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The Consolidation of Media and Finance: Why the Media Are Lying to You
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Vamos Pensar Criticamente: Sobre a Natureza do Éter
Símbolo da quintessência (quinta essentia), também conhecida como éter.
Meus colegas ocultistas vivem repetindo que a ciência é limitada. Dizem que ela não consegue explicar o invisível e que, por isso, tentar usá-la para provar ou refutar o transcendente é perda de tempo. Olha, eu tendo a concordar. Acho que as réguas que a ciência usa são curtas demais para medir o que está além deste plano mortal. É irritante quando a comunidade científica - que costuma ser bem prepotente e cheia de ateus militantes - tenta aplicar seus métodos a coisas que simplesmente não são palpáveis. É uma bobagem que só mostra o quanto eles não entendem do espiritual. O que, convenhamos, é compreensível: como eles focam na ciência (área em que a maioria é extremamente capaz, apesar de chata), não têm tempo nem interesse para se aprofundar no religioso.
E é exatamente por isso que, na mesma moeda, acho ridículo quando pessoas religiosas - e mais ainda os meus companheiros ocultistas (já que a comunidade ocultista adora ostentar uma pose de erudição hermética, jurando que está anos-luz acima dos "crentes bitolados" que adoram criticar) - resolvem escrever sobre conceitos científicos sem lerem a primeira linha sobre o assunto. Beleza, eu aposto que você é incrível dissecando um corpus esotérico. Mas, por favor, pare de falar de física quântica. Todo mundo sabe que você só está jogando termos ao vento para parecer inteligente.
É por essa razão que decidi analisar e corrigir este texto de Anthra Andromda (seja lá quem for essa criatura). É um material antigo, escrito sabe D'us quando, mas as ideias ali contidas ainda circulam direto em círculos New Age e entre novatos do ocultismo - gente que provavelmente é tão jovem que mal teve aulas de física na escola e acha que aquilo tudo faz sentido.
É óbvio que ninguém é obrigado a ter um Ph.D. em física teórica para moldar suas próprias convicções ou estruturar sua gnose pessoal. Só acho que, se a física é tão crucial para o seu sistema de crenças a ponto de você precisar extrair suas respostas ou validá-las através dela, o mínimo que se espera é que você vá estudar. Deixe que o seu interesse te guie para, pelo menos, uma compreensão básica da ciência real. Caso contrário, o subproduto é um texto vergonhoso como este, que só serve para desinformar novatos e dar munição de graça para que aqueles mesmos ateus militantes e chatos (que mencionei ali em cima) deem risada da nossa cara. O nível de cringe é intolerável.
Como de costume, o texto original está recuado e traduzido, com os meus comentários intercalados no meio.
Uma maçã caiu de uma árvore e agora eu sei de tudo...
PS: Por 'Anahat Shabd', o autor quer dizer Anāhata Śabda... Tudo bem, já vi transliterações piores…
O Anahat Shabd, o "som sem som", é o elemento mais sutil de todos. É a essência etérica, mais fina que a terra, o ar, a água ou o fogo, além da velocidade da luz… onipresente, a fonte da coesão, da eletricidade, do magnetismo e da gravitação, de tudo o que existe.
Isso aqui constitui fé pessoal. Apesar do uso cosmético de termos científicos como "elemento", não há nenhuma tentativa formal de provar nada ainda. É só a introdução do dialeto da Física-Atômica-Quântica-Micro-Mega-Premium-Plus™. Vai piorar de forma exponencial conforme avançamos, então segure minha mão agora.
O físico moderno E.C.G. Sudarshan descreveu a essência etérica do Anahat Shabd em termos científicos da seguinte forma: "O éter como superfluido é consistente com a relatividade e a teoria quântica. É o suporte de toda a luz, nele todos os corpos existem, não está ligado a nenhum, está sempre presente além das limitações do tempo e do espaço. Não possui qualidades inerciais, nem interações, contudo é a própria substância da iluminação." E.C.G. Sudarshan (pré-publicação, Universidade do Texas, 1974)
A citação atribuída ao saudoso Sudarshan foi bastante recontextualizada. Embora ele tenha, de fato, assinado uma descrição poética sobre um meio onipresente em seu artigo de 1974, "The Ether as a Superfluid", ele estava se referindo estritamente a um modelo de vácuo quântico que suporta a propagação de ondas eletromagnéticas. Em nenhum parágrafo da sua carreira ele mencionou o conceito místico-sonoro de Anāhata Śabda. Até aqui, okay. Você tem liberdade poética para recontextualizar ideias, teólogos e místicos fazem isso desde o Antigo Testamento. Mas, novamente: o abismo vai se abrir logo adiante.
