“ — Não é por que uma porta está aberta que deve entrar sem pedir permissão, e isso se aplica a várias coisas. Para começar, você não sabia o que poderia te esperar aqui. Se tem mania de brigar e invadir lugares, qualquer dia desses, alguém vai meter um fodendo tiro no meio da sua testa.“ _Diz, ainda encarando-a com irritação notória._ Eu no seu lugar, abaixaria a bola e começaria a analisar os fatos com coerência. Não está em posição de sair na defensiva. Você invadiu a minha casa. Esperava o que? Que eu perguntasse quem é descendo as escadas temerosamente e oferecesse chá com bolachas? Isto aqui não é um filme de terror. É a maldita vida real. É uma porra de cidade com uma onda de assassinatos acontecendo e ninguém sabe quem é o responsável. Entrou sem ser convidada, ataquei. Instinto de defesa, assim como o que a motivou a me dar um soco.” _Respira fundo e passa ambas as mãos no rosto, com certo nervosismo._ “Meu nome é Joffrey e eu não costumo atacar as pessoas, mas você me pegou em um dia muito ruim. Mas não vou me desculpar, de todos os modos. E se realmente vai ir brigar la fora, antes de apanhar e bater, trate de esclarecer que não tem nada a ver comigo. Não quero ter minha casa depredada por arruaceiros que possam pensar que sou seu amiguinho ou coisa do tipo. E só para esclarecer, não compreendo o que quis dizer com brigar aqui dentro. Passei da fase de caçar problemas por qualquer motivo.”
“Foi uma emergência e, em minha defesa, eu não sabia que tinha alguém morando aqui. Até porque ninguém deixa a porta aberta assim hoje em dia. Ei! Eu não tenho mania de nada disso. Eu brigo com as pessoas sem querer, porque elas me irritam e não costumo invadir lugares. Não habitados, pelo menos. Se você estivesse no meu lugar, provavelmente falaria mesmo, o que seria uma benção.” Tessa retrucou, revirando os olhos rapidamente por conta da irritação dele que se refletia nela. “Tecnicamente, em cenas assim de filme de terror você não teria tempo de me servir chá e bolachas porque eu te mataria. Mas, como já pode ter percebido, eu não tenho dom algum para assassina e você poderia me impedir com um braço só, por mais que me doa admitir isso. E, pensando por esse lado, eu quem deveria estar com medo. Afinal, como eu vou saber se você não é um assassino? Isso sim seria algo bom para se pensar antes de entrar na casa de alguém. Ok, entendi. Eu não deveria ter entrado e definitivamente não deveria ter te socado. Foi mal.” disse a contra gosto, levantando as mãos em sinal de rendição. “Um dia muito, muito ruim. Não espero desculpas mesmo. Eu não quero ir brigar lá fora, foi isso começou tudo, afinal. Então não pretendo falar nada para ninguém, isso é, se ainda estiver alguém lá. Ninguém vai depredar sua preciosa porém destrancada casa, não se preocupe. Ora, como não? Você me empurrou para parede, eu te dei um soco, você está irritado, eu estou ficando irritada... Isso tem potencial de briga. Mas estou tentando evitar.”