010101010101010101010101010101
e ISO 4217 fazem o senso comum
Ditando caminhos
Deixando pegadas
A trilha é o enigma
O cansaço é o estigma
O resultado: paradigma
DEPRESSÃO TROPICAL
Antes, durante e após a tempestade
De conexões e invenções
De contatos sem contatos
Sensíveis ao toque
Trincados e isolados
Pelas trilhas da teia
Onde o sinal é fraco
Ausência é o forte
Abduções por teclado
Reflexo trincado:
Veja
Um dedo cortado
Sangue jorrado
Atravessando seu sistema
em um curto circuito
Sem intuito, a vida é um fortuito
Logo me entrego a lábios brutos
Quebrando redutos
Contando os minutos
Esperando por futuros frutos
Encarando uma abóbada abobada
Como minhas palavras
Neste teto côncavo
A chuva é ensurdecedora
Trazendo consigo a esperança da florada
Trago comigo a ferramenta para as lavras
Durante a tempestade eu cavo e escavo
A miragem da bonança florida e acolhedora
Por mais simplório que meu código seja
Não há astrologia que me defina
Não há chuva que lave minha fraqueza
Por mais ambicioso que o plano seja
A caminhada é finita e repentina
Como o surgimento de nuvens tempestuosas
Afogando vozes perdidas na água
Inundando ambiente com o som de gotas furiosas
Por mais que ninguém escute os gritos vazios dessas mágoas
Esse dilúvio traz um alívio quando deságua
A gritaria da tempestade cessa
O sonífero canto da chuva começa
Irrigando a lamacenta terra
Adubada com as folhas mortas do passado
Brotos se erguem com o compasso apressado
Ansiosos para a estação no final do trilho
Por mais que tudo desmorone à minha volta
Não há nada que segure esta primavera
Espero por ela ao longe na chuva severa
E no fim dessa progressão textual
Deixo registrado as ilusões e inspirações
Surgidas em um jardim virtual
Recorded with one Zenfone 5
Edited with Premiere and After effects
Um vídeo sobre o florescer do tempo.