Essa é a visão oriental do éter; no Ocidente, ele recebeu a seguinte definição: 1. Uma substância imaginária que os antigos consideravam preencher todo o espaço e constituir as estrelas, etc. 2. Na física, como uma substância hipotética e invisível, postulada como permeando o espaço e servindo como meio de transmissão da luz e de outras energias. Este Éter tem sido teorizado e exposto por metafísicos há centenas, talvez milhares de anos (até agora não consegui encontrar a verdadeira origem da ideia). No século XVII, existiam vários Éteres, mas por volta de 1638, René Descartes postulou um único Éter que seria "onipresente".
Correto.
Até cem anos atrás, essa ideia era bastante popular, embora agora seja rejeitada pela ciência, ou pelo menos pela maior parte dela. Atualmente, existem vários físicos que estão começando a desenvolver teorias sobre o universo que se assemelham muito às teorias do Éter, embora estejam usando nomes diferentes para as mesmas ideias propostas pelos antigos metafísicos.
O éter luminífero foi sepultado definitivamente pelo experimento de Michelson-Morley (1887) e e cremado pela Teoria da Relatividade Especial de Einstein (1905). Ou seja: a ciência convencional já havia descartado essa mecânica há mais de um século quando este artigo foi parido. No entanto, o autor está parcialmente correto por puro acidente ao notar que a física contemporânea usa conceitos que soam, na superfície, parecidos com um "meio onipresente" — imagino que a mente dele estivesse tateando o Campo de Higgs, as flutuações quânticas do vácuo ou a energia escura). Crucialmente, porém, esses campos modernos não possuem as propriedades mecânicas do éter clássico; eles não oferecem um sistema de referencial absoluto, algo que a relatividade proíbe expressamente. Mas algo me diz que o nosso querido autor não perde o sono com as leis da relatividade. Para ele, se a ideia lembra o éter se você olhar de longe, com um olho fechado, depois de girar no próprio eixo quarenta vezes, já é o bastante para virar dogma.
Considere estes dois trechos de artigos escritos por físicos modernos. Eles descreverão dois "campos" que existem em suas teorias e que, muito provavelmente, são o que os antigos chamavam de Éter.
Spoiler: Os campos descritos no texto a seguir são completamente distintos, em termos de matemática, comportamento e intenção física, do meio mecânico proposto pelos filósofos da Antiguidade ou do século XVII. É o equivalente a dizer que um iPhone e uma prensa de Gutenberg são a mesma coisa porque ambos lidam com texto...
O espaço está preenchido com um campo de energia, cuja concentração de energia é extremamente grande (para o leigo, o campo de energia nesta sala de aula poderia corresponder à energia de várias bombas). Este campo de energia tem pouco a ver com energia luminosa ou energia solar e, em vez disso, é chamado de CAMPO DE GRAVITÔNICOS, CAMPO DE TÁQUIONS ou CAMPO DE NEUTRINOS.
Este trecho parece fazer referência ao conceito de energia de ponto zero ou energia do vácuo na teoria quântica de campos, que matematicamente resulta em uma densidade de energia massiva e teoricamente infinita no espaço vazio - a hipérbole pop science de que "há energia suficiente em uma xícara de café para ferver todos os oceanos do mundo". No entanto, agrupar o campo do gráviton, o campo do neutrino e o campo do táquion em um único "campo" explosivo e coeso é pura esquizofrenia. Eles são operadores e entidades totalmente distintos na mecânica quântica.
Disclaimer: Eu não sou física, sou apenas uma cientista da religião que se deu ao trabalho de não dormir nas aulas básicas de exatas. Se você acha que o autor tem acesso a uma física ultra-secreta de Atlântida que eu não sei, sinta-se livre para me mandar um e-mail. (Mentira, não mande).
Existem dois modelos essenciais de imaginação para este campo e para o táquion. Ou estamos lidando com ONDAS EXTREMAMENTE CURTAS que possuem radiação eletromagnética de ALTÍSSIMA ENERGIA, ou estamos lidando com unidades de energia muito pequenas que exibem um COMPORTAMENTO PULSATIVO que, por sua vez, determina sua energia.
