Muita gente nos pede dicas de Portugal, então resolvemos escrevê-las aqui para compartilhar com nossos amigos, começando pela capital Lisboa. <3
Portugal é um lugar que todo brasileiro deveria conhecer para entender um pouco mais sobre o outro lado da história e sobre as suas próprias origens. É um país particularmente barato, principalmente se comparado aos seus vizinhos europeus. Além disso, é bastante versátil, pois agrada todo tipo de viajante: grupos de família, casais, crianças, pessoas que curtem praia, montanha, aventura, castelos, história e claro: comida boa.
Viajamos para Portugal em fevereiro de 2017, em pleno inverno. Ficamos 20 dias, pois nosso objetivo era cruzar o país de trem comboio e ônibus autocarro - queríamos férias do trânsito. Fomos de TAP, no voo que sai à noite noite de Brasília e chega pela manhã em Lisboa. Do aeroporto até nosso apartamento, pegamos o Aerobus Transfer, que possui duas linhas e faz várias paradas em pontos centrais da cidade, terminais rodoviários e ferroviários. Este serviço funciona diariamente entre as 7h e 23h e custa €3,60. Descemos em uma praça e caminhamos tranquilamente com nossas malas até o apartamento. Recomendamos o serviço!
Agora chega de conversa e vamos ao que interessa: as dicas!
A pergunta que mais nos fazem: quantos dias devo ficar em Lisboa?
A resposta, obviamente, tem a ver com o tipo de viagem que você curte. Você gosta de aproveitar bem os lugares e curtir com mais calma ou tem energia para fazer todos os programas em um ritmo mais rápido? Apesar de termos bastante energia para desbravar as cidades andando o dia todo, nós somos do primeiro grupo e optamos por ficar 8 dias em Lisboa - contando que iríamos passar um dia inteiro em Cascais e outro em Sintra. Se valeu a pena? Demais. Até gostaria de ficar mais - mas confesso que essa é uma vontade minha em todas as viagens.
Onde ficar em Lisboa?
Ficamos em uma espécie de apart-hotel chamado GS Chiado Boutique Studios & Suites muito bacana no Chiado, um dos bairros mais agitados de Lisboa. O apartamento fica perto da Rua Garret, do famoso café A Brasileira, que existe desde 1905 e onde Fernando Pessoa costumava frequentar e também da livraria Bertrand - a maior e mais antiga de Portugal (já anota essas dicas!). Recomendamos demais a localização que é muito segura, perto de metrô, lojas, mercado, estações de comboio e sua centralidade, além de nos fazer ganhar tempo, nos dava a possibilidade de sair andando pela cidade (para os bairros mais ao alto ou para a parte mais baixa). Reservamos o apartamento pelo Booking e não tivemos problemas. Além disso, Dona Silvia, uma senhora brasileira que mora há mais de vinte anos em Portugal, cuidava dos apartamentos e nos deu muitas dicas bacanas, fora do circuito turístico. Ah! Não precisávamos andar com bolos de chaves (o que já aconteceu com a gente quando alugamos um apartamento em Praga), o acesso à portaria do prédio e ao apartamento é por um sistema digital com senhas. Você pode acessar o link do apartamento aqui.
Se eu for no inverno em Portugal, vou morrer de frio?
Não. Ao contrário de muitos países europeus, o inverno português é ameno, pegamos de 4 a 16 graus. É frio, mas não é tanto, né? Mas isso não quer dizer que é possível andar de bermuda e sem casacos. Lá venta muito, por isso é importante ter algum casaco "corta-vento" e se você for friorento, é legal usar uma roupa térmica por baixo para manter o calor no corpo e sempre levar echarpes ou lenços. Pegamos chuva temporal de boas-vindas só no primeiro dia lá. É sempre prudente colocar uma capa de chuva ou guarda chuva na mala também. Dizem que o verão lá é muito quente e insuportável (palavras da Dona Silvia). Talvez a primavera (abr-mai) e outono (set-nov) sejam as melhores estações para visitar a terrinha.
Como me locomover?
O transporte público em Lisboa é ótimo. Como andamos muito, usamos o metrô só para ir até o Parque das Nações, onde fica o Oceanário, até o terminal rodoviário, além do bondinho até o Castelo de São Jorge. Porém, se você não curte andar, a prefeitura criou o Lisboa Card para facilitar a viagem do turista, um cartão que além de transporte público, inclui alguns monumentos e passagem de trem para Sintra e Cascais. O preço desse cartão é de €19 em um período de 24h, €32 de 48h e €40 para 72h.
