I loved you in every heartbeat
- Hoseok Imagine; 2410 palavras
Ela saiu de dentro do elevador e caminhou em direção ao quarto de seu paciente com um sorriso tímido em seus lábios, cumprimentou a enfermeira que passava apressada com um curto aceno e parou em uma das mesinhas que por ali estavam disposta a pegar um pouco de café. Enquanto despejava o liquido no copo descartável perdeu - se em pensamentos. Era hoje seu encontro com o homem do quarto 43, mais conhecido como Jung Hoseok, ou então como aquele que havia conquistado os sentimentos mais bonitos da jovem doutora com conversas aleatórias e sorrisos sinceros.
Jung Hoseok era candidato a receber um transplante de coração há três anos, e entre vindas e idas ao hospital conheceu (S/N), que tornou - se cirurgiã cardíaca e, sendo assim, passou a ter contato quase que diário com o belo moço.
- Pensei que não te veria hoje, doutora - Hoseok falou olhando - a quando a mesma entrou pela porta, sorriu quando viu a menina rir e negar com a cabeça.
Ele não entendia como ela conseguia ficar incrivelmente linda em um simples jaleco branco.
- Pensei que estaria descansando senhor Jung - puxou uma cadeira e sentou - se perto da maca após ler o prontuário atualizado e regular o soro que o mesmo estava recebendo em suas veias - Como está se sentindo? - segurou a mão do moreno.
- Estou bem, eu acho - sorriu e apertou a mão da médica - Na verdade, estou imensamente ansioso para nossa noite. Eu sei que não poderemos chegar aos finalmente... se é que me entende - ambos gargalharam - Mas estou ansioso para o nosso encontro.
- Se eu dissesse que não estou estaria mentindo - Hoseok sorriu voltou a colocar a cabeça sobre o travesseiro - Estamos a menos de 24 horas do seu transplante Hobi... - ele simplesmente amava quando ela o chamava pelo apelido - 24 horas para todo o inferno em que você vem vivendo acabe de vez! - uma lágrima escorreu pela face da menina – E você está parecendo tão bem, por Deus! Não sabe como eu estou feliz por você - Hoseok se apoiou no antebraço e passou uma das mãos pelo rosto dela, que pegou sua mão e levou até os lábios, depositando um beijo casto sobre ela - Eu quero que descanse e se prepare para daqui a pouco – se levantou e olhou – o com ternura.
- Eu mal posso esperar pelo meu encontro com a garota mais bonita desse hospital – sorriu e (S/N) passou as mãos pelos cabelos do moreno, que fechou os olhos e suspirou ao sentir o toque dela.
...
(S/N) não conseguia se decidir entre qual dos brincos usaria, qual a cor do batom que passaria ou então como deixaria seus cabelos. Se olhava de minuto em minuto no espelho do banheiro do hospital procurando qualquer defeito em sua roupa ou maquiagem. O nervosismo dela era palpável, sentia – se como uma garota de quinze anos prestes a sair com sua paixonite, podia jurar que seu coração sairia por sua boca a qualquer momento. Decidiu por manter os cabelos soltos e praguejou baixinho por não conseguir achar seu par de saltos, o que resultou em ela tendo de usar uma sapatilha sem graça e surrada. Guardou todos os seus pertences em seu armário e se olhou pela última vez no espelho, respirando fundo e sorrindo logo em seguida.
Seguiu pelos corredores sentindo as bochechas corarem quando enfermeiros e médicos do turno da noite a elogiavam, dizendo que ela estava linda demais e que aquele vestido realçava ainda mais suas curvas ocidentais. Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e abriu a porta do quarto de Hoseok vendo – o de frente para um espelho travando uma batalha contra sua gravata. Quando viu o reflexo da garota virou – se para trás e sentiu – se hipnotizado.
O vestido vermelho e solto que ia até a metade das coxas da menina a transformava em outra pessoa. Se com um jaleco ela já era perfeita, com aquele vestido ela superava qualquer adjetivo já inventando pela humanidade. Sorriu quando percebeu que ficou a olhando tempo demais e isso já estava a deixando constrangida.
- Você está tão bonita (S/N) – se aproximou da garota que sorriu lindamente ao ouvir o elogio do rapaz. Ela colou as mãos sobre os ombros dele e as desceu pelos braços do mais alto, que estavam cobertos por um lindo terno preto. Levantou os olhos para o rosto de Hoseok e sorriu ao o ver olhando – a com atenção e seriedade, como se analisa – se cada parte de seu rosto. Levou as mãos até a cintura dela e a acariciou enquanto a mesma ajeitava sua gravata do modo correto e verificava se os fios que estavam grudados em seu peito foram conectados de forma certa ao aparelho portátil.
