A vida é subjetiva
Ontem, perdendo meu tempo como uma desempregada desocupada, vistoriando as atualizações da vida alheia, deparei-me com um familiar - não íntimo - participando de um evento sobre life coaching, cuja filosofia ele já vinha cultuando em suas redes sociais. Não sou formada em psicologia ou em qualquer outra área similar para que eu possa falar com propriedade científica sobre esse tema; sou somente uma pessoa com excesso de tempo vago expondo esse meu pequeno ranço (fiquem à vontade para discordar em silêncio). Nunca acreditei nesse modo de pensamento, que para mim não passa de uma filosofia elitista e até um pouco fajuta. As frases de efeito, positivistas demais (que só se encaixam para uma pequena parte da população), são uma filosofia de subjeções que se baseia no preto e no branco e que esquece que a vida é feita de subjetividades. É uma receita de como se dar bem na vida para pessoas que já estão bem ou que têm tudo para que isso aconteça.A vida não tem receita pronta, não tem manual de instruções e nem cartilhas. Para você que segue essa filosofia, a vida pode parecer vencível se você se esforçar e der o seu melhor. No final, você será retribuído da forma que esperava. Mas o final não é previsível; a vida não é previsível, não se engane.Algumas coisas são previsíveis, como a ligação de spam que provavelmente iremos receber todos os dias; a queda de bicicleta quando tentamos aprender (apesar de eu não ter aprendido); o sino da igreja que toca às 18h; ou o alívio ao urinar quando você está com muita vontade. Mas o percurso da vida não é previsível.As pessoas não são previsíveis; a partida e os caminhos não são iguais, muito menos a chegada. Talvez eu não esteja colhendo bons frutos na minha vida por não seguir um life coach, ou talvez tudo que eu tenha dito faça sentido e tenha lógica. Talvez a lógica nem tenha tanta lógica assim, já que até a lógica tem suas subjetividades.



















