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Você me faz sentir como uma obra de arte Suspensa em sua parede, como o meu coração Fazendo sombras mesmo no escuro Estou transparente mas não vou desmoronar
Camila Queiroz
Sinceramente, o físico não me importa. Quando se ama, se faz com o coração e não com os olhos e isso é algo que muitos deveriam aprender.
Niall Horan
Não há, nesse mundo, coisa melhor do que olhar pra trás e ver a quantidade de coisas pelas quais você passou e superou. É bom demais parar dez minutos pra pensar no quanto você evoluiu, o quanto você foi desapegando de coisas que dizia não viver sem. Ver o quanto você mudou de opinião, que coisas que você jurou jamais fazer, hoje você faz e nem percebe. É incrível notar que algumas pessoas que, anos atrás te juraram companhia, ainda estão do seu lado, e é incrivelmente estranho como outras saíram da sua vida e você nem viu. A gente vai desapegando tão lentamente de algumas coisas que quando vê, já era. É tarde demais. Quando vê, você já ama outra cor, outro cheiro, outras músicas. De repente seu filme favorito não é mais o mesmo, e nem sequer do mesmo gênero. Quando você olha ao redor, tem gente de menos, e que aquelas que você julgava ‘amigos’, hoje, estão em caminhos totalmente diferentes do seu. Quando percebe, seu ‘bom dia’ pertence a outros. Percebe que está sobrando espaço para companhias e que seu coração ficou grande demais pra pequena quantidade de pessoas que restam na sua vida. Percebe que não importa o tempo, a distância ou o grau de importância que você dá para alguém, simplesmente, ela continua com você. Quando você para pra pensar, nota que qualquer motivo, por menor que seja, é sinônimo de juntar a turma e sair pra beber, na tentativa de preencher algum vazio aí dentro. Percebe que não importa quantas piadas você faz por dia pra tentar se alegrar ou se distrair, à noite, você continua sendo ridiculamente sozinha. Percebe também que o colo da sua mãe ficou pequeno demais pra te confortar, e que seus problemas, agora são ‘problemas de gente grande’ e que o pequeno agora é você. Você olha em volta e, por segundos, vê que quase tudo tomou outra forma, que muita coisa que era divertido, pra você, ficou chato. Mas ainda é gratificante comparar o ontem com o hoje e ver o quanto cresceu e nem notou, o quanto o tempo fez bem para você e para tudo aquilo que está ao seu redor. E não tem outro jeito, o tempo vai continuar te fazendo bem, porque crescer é infinito. E que não importa se você é adepto ou não às mudanças, muita coisa vai mudar. Muita coisa já mudou.
Motivando.
Uma vez eu ouvi que era burrice aceitar apenas a amizade de uma pessoa por quem você é apaixonado. E isso me atingiu como um tapa na cara, um balde de água gelada sobre mim. E me fez ver o quando eu estava tentando adiar o inevitável. Eu teria que me afastar da Nina, pois, uma hora ou outra, o que eu sinto por ela iria me fazer mal. Me fez ver o quanto eu estava sendo tolo ao esperar por uma coisa que não iria acontecer. Me fez ver que eu não podia, e não dava para me contentar com tão pouco, quando o que eu queria era muito. Quando o que eu esperava dela era o amor que não viria. Estava estampado na minha cara que só a sua amizade não me bastava, mas era apenas isso que ela tinha a me oferecer. E por um bom tempo eu quis me convencer de que isso era melhor que excluí-la de uma vez por todas da minha vida. Quis me convencer de que essa seria a atitude de quem gosta de verdade, de preferir as migalhas de carinhos do que nada. Talvez uma pessoa forte e de espírito evoluído conseguisse passar por essa situação numa boa, e por um momento eu realmente quis aparentar e ser forte o bastante. Mas me desculpa, eu sou fraco. E era inevitável que isso me machucaria, estava nítido que eu estava aceitando as pequenas doses de dor que estavam me atingindo, fingindo que ainda havia alguma esperança, que talvez ela viesse a prestar atenção em mim, e dar valor ao que sinto por ela. Eu tinha esperança que um dia esse sentimento viesse a se tornar recíproco. Acho que a miopia dela me atingiu, e eu não quis ver o que estava bem na minha frente. Não quis ver que tudo isso estava sendo em vão. Estava guardando um amor para alguém que não estava disposta a recebê-lo.
Contos de Will e Nina, por Christiellen Pinto.
A gente é estranho. Eu corro atrás, te valorizo, te dou o meu melhor. E você age com indiferença, uma indiferença que ao mesmo tempo, não sei decifrar se existe algo a mais. Eu me afasto e você fica na sua. E quando eu, finalmente, começo a deixar você para trás, você volta e me puxa, me agarra, me chama. A gente é estranho e você é complexo. Se decide, me deixa ir ou me faz ficar. Só não fica nesse meio termo. Desse jeito eu não aguento. Enlouqueço. Boatos dizem que já enlouqueci.