Onde comer em Lisboa?
O Time Out Market é basicamente um "mercado" que reune os melhores restaurantes e chefes de Lisboa. São 24 restaurantes e 8 bares, que funcionam de 10h às 0h. Tem comida para todos os gostos: hambúrguer, sobremesa, sushi, cervejas e pratos típicos, como Francesinha e pastel de nata. Fica na Av. 24 de Julho 49, 1200-479.
Onde comer peixe?
Foi no Restaurante D'Bacalhau onde mais comemos bacalhau na vida. Foram quatro pratos, acompanhados por um bom vinho - e todos estavam deliciosos! Vale a dica também pela extrema simpatia dos garçons, o que nos atendeu era brasileiro. O restaurante fica na região dos Parque das Nações, perto dos teleféricos.
Faca & Garfo: fomos almoçar nesse lugar logo após visitar as ruínas do Convento do Carmo (onde tomamos cerveja e ficamos curtindo a vista da cidade). Comemos um prato que vinha vários peixes e legumes (salmão, sardinha e outros peixes que não sei o nome). Estava gostoso, apesar de eu não ser a maior fã de peixe frito. O endereço é Rua da Condessa, 2. Próximo ao Convento do Carmo.
Onde mais vale a pena ir?
A Cultura do Hambúrguer é o lugar para comer aquele hambúrguer diferente e tomar cerveja. Comi um com molho de maionese com manjericão delicioso. Fica na Rua Salgadeiras, 38, Bairro Alto.
Já o Palácio Chiado foi uma das dicas da dona Silvia. O espaço incrível foi fundado em 1700 e foi moradia de condes e marqueses. Passou por incêndio, mudanças históricas, já foi escola de artes e em 2014 foi resgatado por empresários. Hoje, o espaço é dividido por seis restaurantes, dois bares e uma confeitaria. De fato, é um espaço interessante com sua arquitetura, obras de arte de 1800 e leões dourados. Se for lá, não deixe de ir no Meat Bar. O hambúrguer é muito gostoso e a batata frita é uma das melhores que já comemos na vida. Fica na Rua Alecrim, 70.
A Pastelaria Alcôa fica na Rua Garret e tem muitos doces típicos portugueses e maravilhosos. Vale a visita!
Wine not? Do ladinho do nosso apê, dica também da Dona Silvia, lugar perfeito para comer tapas, hambúrguer, peixe ou carne e tomar um bom vinho. Rua Ivens, 45.
Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau: aqui é uma parada típica de turista, mas obrigatória, pois os bolinhos de bacalhau com queijo de cabra são de outro mundo! Rua Augusta, 106.
Onde tomar café da manhã?
A Padaria Portuguesa é perfeita para quem quer economizar e tomar um café rápido. Lisboa é cheia delas, famosa por seus pães, docinhos e seu "pequeno almoço" com croissant, pão, sumo de laranja e café que sai por apenas €2,50.
Padaria e Pastelaria Sacolinha: ainda seguindo a vibe de bons preços, este lugar foi dica da Dona Silvia e é ótimo para um "pequeno almoço" saboroso e agrada o bolso. Eles servem diversos tipos de doces, biscoitos, pães, sanduíches e croissant. Café gostoso e ótimo atendimento. Rua Paiva de Andrada, 8.
O café mais "fofo"é o Nicolau Lisboa! O ambiente é aconchegante e o menu atende também os vegetarianos. Dentre as diversas opções no cardápio, o brunch custa €14, mas como vem muita coisa, dá para um casal dividir tranquilamente. Comemos uma panqueca com frutas vermelhas maravilhosa, uma torrada com abacate, ovos, um bowl de iogurte e frutas, além de suco e café. Ah! Vá cedinho ou fora dos horários de pico, pois fica muito cheio. Rua de São Nicolau, 17, Baixa, Lisboa
Tartine é outro lugar bacana que encontramos para tomar aquele café da manhã reforçado. No brunch vem: três tipos de pães, além de croissant, torrada, suco, ovos, granola com iogurte, queijo e geleia. Preço: €16 - mas também dá para um casal dividir. A não ser que você tenha fome para comer tudo isso sozinho. Rua Serpa Pinto, 15-A.