- Você está tão bonito Hoseok, sempre duvidei do seu gosto pra moda, mas agora vejo que entende disso mais que eu! – o garoto riu, aproximou seus rostos e passou o nariz por sua bochecha de um modo delicado, fazendo – a levar as mãos até sua nuca e puxá – lo para um beijo calmo e cheio de paixão. Ele segurava a cintura da médica com possessividade tentando colar seus corpos o máximo possível enquanto a menina passava as mãos por seu pescoço e ombros. Se separaram quando o ar se fez necessário e sorriram um para o outro. Hoseok achou adorável o jeito em que a boca da menina estava manchada com o batom rosa claro e ela achava perfeito o jeito em que o coreano sorria, fazendo seus olhos se fecharem – E então, vamos? – se separou do garoto e estendeu uma mão para ele.
- Vamos – segurou a mão da garota e a seguiu pelos corredores – Estou me sentindo um bicho no zoológico, todos estão olhando pra gente – sussurrou para a garota que segurou uma risada.
- É porque formamos um belo casal – sussurrou de volta e o garoto riu concordando com a cabeça.
Adentraram o elevador e ela pressionou o botão do último andar, onde ficavam as salas de reuniões do hospital.
- Preparei uma surpresa pra você... na verdade, uma amiga me ajudou, mas não deixa de ser minha surpresa, não é mesmo? – riu fazendo – o rir também.
- Não vai me dizer que vocês duas estarão lá para realizar meu fetiche com duas garotas – sorriu malicioso e caiu na gargalhada ao ver a cara perplexa de sua menina – Estou apenas brincando meu anjo – a abraçou por trás e cheirou seu pescoço.
- Bobo – riu fechando os olhos e aproveitou os beijos que ele distribuía por seu ombro. O número do andar piscou e as portas abriram fazendo – a se desvencilhar do moreno. (S/N) caminhou a frente de Hoseok, o que possibilitou o rapaz avalia - lá sem a deixar constrangida. Definitivamente, ela possuía um corpo que fazia qualquer um deseja – lá como um verdadeiro louco.
A médica virou a chave que já estava no trinco, abrindo a porta e pode sentir seus olhos brilharem. Hoseok, que adentrou logo após ela, parou por alguns segundos para analisar tudo.
A sala possuía uma das paredes de vidro, o que possibilitava a vista das luzes da cidade. O cômodo estava iluminado apenas por velas, deixando – o assim mais romântico e sugestivo. Em uma pequena mesa havia pratos colocados cada um em uma ponta, com talheres em sua volta. Ao centro, uma bandeja coberta e duas taças próximas a uma caixa de suco de uva.
- Suco de uva? – Hoseok gargalhou enquanto puxava uma das cadeiras para a menina se sentar – Pensei que merecia ao menos uma taça de vinho ou então, na melhor das hipóteses, uma grande dose de whisky blended – riu sentando – se em seu lugar.
- Eu sou sua namorada mas, acima de tudo, sou sua médica! – riu, mas quando parou para pensar no que havia dito o desespero tomou conta de seu rosto.
- Namorada? – Hoseok sorriu brincalhão – Não me lembro do seu pedido senhorita (S/S) – pegou a mão da garota que estava sobre a mesa e entrelaçou seus dedos.
- Você entendeu o que eu quis dizer – sorriu sem graça e logo retomou a postura, abrindo a bandeja e rindo alto ao ver os olhos de seu acompanhante brilharem, igual criança ao ver doce.
- Você não tem noção do quanto eu sinto saudade de comida de verdade! – pegou uma grande porção de macarrão ao molho branco e algumas batatas assadas, ficando ainda mais animado ao ver o strogonoff de carne que também havia sido preparado.
- Até porque o que servimos no hospital é comida de mentira né? – gargalhou ao ver o menino rir com ironia de sua piada.
- Você entendeu o que eu quis dizer – piscou para ela que sorria e também se servia.
Comiam e conversavam sobre tudo. Conversavam sobre as fofocas do hospital e também sobre pacientes que já deram trabalho ao fazerem coisas inconvenientes, como o que jurava ser a Lady Gaga e não para de cantar, ou melhor, gritar a letra de Paparazzi. Conversavam sobre a infância e os micos da adolescência.
- Eu não acredito que você fez isso com ela! – A garota estava quase chorando de rir ao imaginar a cena que ele descrevia.
- Eu juro! Estávamos pelados quando a mãe dela entrou no quarto falando sobre o horário da igreja, eu teria rido se não estivesse com medo de apanhar do pai dela – riu ainda mais ao ver a garota a sua frente quase se engasgar com o suco que levava a boca.
