Eu basicamente sou um ser herbívoro, ruminante de pensamentos.
Muitas vezes eu tenho de me alertar “ei, esse negócio tá amargando na tua boca já!”. Eu penso demais. Mas acho que por um lado todo mundo é assim, né? Com situações difíceis, com aceitar que a gente perdeu. Como diria a Mari “Mais uma vez me vi cair, dessa vez o time perdeu”; Na teoria é tão simples, só não foi do jeito que você queria. Na prática é tãooo mais difícil, como explicar pra essa criança que não, não pode, não, não é sobre você, não, não é agora…?
Sem contornar, sem dar desculpas, sem essa de superar como se fosse uma subida. Não é sobre superar é sobre aceitar, só aceita. Não tem o que fazer, não da pra reinventar a roda. E por mais que isso esteja parecendo um grande pessimismo ou uma vitimização, pelo contrario, é um alivio! É um alivio conseguir aceitar que as coisas não estão sob meu controle, que eu não tenho culpa, que eu sei o que eu sei e que eu fiz o que eu podia fazer, por mais que pareça que eu pudesse fazer mais, naquele momento o que eu fiz era o que eu conseguia fazer.
Entregar, deixar rolar e acima de tudo confiar no movimento, acreditar que tá tudo bem é sempre um desafio. Mas é só assim que a gente transforma o que nos acontece ne? Isso faz parte do processo, um eterno ir e vir até o fim dos tempos. Só eu sei as voltas que essa cabecinha aqui da pelo universo.
Olha, eu aceito. É um arco-íris de sentimentos, mas eu aceito.