Allax Garcia.
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.
Caio Fernando Abreu.
E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri olhando pra quilo, você não tem ideia. Mas das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com saudade e mágoa misturadas. Porque você tinha que morrer? Porque você tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me obrigar a fingir estar viva pra todo mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimônia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de verdade, do jeito que eu preferia que morresse. Você está ai vivo, vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranqüilo, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu não consigo? Porque você não podia ser alguém? Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu agüentei besteiras. Agüentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.
A sua foto. Tati Bernardi.
Por você eu pegaria estrelas do céu só para te provar que seu sorriso, brilha mais que elas
Camila Lopes
Eu poderia escrever uma história sobre isso. Um livro enorme com setecentas páginas com palavras miúdas impressas contando a tragédia que é estar viva agora. É uma condição, eu sei. Não estar morrendo, mas em contra partida não estar vivendo. Às vezes eu só queria poder fazer algo a respeito porque a sensação de estar presa dentro de mim mesma, e de não encontrar nenhuma brechinha pra sair, é dolorosa. Eu tomo banhos. Às vezes oito vezes por dia. Esfrego o corpo inteiro, esfolo a pele, lavo os cabelos até criarem pontas duplas, mas a alma não quer sair. Tiro as roupas e ando pela casa tentando me tirar de mim. Nada adianta, e eu não culpo a vida nem ninguém por estar assim. Foi uma escolha, um caminho sem volta, uma rua sem saída que eu entrei. Fechei minhas portas pra que mais ninguém entrasse e bagunçasse as minhas coisas, mas agora tá tudo arrumado demais. Tá tudo limpo e organizado em uma proporção que me sufoca. Eu sinto falta de ser transparente. De deixar todo mundo entrar e sair e não me importar com isso porque amar era bom demais pra perder tempo cobrando permanência. Eu sinto falta dos amigos que eu fui perdendo inevitavelmente pelo caminho - vezes por estupidez da minha parte, eu admito. Saudade é pra quem ama, sentir falta é pra quem perde alguma coisa. E eu sinto, eu sinto demais, eu sinto mais do que eu queria sentir. E é ainda pior quando as chances de recuperar o que se foi perdido escapam pelos dedos com o passar do tempo. A vida colocou oportunidades na minha frente, mas eu estava estagnada, fadigada, e exausta demais para fazer algo a respeito. E o tempo correu veloz com a astúcia de ser sempre quem vence as corridas mais longas. E então a bandeira branca é levantada: precisa-se de paz. Mas a paz também dói, e dói bem fundo. As lembranças não morrem na guerra, mas tudo bem lembrar. Tudo bem se lembrar das risadas que fizeram doer o estômago, porque não tem coisa mais gostosa do que isso no mundo. Mas depois só lembrar não adianta porque perder tudo é uma condição permanente. Eu sinto falta, mas tanta, tanta falta que nas noites mais tristes respirar não é uma opção. Imagino um zíper nas costas e saio de mim mesma por algum tempo porque dentro de mim nesses momentos não é um bom lugar para se estar. O lado de fora também é bem ruim. Em carne viva, paralisada e com frio, eu já não sei mais: eu estou do lado de dentro ou do lado de fora?
Lunara.
Que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca? Que bicho feroz são seus cabelos, que à noite você solta? De que é que você brinca? Que horas você volta? Seu beijo nos meus olhos, seus pés, que o chão sequer não tocam. A seda a roçar no quarto escuro, e a réstia sob a porta. Onde é que você some? Que horas você volta? Quem é essa voz? Que assombração seu corpo carrega? Terá um capuz? Será o ladrão? Que horas você chega? Me sopre novamente as canções, com que você me engana. Que blusa você, com o seu cheiro, deixou na minha cama? Você, quando não dorme, quem é que você chama? Pra quem você tem olhos azuis, e com as manhãs remoça. E à noite, pra quem você é uma luz debaixo da porta? No sonho de quem você vai e vem, com os cabelos que você solta? Que horas, me diga que horas, me diga, que horas você volta?
Chico Buarque
Eu te amo muito, você é uma pessoa incrível eu não consigo te odiar por nada do que fez e quero que você se lembre sempre quando eu não estiver mas aqui que você é a pessoa mas especial que conheci em minha vida. Eu me apaixonei por cada detalhe do seu rosto, de você por inteiro e eu sempre vou me lembrar dos momentos bons disso tudo. Não irei guardar mágoas e cada lágrima que está caindo agora está doendo um pouquinho aqui dentro porque falar sobre você ultimamente está difícil não chorar; mas eu só peço que você se cuide por favor tem alguém que te ama no mundo; você será sempre importante pra mim não esqueça disso. E sorria mais, pra mostrar suas covinhas são fofas é lindo você é lindo não esqueça disso meu amor. Onde você estiver guarda isso com você; te amo tanto se cuide muito.
