RP characters and name meanings [+] | Vincent Rowle
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RP characters and name meanings [+] | Vincent Rowle
my characters + other characters
Vincent Rowle as Isaac Lahey.
rp meme + 10 of your own characters: drew roy as vincent oliver rowle (original character)
"Vincent Oliver Rowle was a pureblood wizard, being a part of one of the few still pureblood families in the wizard world, a group called The Sacred 28. He attended Hogwarts in 1971 and was sorted to Slytherin, as expected and demanded from his family. Vincent, however, has and always will be in love with his cousin, Maureen, whom was completely erased from the family tree due to her mother relationship with a muggle. Vincent Rowle was crazy about the muggle comic books, having several of them hidden beneath his bed, and his favourite hero was Batman. After graduating from Hogwarts, he started being a primary contact to the Order of the Phoenix, providing inside information and helping in all the ways he could. After the First Wizarding War finally ended, he proposed to Maureen."
[Flashback] Something about us | Vincent & Maureen | September 77
Havia perdido a noção do quanto havia bebido naquela noite. Tinha total consciência de que havia ultrapassado o limite, porque parecia que estava flutuando ao invés de estar andando, como se pisasse em nuvens. A música alta, as risadas e as conversas pareciam distantes demais e tudo era motivo para dar risadas, mas ainda assim, não abria mão de mais um gole. Não costumava apreciar o gosto de firewhiskey mas, já na metade da festa, sorvia uma dose atrás da outra como se fosse suco de abóbora.
Maureen Dowson estava embriagada antes mesmo das dez horas da noite.
Era primeiro de setembro, o primeiro dia de aula de seu último ano letivo na Escola de Magia e bruxaria de Hogwarts. Depois de matar as saudades da deliciosa comida dos elfos domésticos no banquete de boas vindas, os alunos de Hufflepuff haviam providenciado uma pequena comemoração no salão comunal. A proximidade das cozinhas permitira o contrabando de algo para petiscar e algum estudante teve a proeza de arranjar bebidas, algo pelo qual Maureen era imensamente grata. Eram raras as vezes em que se permitia chegar a aquele estado, quando o álcool parecia falar mais do que ela mesma, mas a nostalgia por estar iniciando seu último ano naquele lugar que se tornara seu lar por tanto tempo havia sido demais. Nunca mais embarcaria no Expresso Hogwarts com seus amigos novamente, ou assistiria a cerimônia de seleção antes do banquete. Nunca mais iria torcer fervorosamente por hufflepuff ao ponto de ficar rouca no dia seguinte, ou participaria das reuniões do Clube de Herbologia ou até conversaria sobre tudo e sobre nada enquanto andasse pelos corredores com Florence. Em alguns meses, deixaria aquelas paredes de pedra para trás e precisaria encarar a vida adulta. A ideia lhe pareceu extremamente assustadora e isso lhe pareceu motivo suficiente para beber.
“Obrigada.” Murmurou para um colega de casa depois de roubar sua dose de firewhiskey, sorvendo o líquido cor de âmbar em poucos segundos e devolvendo a ele o copo vazio e um sorriso simpático. Então tentou abrir espaço em meio aos estudantes que dançavam ao som da música animada, esforçando-se para não cambalear ou esbarrar em alguém enquanto esticava o pescoço na tentativa de procurar por Florence, que estava completamente sumida há aproximadamente meia hora. Próximo a saída do salão comunal, deduziu que a amiga provavelmente havia apagado em uma poltrona ou estava conversando com algum garoto, por isso decidiu que atender ao seu desejo por tortinhas de caramelo depois do horário de recolher era mais do que aceitável.
Os corredores estavam vazios e iluminados apenas pelas chamas encantadas que crepitavam em archotes de ferro. A garota de cabelos castanhos andava de forma decidida para o que parecia ser a cozinha, mas era bem provável que tivesse errado o caminho porque estava distraída demais assobiando a música de rock que estava tocando instantes antes de deixar o salão comunal. Chegou a fechar os olhos a cantarolar o refrão, fingindo tocar uma bateria imaginária enquanto avançava com passos vacilantes pelo corredor.
