A quinta-feira passa por uma faca cega Seu corte retrato diz epidemia Cronos com fome de filhos Apressa casais dentes de leite O retalho de dentes serrados diz parlamentarismo Um codinome entre os lobistas Algo que a dúvida responderia como fé E o naturalista diria Espinoza A paz estivera em festa Comemorando a existência Até que o nebuloso Urano viera Com fome de profundidade a mastigara de uma única vez e depois cuspira Escuto os ruído do meu próprio ego Pedindo-lhe o corpo O sufoco de tuas mãos sob meu dorso O sussurro de carícias por entre os ouvidos Afasto demônios com beijo tumba Ainda aberta, convoca-te a voltares ao teu descanso Dentro da digestão de meu estômago O eu que nos pede algo além de sangue, vísceras e enjoos Os dedos de anjo rogavam vitórias O peito contra o vidro, atraía turistas Tentando conceber a ideia fora da Europa O tempo fezes, o poeta fede e a arte cínica Voltamos a janela que via o céu de acrílico tão belo Um verbo comunhão tão utensílio Usado como oferta ao verme futuro Perdoai a carne minha que sobrar, meu senhor O mofo me leva para dentro do bolso Mais afundado que o dinheiro perdido Amassado como bilhetes de loteria Tombaria-se patrimônio do achados e perdidos
Convênio E Conveniência, Pierrot Ruivo
















