O bispo com os olhos vermelhos Suspirava em outra figuração margarina Seu corpo contrastando listras na pele para o linho O limbo de seus hinos compunha outros retalhos transversais A sugestão era amar com os bichos Fazer bichectomia para fotografias E o resto de sua carne deixar com revolução de pão Dando a cada ovelha na celebração de santa ceia Seda as tentações que tateiam-te o corpo Dê a voz aos anéis de ouros, estique as mãos Espere os beijos de lágrimas e E o lavar de teus pés pela carne dos lábios A guerra na ponta dos cascos Onde mastigavam forasteiros Impacientes, esperavam algo além da metáfora Da-me o ouro e aceitarei-lhe a barganha Bendito seja o ministério da bênção Que proteja a imagens de todos os bens Além de cavernas à luzes meio mastros Fogueiras varal, via tão solenemente o coração de banqueiro Romaria versus marcha Cruzada em caçadores de almas O internato de pombas brancas Doze vieram e caíram, vinte mil surgiram e também se foram... O símbolo estéril da cidade Vagava entre o cânone e a espada O capricho era o beijo servil Todo o alvo de meu escárnio já esteja preparado A comemoração de mais um ano Passa pela valsa com o carrasco O inferno residira em vossas casas Assim transportados pelos mesmos embaixo da língua...
Sacra-Fauna-Fonoaudiologia, Pierrot Ruivo










