Eu sei que sou um monstro O resultado de um conto Belo e impávido de colônia Fincado como o herói absoluto Aqui a profana És assombrosamente nova Seu cornos foram cerrados E hoje são pingentes em pulseiras Aqui a sagrada És desagradável Mole demais aos dentes E ácida demais ao espírito da língua A saga é uma sagrada busca Pelo enigma dogma noventa e cinco O ponto de decadência confortável Onde não há perigo, dentro de ambiente controlável Ghostwriters escreves póstumas memórias Em nome de quem ainda não se fora Por pura precaução com os mistério da herança Quem herdara, levará de brinde também alguns versos O obituário tem uma página destacada Ao pobre escritor e seus versos inúteis Ninguém o reconhecera ou celebrara E a última coisa que se decompôs fora seu sorriso Como é perder-me, sem dilúvios? Como é amar-me sem magnetismos? Como é requisitar-me e eu não aparecer? Como é redimir-se em meu perfumes vadios? Deuses aprisionados em gaiolas Cantam sobre o discernimento entre ir e vir E devotar-se aos pés de pequenos escárnios Onde sóis são símbolos de roteiristas anêmicos
Versos Empíricos, Pierrot Ruivo















