ATENÇÃO - O começo deste texto se encontra em nosso Instagram: @espiritualidadeanimal_ (29/04/2020)
Para Marcel, a Eutanásia é considerada assassinato quando acontece por comodidade, como por exemplo, quando um abrigo que mata animais caso não sejam adotados em um determinado período de tempo, ou por seus donos não terem paciência necessária para cuidar deles.
Os animais, além de receberem proteção e cuidado dos seres humanos desencarnados, também os recebem de Espíritos Zoófilos (Já descritos no post anterior), que prestam assistência espiritual no momento do desencarne
Na Eutanásia, antes de aplicar a dose letal, o veterinário aplica anestésicos que irão inibir a dor e tirar a consciência do animal. No momento em que o animal perde a consciência é quando a ligação do espírito do animal com o corpo se rompe parcialmente. No momento em que se administra a dose letal é quando então a assistência espiritual auxilia no desencarne.
Quanta responsabilidade temos com os animais, tendo nós a consciência e liberdade de escolher por eles. São fundamentais nos diagnósticos e nos tratamentos dos animais, os profissionais responsáveis, os quais deverão esgotar todas as possibilidades de cura.
Também deve se aplicar aos animais o uso de água fluidificada e também orações. Em prece, peça pela saúde de seu animalzinho, que a espiritualidade amiga irá contribuir com uma ajuda de luz.
“Quando te encontres diante de alguém que a morte parece nimbar de sombra, recorda que a vida prossegue, além da grande renovação. Não de creias autorizado a desferir o golpe supremo naqueles que a agonia emudece, a pretexto de consolação e de amor, porque, muitas vezes, por trás dos olhos baços e das mãos desfalecentes, que parecem deitar o último adeus, apenas repontam avisos e advertências para que o erro seja sustado ou para que a senda se reajuste amanhã. Lembra-te de que, valorizando a existência na Terra, o próprio Cristo arrancou Lázaro às trevas do sepulcro, para que o amigo dileto conseguisse dispor de mais tempo para completar o tempo necessário à própria sublimação”. (XAVIER, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Livro Religião dos Espíritos)
Mas será justo matar um animal para lhe encurtar o sofrimento? Geraldo Lemos Neto, no site da Editora Vinha de Luz, de belo Horizonte destacou uma última e interessante entrevista, com perguntas e respostas de Richard Simonetti (10/10/1935 – 03/10 2018), escritor espírita brasileiro, sobre eutanásia em animal. Veja a seguir:
A razão rejeita a eutanásia
Um animal de estimação, um cão por exemplo, em avançada idade e enfrentando limitações e dores, deve ser morto?
– Devemos tratá-lo como o faríamos e um familiar muito querido: com carinho e atenção, melhorando sua condição de vida e amenizando seus padecimentos.
Não seria mais razoável praticar a eutanásia?
– Se a razão rejeita a eutanásia, em se tratando de familiares queridos em idêntica situação, por que fazê-lo com os animais? A principal objeção à eutanásia humana é o fato de que ela coloca a morte a serviço do homem, não de Deus.
Doenças e dores que afetam os seres humanos envolvem dívidas cármicas, o que não ocorre com os animais. Por que deixá-los sofrer se nada devem?
– Nem sempre a dor é problema cármico. A mulher que dá a luz não está cumprindo um carma. As dores do parto abrem as portas para a sublime experiência da maternidade. A velhice, com suas limitações e dores, longe de representar um carma, prepara o espírito para o retorno ao Além, ajudando-o a superar vícios e paixões que dificultam a readaptação à vida espiritual depois da reencarnação.
E quanto ao animal?
– As dores, que venha a enfrentar, agitam sua consciência embrionária, agilizando o trânsito da animalidade instintiva para o exercício da razão, favorecendo sua promoção a ser pensante, o espírito. Todos viemos de lá e certamente fomos trabalhados pelas dores do mundo, ao longo de múltiplas reencarnações.
Quando o cão é portador de leishmaniose, as autoridades sanitárias impõem a eutanásia, por medidas preventivas, evitando que outros animais ou seres humanos sejam contaminados por esse terrível mal. Não é medida razoável e justa?
– E quando o mal atinge um ser humano? Impõe-se a eutanásia? Obviamente, não. O paciente será isolado e tratado, objetivando-se a recuperação. O mesmo poderia ser feito com os animais contaminados. Ocorre que as autoridades agem de forma simplista. É mais fácil e barato eliminá-los do que isolá-los e tratá-los. Afinal – considera-se equivocadamente –, são apenas animais.
A Natureza deve seguir seu curso
Praticar a eutanásia animal não seria um ato de misericórdia, como recomendou Jesus, lembrando o profeta Oseias: “Misericórdia quero, não sacrifício” (Mateus, 9: 13)?
– É preciso cuidado com a interpretação dos textos evangélicos. A aplicação correta desse princípio tem sentido inverso. Praticar a misericórdia com os animais seria amenizar suas dores, não os sacrificar.
André Luís diz que alguém que desencarna submetido à eutanásia pode ter problemas de readaptação à vida espiritual. O mesmo acontece com os animais?
– Não sei se teriam problemas de readaptação, já que seu trânsito pela espiritualidade é breve, logo reencarnando, conforme está na questão 600 de O Livro dos Espíritos: “A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos espíritos superiores a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas”. Assim, com a eutanásia, perdem a oportunidade de agilizar seu desenvolvimento com a dor-evolução.
Fala-se hoje em ortotanásia (morte correta, no seu processo natural). Seria aplicável aos animais?
– Perfeitamente. Seria o comportamento ideal diante de um animal de estimação, em fase terminal. Cuidar bem dele, evitando que sofra, mediante a aplicação de medicamentos específicos, mas não fazer nada para lhe prolongar a existência. Oportuno deixar a Natureza seguir seu curso, sob a égide de Deus.