- Eu daria tudo para voltar no tempo e presenciar essa cena! – gargalhou limpando as lágrimas que escapavam de seus olhos, mas ficou seria de um segundo para o outro ao ver o menino puxar o ar com mais força que o normal e uma careta de dor aparecer em seu rosto, ao mesmo tempo que o aparelho portátil começou a apitar de forma continua – Hoseok, você está bem? – saiu de seu lugar e se ajoelhou na frente dele, que possuía os olhos fechados e tentava acalmar seus pulmões – Hoseok, olha pra mim – segurou o queixo do garoto e ele a olhou.
- Eu... eu estou bem... – sorriu forçadamente e encostou suas costas sobre o encosto da cadeira, escutando o barulho feito pelo aparelho parar – (S/N)?
- Sim? – a garota analisava cada parte do rosto do menino, tentando capturar cada detalhe que possivelmente poderia entregar o que ele estava sentindo.
- Qual é o seu maior medo? – e então ela congelou.
Essa não era a pergunta que ela estava esperando, na verdade, não era o tipo de pergunta que ela gostaria de ouvir. (S/N) raramente se perguntava esse tipo de coisa, raramente pensava nesses tipos de sentimentos, mas foi inevitável a resposta para essa pergunta não aparecer em um segundo. O seu maior medo era perde – lo. O maior medo dela era viver em um mundo onde ele não estava, respirar o ar em que ele não compartilhava e, maior deles, construir um futuro onde ele não estivesse ao seu lado.
- Baratas – sorriu ao mentir. Não poderia falar a ele a verdade, não poderia fazer Hoseok sentir – se mal – E você? – e pelo olhar que recebeu de seu paciente, soube que compartilhavam do mesmo medo.
O maior medo de Hoseok era deixa – lá.
- Palhaços – os dois sorriram e Hoseok colocou a mão na nuca da garota, aproximou seus rostos e beijou seu nariz, fazendo a menina soltar uma risada baixa. Ela se levantou e se sentou sobre o colo dele, que sorriu malicioso e inicou um beijo lento e provocante, mordendo o lábio inferior da menina que rebolava lentamente sobre seu membro. O garoto segurou a cintura da menina fazendo – a parar de se mexer e afastou seus corpos levemente, virando o rosto quando a mesma tentou voltar a beija – lo – (S/N)...
- Hoseok, por favor... – segurou o rosto do menino fazendo – o olhar para ela.
- Não! – segurou as mãos da menina e as abaixou, assustando – a – Não (S/N), eu não posso deixar você me atiçar desse jeito sabendo que não poderemos fazer nada, sabendo que não te deixarei satisfeita... – ela negava com a cabeça e quando tentou falar foi interrompida novamente – Não sabe como eu queria poder te levar pro meu apartamento, tirar cada peça de roupa do seu corpo e te jogar na minha cama. Não sabe como eu queria poder tocar cada parte do seu corpo sem nenhum pudor e depois fazer amor com você até te fazer perder a voz de tanto gritar por prazer – soltou suas mãos e segurou sua cintura a abraçando, fazendo a garota encostar a cabeça sobre seu peito – Não sabe como eu queria fazer isso estando com o meu próprio coração... – sussurrou sentindo uma lágrima escorrer por seu rosto – Não sabe como me deixa louco por fazer com que eu te queira cada vez mais doutora (S/N) – a menina riu e levantou o tronco para olha – lo.
- Eu te amo Jung Hoseok – o menino sorriu e escondeu seu rosto no pescoço da menina.
- Eu te amo, (S/N) (S/S) – sussurrou, e suspirou ao senti – lá começando um cafuné em seus cabelos.
Ficaram assim por um longo tempo, apenas aproveitando o toque um do outro, apenas escutando suas respirações.
Quando já era tarde, (S/N) levou – o de volta ao quarto e o ajudou a trocar de roupa, fazendo comentários obscenos e escutando o garoto gargalhar com sua ousadia.
- Amanhã cedo volto para te ver – depositou um beijo casto sobre os lábios de Hoseok, que já estava deitado.
- Eu não vou sair daqui – ambos sorriram e (S/N) saiu do quarto, olhando uma última vez para o menino antes de fechar a porta.
A garota desceu os andares pela escada, chegando em alguns minutos no estacionamento e adentrou em seu carro. Antes de dar partida, se permitiu imaginar seu futuro ao lado de Hoseok, sorrindo sozinha ao conseguir visualiza – lo perfeitamente. Tirou o carro de vaga e logo pegou a estrada.
Hoseok dormia calmo. (S/N) observava a chuva que começava a cair. Hoseok sentiu uma forte dor. (S/N) já não conseguia mais sorrir. Hoseok era socorrido pelos enfermeiros. (S/N) parou o carro no acostamento. Hoseok sentiu o diminuir de seus batimentos.
E como se estivessem interligados (S/N) pode ouvir o barulho agudo da máquina que decretava a morte do rapaz, e soube, naquele momento, que mesmo respirando nunca mais se sentiria viva.

