Você sabe que ele está certo porque ele sabe usar a tecla Caps Lock. Adivinha? EU TAMBÉM.
Os táquions são definidos por possuírem massa imaginária e viajarem exclusivamente a velocidades superiores à da luz. Eles não são definidos como "radiação eletromagnética" de ondas curtas. A radiação eletromagnética é composta por fótons, que viajam exatamente à velocidade da luz e têm massa de repouso nula.
A maioria deles (táquions) pode permanecer relativamente estacionária (estes são chamados de BRADYONS) e, devido ao seu COMPORTAMENTO OSCILATÓRIO (o Prof. Seike chama-lhe "movimento trémulo" [Zitterbewegung]), eles POSSUEM UMA GRANDE QUANTIDADE DE ENERGIA.
O texto aqui decide redefinir a dicionarização básica da física clássica e moderna. Acho justo pontuar: se você vai inventar sua própria nomenclatura, para que usar a coitada da ciência como escora? Ninguém pediu por isso, não passe vergonha de graça na internet.
Bradyons (também chamados de tárdios) não são táquions estacionários; são partículas de matéria comuns (como elétrons ou prótons) que se movem estritamente mais lentamente do que a velocidade da luz. Táquions não podem ficar estacionários ou desacelerar abaixo da velocidade da luz - fazer isso exigiria energia matematicamente infinita.
Zitterbewegung (saúde!) é um fenômeno quântico real descoberto por Erwin Schrödinger (sim, o do gato), mas se aplica a partículas relativísticas comuns (como elétrons), não a táquions hipotéticos ou "bradyons estacionários que criam energia". A citação menciona o Shinichi Seike, que era um cientista japonês fringe cujo trabalho sobre "energia espacial" e táquions é considerado pseudociência. Yay.
Isso significa que TODA A MATÉRIA está imersa em um CAMPO DE ENERGIA EXTREMAMENTE DENSO que não podemos perceber.
Cruzes, tenho a impressão de que ele está aos poucos migrando para um texto todo em caps. Deixe eu ver se gosto de escrever assim...
Embora a ELETRODINÂMICA QUÂNTICA afirme que o "vácuo" não está VAZIO, mas cheio de partículas virtuais que SURGEM e DESAPARECEM, ele não funciona como uma SOPA DE ENERGIA densa e manipulável que forma MATÉRIA FÍSICA da maneira como textos IGUAIS A ESSE sugerem. Ok, deixa pra lá, odeio escrever assim. Voltando ao normal.
A REALIDADE DESCRITA PELA MECÂNICA QUÂNTICA Na mecânica quântica, a realidade é descrita por ondas que definem as probabilidades de diferentes resultados a partir das mesmas interações. Essas ondas se manifestam como aquilo que aprendemos a chamar de matéria, energia, partículas e/ou ondas quando observadas.
Correto (wow!). Até um relógio quebrado acerta a hora uma vez a cada ciclo cósmico.
Essas ondas de probabilidade se sobrepõem e continuam indefinidamente. As interações entre diferentes entidades constituem uma única estrutura de padrões de ondas interligados, de modo que todo o universo pode ser considerado um todo indivisível. As ondas formam uma matriz, na qual todas as partes do sistema afetam todas as outras. Existem relações não locais entre partes do sistema que estão distantes umas das outras.
Essa é uma extrapolação filosófica comum do emaranhamento quântico, frequentemente usada por leitores de O Segredo (Vocês se lembram daquela coach de autoajuda que disse que a lei da atração era uma lei científica real em uma live, e depois foi jantada ao vivo por um gymrat que sabia mais do que ela, e então ela disse que "podia simplesmente chamar de maçã em vez de lei"? Não? Estou me desviando do assunto, este texto me causa déficit de atenção, oops...). Existem correlações não locais entre partículas emaranhadas (comprovadas pelo Teorema de Bell), mas é cientificamente incorreto afirmar que "todas as partes do sistema afetam todas as outras partes" o tempo todo. Objetos macroscópicos sofrem decoerência quântica, interações com o ambiente destroem rapidamente essas delicadas superposições quânticas. O cosmos não opera como uma imensa rede de rádio sintonizada, onde se você chutar uma pedra na calçada de Curitiba faz um alienígena no aglomerado de Virgem vomitar o almoço instantaneamente.
