Das Crônicas do Cavaleiro Errante * Uma Justa Vênia - Parte Um * Por Cristiano * Não era o coração que ele ouvia, mas sim os tambores de guerra, não era uma justa que o atormentava, mas a batalha a morte certa. Qual era a vênia que Sor fez para que merecesse tal batalha... Uma espada no tórax é o que o aguarda, não, não uma moura encantada, ou uma mera fada ou Elemental, Sor não passa de outro morto com uma armadura diferente... Lembrando ao nobre cavaleiro que veste essa armadura com rubis e safiras, meu aço é de uma espada bastarda e se é uma morte violenta que o assola... Pode desistir agora, pois quem vive na violência pode ter senão uma morte violenta! Não é o aço frio capaz de perfurar sua armadura de fidalgo Sor? Visto que tudo não passa de uma vênia, para um que jaz morto antes de desembainhar sua espada, devias saber que o campo de batalha nunca será uma linha reta, se você se perder nele, dificilmente sairá dele! "Quando muitos cavaleiros estiverem mortos no campo de batalha, quando não mais existir nenhum arqueiro ou lanceiro, quando toda a infantaria estiver dizimada, enfim tu terás o seu trono e sua coroa, mas não restará ninguém, nem uma espada bastarda para defender seu reino”. Veja lá embaixo o campo de batalha, olhe os que caem, olhe os que ficam de pé, não são diferentes de você... * Continua... #contos #vênia #justas #medieval #cavaleiroerrante #poesia #lirismo (em Praia de Mongaguá) https://www.instagram.com/p/CO3QHsEBEkwzhwszLgEdexoXCsSU71Z8_3JTeQ0/?igshid=ugnppadf5f8z