As vezes o destino funciona de uma forma engraçada porque, se tivesse deixado o salão comunal vinte minutos mais cedo, provavelmente teria esbarrado com um dos monitores de Ravenclaw que fazia uma ronda pelas masmorras e pelo térreo ao invés do rapaz de cabelos escuros que trajava o uniforme de slytherin e ostentava o distintivo de monitor preso ao peito que se aproximava naquele exato momento. Talvez o fato de que eram parentes e melhores amigos desde a infância não a safasse de um provável puxão de orelha, mas certamente evitaria que seu nome fosse apontado para algum professor, associado com bebedeiras e andanças pelo castelo fora do horário. No entanto, se pudesse escolher alguém para encontrar justo naquele estado, Vincent Rowle seria sua última escolha, especialmente depois da última conversa que tivera com Florence a respeito do primo e dos estranhos sentimentos que pareciam ter desabrochado nos últimos meses.
Firewhiskey e o responsável pela sensação de borboletas em seu estômago definitivamente não eram a melhor combinação do mundo.
"Vince?" Perguntou quando ele virou no corredor em que estava e foi iluminado pelas chamas do archote mais próximo. O sorriso foi involuntário, mas seus sentidos estavam anestesiados demais para que se lembrasse que estava bêbada na presença dele e que isso certamente não era uma boa ideia. "Wow, hang on. Are you seeing this? It's like the floor is moving." Exclamou, estendendo os braços para o alto e deixando-se estar no meio do corredor, pendendo para um lado e para o outro a medida em que seu equilíbrio ia embora junto com o que restava de sua dignidade, tudo ao som de entusiasmadas risadinhas. Ao menos Maureen provavelmente não se lembraria disso no dia seguinte.
Vince, você acha que estará muito ocupado depois da última aula? Com alguma ronda ou outras tarefas de monitor? Achei que poderíamos fazer alguma coisa diferente hoje a noite, o que acha? Eu fico responsável por tudo, não se preocupe, você só precisa estar na Torre de Astronomia depois das sete e meia.
[Flashback] We pick ourselves undone | Eloise & Vincent | December 77
Suas mãos estavam tão frias quanto o inverno que a cercava. Era noite e o céu de Wiltshire parecia veludo, nublado e escuro em meio a madrugada de dezembro. Uma grande camada de neve se acumulava no topo das árvores, cobrindo o que antes ela lembrava ser um enorme campo verde esmeralda que tantas vezes brincou quando menor. O silêncio era tão marcante e incômodo que lembrou-lhe uma estranha e invisível força empurrando-a em direção ao chão, prendendo os seus pés no gramado e paralisando seus músculos. Talvez estivesse apenas cansada demais, mas a verdade era que ela sentia como se fosse desabar a qualquer momento.
Estava parada no meio do nada. Um pequeno caminho se mostrava visível em meio a vegetação, rumando em direção a enorme Mansão Rowle que se destacava ao longe como um fantasma, erguendo-se imponente na escuridão com luzes acesas que mais pareciam pequenos vaga-lumes. Não sabia ao certo há quanto tempo estava parada alí, iluminada pela ponta de sua varinha e contemplando o nada. Sabia que não podia prosseguir seu caminho porque os feitiços de proteção impediam a sua entrada, e sabia também que não tinha qualquer outro lugar para ir que não fosse aquele. Por isso, ela insistiu. E mesmo que o frio a fizesse tremer dentro do sobretudo e chegasse a quase congelar os restos de lágrimas que caiam de suas bochechas, Eloise Selwyn permaneceu alí até que ele aparecesse. Porque ela sabia que uma hora ou outra ele iria surgir em meio ao campo, pronto para recolher os cacos que haviam sobrado dela e ajudá-la a remendá-los, como o amigo que era, como sempre havia feito.
Ellie arrumou o cachecol turquesa em volta do pescoço para que a aquecesse melhor. Com uma das mãos livres, limpou as lágrimas misturadas a rímel, pouco se importando com o fato de que sua maquiagem estava arruinada. Seu hálito quente transformou-se em uma pequena nuvem e a slytherin sentiu o cheiro do firewhiskey que havia bebido mais cedo na festa. O mal tempo resolveu mostrar-se caridoso com sua solidão e então pequenos flocos de neve começaram a caior do céu, pedaços de algodão que dançavam no vento e ficavam presos em seus cabelos negros, deixando um rastro molhado para trás. Estava tremendo quando avistou a luz fraca de outra varinha aproximando-se aos poucos.
Ela não precisou erguer a varinha e iluminar o rosto dele para reconhecê-lo.