É impossível distinguir duas partículas do mesmo tipo em uma região do espaço onde elas possam ser encontradas simultaneamente. As partículas perdem sua identidade individual em tais regiões. Assim, o universo físico é fundamentalmente unificado.
Sim, na mecânica quântica, partículas idênticas são 100% indistinguíveis. Mas saltar desse princípio para a conclusão de que "o universo físico é fundamentalmente unificado" é um salto metafísico tão impressionante que tenho certeza de que o autor ganharia uma medalha de ouro em ginástica mental nas Olimpíadas.
TEORIA CIENTÍFICA As ideias e equações do Sr. Walker seriam apenas hipóteses se não fosse pelo fato de terem sido testadas experimentalmente e terem previsto os resultados dos experimentos com razoável precisão. As evidências atendem às regras usuais de comprovação para teorias científicas, o que torna as equações de Walker uma teoria científica legítima.
"Sr. Walker" refere-se a Evan Harris Walker, um físico e parapsicólogo que propôs uma controversa teoria quântica da consciência na década de 1970. Walker tentou usar a matemática das "variáveis ocultas" para tentar equacionar fenômenos paranormais. Suas equações nunca foram reproduzidas em laboratório, nunca receberam validação experimental e nunca alcançaram o status de teoria científica legítima. Mostre-nos o peer-review, querido autor.
Os padrões de ondas subjacentes não locais, presentes nas manifestações de matéria e energia que compartilhamos com o ambiente ao nosso redor, permitem-nos influenciar a realidade e obter informações sobre ela através do poder da mente. Esse padrão interconectado subjacente é a própria essência da consciência e se manifesta não apenas como matéria e energia, mas também como psicocinese, precognição e outros fenômenos que só agora começam a ser reconhecidos e incorporados por algumas teorias da física moderna.
Isso é o puro suco do claaaaaaaaássico Misticismo ""Quântico"" praticado apenas pelos mais competentes mentores/coaches vendedores de curso inspirados pela lei da atração aka profissionais do Link na Bio™. A mecânica quântica não afirma que a consciência humana pode manipular a realidade através do "poder da mente", muito menos valida alegações parapsicológicas como psicocinese ou precognição.
O que me tira do sério nessas teses não é a crença espiritual de que a sua vontade ou as suas orações possam atrair eventos ou catalisar mudanças - isso é uma questão de fé individual, estatisticamente impossível de provar ou refutar. O que eu acho genuinamente estúpido é a necessidade patológica de envelopar isso em jargão da Física-Atômica-Quântica-Micro-Mega-Premium-Plus™ para enganar leigos. É o mesmo modus operandi daqueles babacas do Instagram que vendem cursos de reprogramação mental escritos por IA. "Sua mente pode colapsar a função de onda da riqueza!" Claro, claro. Vá dizer isso para o seu gerente de banco.
Qualquer que seja o nível sutil da realidade subjacente à matéria e à energia, nós somos isso (incluindo nossa consciência). Se existem variáveis ocultas, nós somos as variáveis ocultas. Há teorias de que a consciência é um aspecto inseparável dessa realidade subjacente. Quando nossa consciência se conecta com a camada mais profunda da realidade que interconecta tudo, podemos experimentar o nível de consciência além do tempo e da forma relatado por muitos místicos. É essa estrutura não local que compartilhamos com a natureza que torna possível "sintonizar-se com a natureza", participar psiquicamente da natureza e viver em harmonia com ela.
Sob uma ótica estritamente científica, o conceito de "variáveis ocultas locais" foi amplamente descartado pelos testes empíricos das desigualdades de Bell (recomendo a leitura dos experimentos de Alain Aspect, se o seu cérebro aguentar a chatisse). Obviamente, não há base matemática ou empírica que conecte variáveis quânticas à telepatia ou à consciência humana, mas de todos os parágrafos, este é o menor dos problemas. É só o autor divagando em sua cosmologia privada.
O que normalmente percebemos (consciência desperta normal) é um movimento relativamente superficial na ordem das coisas. Por trás das coisas de que temos consciência desperta, existe uma vasta gama de fenômenos menos fortemente interligados. Este último domínio é comumente chamado de inconsciente (e partes dele, de subconsciente). O termo inconsciente não é muito preciso, pois constitui uma espécie de base da consciência. Nossa consciência pode se conectar a essa base para obter informações e influenciar eventos.
