“São escolhas, sweetheart, mas eu não posso te levar desse jeito para a festa, não é? O seu cabelo está gritando por uma transformação. E você já devia saber nesse ponto, que eu jamais faria maldades com você, uh? Vai ser pro seu bem, baby, confia” ela falou antes de levantar a taça de champanhe que roubara da adega dos adultos. Largou a taça e se levantou, analisando-o enquanto passava a se aproximar. Barbara gostava e muito de ter seu chaveirinho por ali, levando Callisto de cima para baixo. Como uma boa mean girl, ela precisava de seus seguidores - mas definitivamente não podia leva-lo daquela forma para a festa que rolaria naquela noite. Fala sério, não havia como. Foi se aproximando com uma pinça em mãos e revirou os olhos ao ouvir aquele drama todo “Eu vou tirar sua sobrancelha, só isso. Dá pra deitar ai e relaxar? Eu sei o que eu estou fazendo e você, claramente, não sabe. Quer parar quieto? E se choramingar eu vou raspar esse cabelo”
˙ ˖ ✶ Barbara tinha um efeito sobre si do qual Callisto não gostava. Não por ter receio com a outra ou não gostar dela, apenas achava que se desdobrava muito facilmente para a outra e isso era perigoso. Bom, pelo menos na visão do Elsher. "Tá bom." Suspirou pesadamente, começando a soltar a toalha que estava presa na cabeça depois de ter tomado um banho e lavado o cabelo para ajudar a outra na transformação. "Só deixa eu tirar esse troço da minha cabeça primeiro." O mágico dos clichê de escola, era o fato que, dependendo do filme, o nerd poderia acabar surpreendendo os expectadores. Claro, por si só ou em ambientes cheios de gente, qualquer mínimo ajuste poderia passar despercebido pelos olhos alheios. Ainda sim, quando esse se encontrava sozinho, com alguém em específico ou estava em um processo de makeover, quase sempre se mostrava uma figura surpreendentemente atraente, mesmo que não tivesse sido notado antes. Era o caso de Callisto, já sem as roupas formais de mais, com cabelos molhados e usando lentes de contato, chegava a quase ser uma pessoa diferente. O irritante desses clichês era o fato que ele especialmente, não parecia notar isso, sendo evidenciado por ele apenas de reclinar para trás, deixando a outra de aproximar com a pinça. "Eu confio em você." Afirmou com uma voz mais baixa, fechando os olhos e tentando relaxar mais um pouco para o esforço que deveria ser feiro de sua parte. "Pelo menos confio em você quando não esta irritada comigo." O sorriso de canto era quase como uma cereja no bolo, crucial para coroar a aparência impecável do outro, agora livre das roupas e detalhes pesados que a narrativa lhe obrigava a usar. “Você sabe ser bem assustadora quando quer, Barb.”