Saudades de quando ficava na frente daquele computador branco, com o monitor de tubo, aquela caixinha que parecia que tinha contato com os extraterrestres porque toda hora fazia um barulho estranho. Já era tarde, eu conseguia ouvir o som do silêncio, a janela aberta e aquele vento frio entrava, junto com ele a melodia dos pássaros ecoava naquela imensidão escura e silenciosa, abria aquele aplicativo duvidoso para baixar música e deixava ela bem baixinha para combinar com o restante dos sons. E nessa orquestra totalmente inesperada e incerta o que chamava mais a atenção era aquele barulho do cooler do computador, parecia que tinha um jato dentro de casa. Quanta saudade daquele tempo, quanta saudade daqueles momentos. A vida passa tão depressa, que com a pressa do dia a dia a gente nem vê.
Gustavo Camargo.















