum motivo específico?
— Eu não vou esquecer.
— Isso não responde minha pergunta.
Ele sorri fraco na direção dela.
— Você é espertinha com um grande coração, Sofia. Eu sou misterioso e fechadão. É o meu charme.
Sofia não consegue segurar a risada.
— Fala sério!
— Estou falando, — ele diz, ainda sorrindo, e faz um carinho leve no ombro dela. — Agora vai dormir, eu tenho trabalho a fazer.
— Você é uma figura, Agente Veríssimo. Boa noite. E não demora a dormir, hein? Eu não quero começar a te drogar sem seu conhecimento.
A porta se fecha atrás dela com um click, e o único barulho que resta para ele, do lado de dentro, é o leve eco dos passos dela, sumindo à medida que se afasta. Do lado de fora, um leve repetir do nome.
— Jaser... Jaser. Jaser. Hm. Boa ideia.