O texto transita da física para a psicologia analítica (lembrando o "inconsciente coletivo" deJung). Novamente, é escrito principalmente como crença pessoal, então tudo bem. Acho que sim. Tanto faz.
Como se pode ver pelas duas citações acima, a ciência moderna está desenvolvendo teorias que são harmoniosas com o conceito Thelêmico do Universo. É verdade que usam nomes diferentes para as partículas e os campos, mas não deixam de ser os mesmos.
Saiba apenas que estou me balançando para frente e para trás na posição fetal, repetindo: "É apenas uma crença pessoal… eu não preciso corrigir a teologia alheia… respira…".
Note-se, no texto acima, que um autor fala sobre um campo de partículas, enquanto o outro escreve sobre ondas de probabilidade. Não se deve confundi-los — é bastante provável que sejam a mesma coisa —, assim como o fóton, que é ora considerado partícula, ora onda —, mas ainda assim é a nossa luz cotidiana. Este campo de táquions é, muito provavelmente, um campo de Hadits — afinal, Hadit é onipresente. De qualquer forma, isso parece se encaixar nas teorias telemitas e enoquianas atuais sobre o que subjaz à realidade, e mesmo na pior das hipóteses, a ciência está descrevendo um campo de RA-HOOR-KHUITs. Isso contribui muito para explicar, em termos científicos modernos, por que e como a Magia funciona.
I guess? O autor identifica corretamente a dualidade onda-partícula. Essa é a única coisa boa que posso dizer sobre isso.
É o "Éter Onipresente" de Descartes, ou campo de partículas infinitamente pequenas, que está sendo conhecido pela ciência moderna como campo de táquions ou neutrinos.
Não, falando sério, quando foi que esse texto foi escrito (ou datilografado, cruzes...)? Porque eu me recuso a aceitar que alguém que goste tanto de termos científicos não saiba que a ciência moderna abandonou o éter mecânico cartesiano antes mesmo da invenção da lâmpada elétrica. Será que esse texto foi psicografado através de um telégrafo do século XVII?
Para registro: neutrinos são léptons subatômicos com massas quase nulas que viajam a velocidades infinitesimalmente inferiores à da luz; eles não formam uma "matriz de éter estacionária". E os táquions, repito, continuam sendo fantasmas matemáticos.
Nas teorias enoquianas, o universo está repleto de um número virtualmente infinito de pontos de consciência "infinitamente pequenos", conhecidos como "Mônadas". Essas Mônadas são a própria essência de todas as coisas e, muito provavelmente, a "partícula fundamental" da ciência moderna. Essas Mônadas seriam também as partículas "unitárias" que compõem o que os antigos chamavam de éter, já que, nesse nível, seriam indistinguíveis da energia. Elas também formariam uma grande "matriz" que preencheria o universo material.
Faça o que seu coração mandar. Ressignifique a tabela periódica, dê o nome de "mônada" para o que você bem entender. Do what thou wilt. CHAME DE MAÇÃ!
Como essas partículas não são apenas infinitamente pequenas, mas também infinitamente próximas umas das outras, qualquer ação sobre uma partícula específica teria efeito sobre TODAS as outras. Como mencionado anteriormente, essas partículas são 'pontos' de consciência. Isso nos remete às afirmações de Hermes: O TODO é MENTE (ou algo semelhante). Se essas partículas infinitamente pequenas são de fato consciência, então o Todo, ou o Universo, é mente. O universo seria, de fato, uma criatura viva e 'pensante' em si mesma — essa ideia é consistente com as teorias da Física Enoquiana. Mas acho que estou me desviando do assunto. Como mencionado acima, a física moderna está começando a formular teorias de que existe um campo ou estrutura "onipresente" que inclui e permeia todas as coisas. Essa ideia está em harmonia com a antiga noção de éter. A ciência postula que esse "campo" subjaz a toda manifestação; os dois trechos citados acima parecem concordar nesse ponto, assim como as ideias sobre o éter. Parece, portanto, que as "ondas" mencionadas pelo Sr. Cornett são o que "causam" o que chamamos de "manifestação física", e que essas ondas são causadas pela mente (será que o universo literalmente "pensou" em si mesmo até a existência?). Essas ondas também poderiam ser causadas por agregados de mônadas agindo como uma unidade (a manifestação de uma criatura inteligente).