Clamaste
O amor pode ser descrito de diversas palavras e sentido por diversos sentimentos. O amor pode ser também um risco para um mas um sonho para outros, o amor ele pode te mudar para pior mas também pode melhorar o que há de pior em você. O amor ele é um sentimento confuso, estranho e até mesmo esquisito, ele nos muda da noite para o dia, nos faz sentir diversos sentimentos que nem mesmo conhecemos, como se o amor fosse um doce ou salgado no qual você nunca provou e acaba tendo um gosto tão gostoso que tem medo de que esse doce ou salgado acabe, mas uma coisa importante que podemos fixar. Amar é algo perigoso, é como viver em um caminho onde tem várias facas apontadas para você podendo ou não te machucar, isso dependendo do seu movimento. O amor é confuso e por mais confuso que seja, não desistimos tão fácil de amar. Esse é o significado do amor para mim, e para você, o que significa?.
Dramaturgia do amor.
Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê-lo. Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não gritavam quando eu acendia a luz do quarto, não faziam uso de um cigarro que me irritava profundamente e sobretudo minha rinite alérgica, não amavam os amigos acima de, não espirravam de uma maneira a deixar um fio de meleca pendurado no nariz, não usavam cueca rosa, não cantavam tão mal e tampouco cismavam de imitar o Led Zeppelin, não tinham a mania de aumentar o rádio quando eu estava falando, não tiravam sarro do bairro em que nasci, não insistiam em classificar minhas mãos e pés como seres de outro planeta, não ligavam se eu confundisse italiano com espanhol e argentino, nomes de capitais, movimentos artísticos, datas de revoluções e nomes de queijo, era ele que eu amava, era ele que eu queria. E ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que conheciam a Europa e não entupiam o ralo com cabelos, mulheres que tinham nascido em bairros nobres e charmosos de São Paulo, ou melhor, do Rio de Janeiro, mulheres que arrumavam a cama e não demoravam tanto para sentir prazer, não entravam de sapato no carpete, não tinham uma blusa ridícula com uma rajada de dourado, não eram dentuças e tampouco testudas, não cantavam tão mal, não tinham medo de cachorros pequenos, não reclamavam do ar-condicionado e nem tinham medo de perder a mãe ou comer uma comida muito temperada, era eu que ele amava, era eu que ele queria. Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filme fraco com final feliz, gostamos dos europeus “cult” onde na maioria das vezes as pessoas sofrem e perdem, assim como aconteceu com a gente.
Tati Bernardi.
Ela é simplesmente única. É sensível, bastante educada, forte, destemida e clássica (como eu). Ama músicas dos anos 70 a 90; desaba por algo bobo, mas mostra-se firme para todos; aparenta ter um coração de pedra, mas ela é doce como o mel feito pelas melhores abelhas; ela é seca, muito seca, quando quer, mas é amável com quem ama e se sente confortável; dedicou-se muito a mim, fazendo coisas que nunca fizera em sua vida, sentindo coisas que nunca sentira – o mesmo vale para mim –; nossos sonhos são convergentes e se encaixam num perfeito quebra-cabeças; ela ama cachorros, orquídeas, coxinhas e odeia a cor rosa; ela é ciumenta, meiga, menininha de tudo, mas ao mesmo tempo é uma grande mulher; nascemos no mesmo dia, mas sou um ano mais velho; ela está terminando a faculdade; eu estou no início de uma pós-graduação. Passaram diversas pessoas por nossas vidas, mas isto que existe entre nós é único. O sorriso dela me faz sorrir; o corpo dela me alucina; seu beijo me leva ao delírio; e seu olhar me desnorteia. Ah, o olhar dela. Aqueles olhos grandes, lindos e da cor de avelã, fazem-me sonhar, ter esperanças e me deixa com a certeza de que ela é a mulher de minha vida.
Bruno Estevam
Sabe quando você jura nunca mais esperar por alguém, deixa o sentimento adormecendo em sono leve, mas basta uma movimentação nova para que ele desperte? É assim que eu me sinto todas as vezes as quais você volta, mesmo que de passagem. Mesmo com os altos e baixos, sua presença me traz equilíbrio. E é justamente dela, que por mais que tema, desejo. Meus pensamentos há tempos já estão de encontro aos seus, o grito por “não desista de mim”, preso na garganta. Em meus olhos um pedido “fique para sempre” onde qualquer curioso seria capaz de observar. Todos os dias doses diárias de expetativas são digeridas. Agora quero saber, me diga, se um dia daria certo eu e você?
Luciana Galhardo.