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@tenhofome
Oi… vocês também estão se sentindo tão solitários quanto eu? Hoje meu dia foi extremamente comum, previsível demais. Passei por ele como um fantasma que esqueceu que morreu há muito tempo e segue seus dias como se ainda estivesse vivo.
Pensei que estava bem. Mas, à noite, sinto essa pressão no peito, e a sua imagem retorna à memória. Então me pergunto: talvez, se eu te visse — apenas um pouco — tudo voltaria a ser bom outra vez.
Eu sei, é um pensamento tolo. Mesmo assim, ainda penso em você.
Eu sinto a sua falta, ainda te amo.
Ainda deixo a porta aberta quando chego do trabalho.
Deixo aberta por longos minutos, como quem estende um último fio de esperança,
esperando que você apareça.
Depois eu a fecho devagar,
e fico ali, atenta, tentando ouvir passos,
a sua voz dizendo “abre pra mim”,
se desculpando pelo atraso,
inventando qualquer motivo só pra voltar.
Mas você não vem.
Nunca chega.
Talvez, um dia,
eu consiga fechá-la de vez —
e atravessar essa porta sem imaginar
que você pensou em vir,
ou que faria uma surpresa.
Quem sabe.
Hoje eu queria largar tudo,
sair correndo do trabalho,
bater na sua porta sem pensar,
te olhar nos olhos e dizer —
eu te amo.
Te agarrar com força,
te beijar até o tempo parar,
implorar mais uma chance,
não pra recomeçar,
mas pra ser melhor,
pra te fazer feliz de verdade.
Dói não poder te chamar de meu amor,
meu moreno, meu bebê,
minha vida, mon cher.
Dói viver fingindo que passou
quando tudo em mim ainda é você.
Hoje eu pensei em você.
Pensei o dia inteiro.
Me estressei, depois me acalmei,
quase chorei, quase corri até você.
Quis brigar, gritar,
decidir por nós dois
que ficaríamos juntos —
não importasse o que você achasse.
Quando cheguei em casa, desabei.
É estranho chamar de casa
um lugar onde você não está.
Meu lar ficou longe,
meu refúgio, minha calma,
meu canto favorito —
tudo longe demais.
E eu tento voltar,
mas não consigo.
Será que sou tão difícil de amar?
Tão ruim assim?
Porque eu te amo.
Te amo tanto.
Mas nem isso posso dizer.
Queria gritar pro mundo:
eu te amo,
sou tua,
somos um.
Mas não posso.
Então morro —
em silêncio.
Essa madrugada choveu
Choveu como chove em mim,
todas as noites.
Mesmo sozinha,
ainda deixo o seu espaço na cama —
como se o vazio tivesse o seu nome.
Continuo esperando você vir dormir,
mas você nunca vem.