"Pensei que não viria." Disse, sua voz soando fraca por conta do frio e do vento forte. A slytherin afundou a mão livre em um dos bolsos do pesado casaco, avançando alguns poucos passos na direção de Vincent Rowle, o irmão que o destino havia lhe presenteado. "Espero não estar incomodando demais, mas... eu realmente preciso de alguém pra conversar, Vince." E no fundo de seus olhos que beiravam o violeta, ela pediu silenciosamente que o rapaz não lhe negasse um pouco de conforto naquele momento, quando parecia que haviam arrancado seu coração fora sem qualquer clemência.
[Flashback] A thousand fireflies | Vincent & Maureen | Summer 75
Esperava por ele, como fazia há tanto tempo desde que era apenas uma garotinha. Estava exausta e com pequenas manchas escuras embaixo dos olhos, fruto das poucas noites de sono e do estado de constante preocupação em que se encontrava. Maureen Dowson não ostentava o usual vigor ou graciosidade que lhe eram tão característicos. A garota de quinze anos não trazia a cor rosada nas bochechas ou nos lábios bem desenhados, seus cabelos não tinham o mesmo brilho e movimento de sempre e o sorriso fácil não enfeitava seu rosto de traços fortes e femininos. Poucas semanas de férias de verão e ela já não era mais a mesma garota que embarcou no Expresso Hogwarts ao final de seu quarto ano letivo, risonha e divertida como um pequeno passarinho. A realidade a moldou, roubou sua tranquilidade e desgastou seu corpo. Sua mãe, a mulher que um dia lhe servira como única inspiração, hoje não passava de um fantasma, um corpo que parecia ter sido separado para sempre de sua alma. E cada vez que Maureen a via gritar, chocar-se contra as paredes e cravar as unhas na própria pele em total desespero, seu coração doía um pouco mais.
Vê-la definhar era pior do que qualquer coisa no mundo.
Reena puxou para si o cardigan que cobria o leve vestido de verão que usava. Uma raridade, visto que não era sempre que a hufflepuff trocava o conforto do jeans por saias e vestidos. Colocou uma mecha dos cabelos castanhos atrás da orelha e apertou os braços cruzados contra o corpo, os olhos escuros buscando por ele na plataforma da estação de trem. Trouxas andavam de um lado para outro, carregando malas, crianças e jornais e Maureen apenas aguardava pacientemente, esperando que as feições familiares de Vincent Rowle surgissem em meio ao aglomerado de pessoas. E quando o viu sorrindo há alguns metros de distância, ela sentiu o coração afundar.
"VINCE!" Gritou, erguendo uma das mãos para acenar na sua direção, começando a encurtar a distância entre eles, o rosto se iluminando num sorriso que levou quase todo o início de suas férias de verão para surgir. "Vincent." Repetiu o nome dele quanto já estava próximo o suficiente, as sílabas tomando forma em seus lábios como uma velha canção que lhe trazia somente boas lembranças. Maureen sorriu e sentiu o calor de seu sangue sumir e ela perguntou a si mesma se isso era natural, se aquela súbita ansiedade ao vê-lo era aceitável ou comum para alguém que reencontrava um primo, um amigo de infância, alguém que ela viu crescer e que fazia parte de sua vida desde sua mais antiga memória. E com um coração agitado no peito, ela o abraçou, precisando inclinar-se para o alto e permanecer nas pontas dos pés para alcançá-lo e envolver o pescoço dele num abraço desajeitado e ansioso. "I missed you, you git." Murmurou numa voz baixa e risonha, rindo de sua própria incapacidade de recebê-lo sem um singelo xingamento. Não sentiu-se envergonhada por isso, no entanto. Ele a conhecia melhor do que ela mesma e sabia que não falava sério, que muitas vezes as coisas escapavam de seus lábios sem que ao menos pensasse no que estava dizendo.
Lá, com o rosto afundado na camisa bem passada de seu primo, Maureen sentiu aquela sensação de conforto que muitos tinham quando voltavam para casa. Seu lar era Somerset mas também era Vincent e Maureen não se surpreendeu ao constatar isso. Pelo contrário, apenas o abraçou com mais força, como se soltá-lo lhe causasse uma dor física insuportável.
vincentrowle replied to your post:can i melt your cold heart?
90% do tempo.
Shut up, Vincent. You don't get the chance to complain because you have the nicest part of me. You always had.
You and Florence, of course.