Talvez meu traço mais tóxico seja este: não excluo ninguém, não bloqueio, não limito nada. Deixo tudo como está. A pessoa tem acesso a mim, mas eu me torno inalcançável.
— Vilanizar.

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Talvez meu traço mais tóxico seja este: não excluo ninguém, não bloqueio, não limito nada. Deixo tudo como está. A pessoa tem acesso a mim, mas eu me torno inalcançável.
— Vilanizar.
Cada um sabe exatamente aquilo que perdeu, seja por descuido ou por orgulho.
— Vilanizar.
E, no final, tudo que sobra é a saudade: dos que partiram e daqueles que ainda estão por aí, vivendo suas vidas sem você.
― Vilanizar.
Sua presença é preciosa demais para ser tratada como dúvida. Ninguém, por mais importante que tenha sido, tem o direito de te manter no umbral — entre o “fica” e o “vai” — sem te oferecer o solo firme do carinho e do respeito que você merece.
— Vilanizar.
Bem-vindo ao hospício. Amai-vos uns aos loucos.
As pessoas nos veem através de lentes embaçadas pelo que ainda não curaram em si mesmas.
— Vilanizar.
Nem todos que entram na sua vida querem te destruir. E quem fica, nem sempre vai te salvar.
— Vilanizar.
A profundidade não é medida em metros e sim em impacto. Tem gente que romantiza o “fundo”, mas não entende que até o que chamam de raso pode derrubar, sufocar, engolir alguém inteiro. Do mesmo jeito, uma relação que não promete profundidade pode, ainda assim, te atravessar, te marcar, te virar do avesso. E isso não diminui o valor do que foi vivido.
O raso também afoga e muita gente só descobre isso quando já está sem ar.
— Vilanizar.