Falsa equivalência: como a física moderna usa "campos" para explicar como as partículas interagem e ganham massa, o autor dá um salto triplo mortal e conclui que esses campos são controlados pela mente de "mônadas" ou deuses. Na física real, esses campos operam estritamente sob leis matemáticas determinísticas ou probabilísticas, perfeitamente indiferentes à sua consciência ou ao seu humor matinal. Mas, enfim, quem sou eu para destruir sua fantasia de ser o Neo?
As possibilidades são infinitas e todas igualmente válidas. Então, o que tudo isso tem a ver com o preço do chá na China? Simplesmente isto: 1. Contribui significativamente para comprovar a Cosmologia Thelêmica, embora nós, Thelemitas, utilizemos uma nomenclatura diferente. As ideias de Nuit (espaço infinito) e Hadit (a partícula infinitamente pequena que preenche e manifesta Nuit) estão começando a ser aceitas pela física moderna. A conjunção desses infinitos, Ra-Hoor-Khuit, quaisquer eventos que ocorram dentro de Nuit e Hadit, é, portanto, um fato consumado.
Por que as pessoas simplesmente não conseguem ter fé em seus deuses sem essa necessidade neurótica de validação acadêmica? A teologia e a física teórica operam em planos de existência categóricos completamente distintos. Se você precisa desesperadamente que a mecânica quântica assine embaixo da sua gnose pessoal para que ela pareça válida, o problema é com a fragilidade da sua convicção.
Na cosmologia de Thelema, Nuit é o espaço infinito e a totalidade das possibilidades, enquanto Hadit é o ponto singular, a chama que arde no coração de cada estrela (e como o próprio titio Crowley escreveu no Liber AL, "Every man and every woman is a star"). Ra-Hoor-Khuit é a manifestação ativa, o senhor do Aeon, a força que irrompe da união desses dois infinitos. É um sistema poético, metafísico e místico lindíssimo sobre a soberania da alma humana e a estrutura do divino.
Na minha humilde opinião como cientista da religião, tentar reduzir Nuit ao vácuo quântico e Hadit a um "táquion" ou a um neutrino de massa subatômica não é um desserviço patético, reducionista e de extremo mau gosto a Thelema. Ao fazer esse malabarismo medonho pseudocientífico, você empobrece o simbolismo místico e esotérico dessas divindades, transformando arquétipos sublimes de consciência e expansão em mera mecânica de fluidos para alimentar apostila de coach. O espiritual se move no terreno do significado, do mito e da gnose direta, e, como tal, não precisa de comprovação científica para funcionar no seu propósito.
Aceite o fato bruto: sua fé e sua prática mágica não são cientificamente comprovadas, e elas não precisam ser para terem valor real na sua psique. Ponto final. A eficácia da Magia reside na transformação da mente e na manifestação da Verdadeira Vontade, e não na aprovação do comitê do Prêmio Nobel de Física em Estocolmo. Parem de passar vergonha tentando converter equações em panfletos de autoajuda mística. Meu sábio Frater Aletheia costuma comparar esse comportamento a "insistir em pagar um professor gratuito, apesar de sua recusa expressa, apenas para ter o prazer de lhe entregar dinheiro falso". Você não tinha obrigação nenhuma de usar a ciência, mas insistiu em usá-la, e o fez da maneira mais analfabeta possível.
Dica: a maneira de evitar ser questionado por pessoas com um conhecimento básico de ciência é não usar a ciência de forma indevida para tentar provar suas crenças. Não precisa me agradecer por essa dica que mudará sua vida.
2. Mostra a Mecânica da Magia. Uma vez que se pode observar que uma consciência afeta outra, segue-se que alguém pode afetar o universo inteiro simplesmente “fixando” uma ideia na sua consciência. Isso pode parecer um pouco simplificado... é! O processo não é fácil, no entanto, os rituais e processos que nos foram dados pelos antigos começam a fazer algum sentido à luz da física moderna. São estes mecanismos antigos que nos permitem colocar as nossas mentes mundanas na “estrutura” adequada e, portanto, “excitar” a nossa consciência, permitindo-nos assim ter um efeito “físico” no ambiente.
Tanto faz. Este texto é péssimo.
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