Onde comprar?
Há muitos shoppings, lojas de marcas bacanas, antiquários e feirinhas pela cidade. Apesar de ser um país barato, os preços das grandes redes são os mesmos do restante da Europa, então valide bem. Ainda assim, algumas coisas compensam como botas, casaco de frio e maquiagem.
Quais lugares valem a pena?
Em Lisboa há muitas atrações: desde praças, paços, parques, igrejas, elevador, museus, miradouros, castelo, até bairros com características próprias como Alfama e Parque das Nações. O interessante de visitá-los é conhecer um lado boêmio e antigo da cidade e outro, extremamente moderno, dando a impressão até que se está em outro país.
Parafraseando Pessoa, tudo vale a pena. Só que no caso, ao invés de alma, é o tempo que pode ser pequeno para tanta atividade. Por isso, vale a pena levantar os principais pontos turísticos e selecioná-los de acordo com a quantidade de dias que você vai ficar. Lembrando sempre do tempo da locomoção de um lugar para o outro, já que alguns pontos são bem afastados, como Belém e Parque das Nações e podem levar um dia ou um período inteiro. Não esqueça de checar a previsão do tempo para organizar as atividades. Por exemplo, visitas no museu ou no Oceanário são perfeitas para os dias de chuva.
Lugar que mais gostamos: Belém
Com certeza, Belém tem uma energia incrível e nos marcou muito. No Padrão dos Descobrimentos, ponto de saída das embarcações portuguesas, foi de onde também saiu a caravela de Cabral. No momento que fui tirar uma foto, uma estrela cadente caiu. Isso só é um sinal como esse lugar é mágico!
Também assistimos o entardecer na Torre de Belém. O sol se encontrando com o Rio Tejo é uma das cenas mais lindas que já vimos.
Lista de coisas para fazer em Lisboa
Tomar um shot de licor de ginjinha de Óbidos.
Comer as castanhas portuguesas quentinhas - melhor ainda se estiver sentado em uma praça vendo a vida passar;
Assistir o pôr do sol na Torre de Belém - tiver sorte talvez tenha algum músico por lá, como no dia em que fomos;
Subir no topo do Padrão dos Descobrimentos e contemplar a vista incrível do Rio Tejo, a Ponte 25 de Abril (depois nos conte se ela te lembra alguma outra), a torre, o Monastério dos Jerônimos e a Rosa dos Ventos lá embaixo.
Visitar o incrível Monastério dos Jerônimos e comer pastel de nata;
Tomar uma cerveja Sagres curtindo a vista da cidade no Miradouro de São Pedro de Alcântara;
Andar de bondinho eléctrico pela cidade;
Se perder entre as ruelas de Alfama;
Ir a um show de fado (Tasca do Chico é a dica);
Caminhar pelo Parque Eduardo VII;
Contemplar a vista no Castelo de São Jorge;
Subir no Arco da Rua Augusta e contemplar a incrível vista do Tejo e da cidade;
Voltar a ser criança no Oceanário de Lisboa e andar de teleférico no Parque das Nações.
Portugal é um país incrível e vale muito chegar lá de mente e coração abertos. Para nós, ele tem o poder de desacelerar o tempo. Com certeza será uma experiência transformadora para você também.
Desde que eu, @taismatos, me entendo por gente, sempre gostei muito de cachorros. Não precisa me conhecer muito para perceber isso. É algo da minha personalidade e sempre fez parte de mim.
De um tempo pra cá, percebi que tenho muitas fotografias de cachorros e seus donos pelo mundo afora. Sabe como é: uma câmera na mão e muito amor por cães. Daí nasceu o “Cachorros do mundo”. O maior objetivo deste projeto fotográfico é celebrar o amor pelos cães. E também, por meio dos registros, mostrar o amor deles pelos seus tutores.
Há quem diga que é algo bobo e que eu poderia focar em outras causas. Mas como uma amiga querida disse: o mundo anda precisando de amor. Então vamos celebrá-lo. ❤️
Tive a sorte de ter a companhia de 5 cães durante a minha vida e eles muito me ensinaram sobre amizade. Este projeto é para eles também.
Se você é fã de cachorros, dê uma passadinha no: @oscachorrosdomundo
Esse galã da foto é o Zulu - dog da minha amiga Andresa Trentini e uma das maiores incentivadoras deste projeto.