Meu primeiro conto erótico
Bom, começou da seguinte forma. Era frio, bem frio, alugamos um quarto de um hotel em Sorocaba(a cliente era de lá e muito reservada(claro, também foi uma exigência do marido que fosse na cidade)). Havíamos preparado para o cenário algumas luzes quentes, uma garrafa de vinho Carbenet Sauvignon de escolha da cliente e algumas peças de lingerie tanga, com alça fina e um pouco de transparência nas maiores partes da peça. O look dela era calça legging, um salto camurça preto combinando com a calça e cropped branco de renda com brincos de argola. Ela havia preparado o cabelo de uma maneira que ficava fino mas ao mesmo tempo ondulado, porém com um movimento leve que caía sobre os ombros. Eu fui bem à vontade, acredito que os trajes leves me permitem trabalhar melhor. Um short que uso para exercícios, um tênis simples e uma camiseta básica sem estampa. Totalmente diferente do traje de reunião que transparece mais formalidade. De fato isso é necessário pois alguns clientes precisam ver você bem vestido para te ouvir bem.
Comecei conversando com ela enquanto abria a garrafa de vinho. Uma estratégia é falar de diversos assuntos, menos sobre o ensaio, paixão ou qualquer coisa que remeta aquele propósito. Falamos sobre nossos animais de estimação, como ela amava gatos e que na sua última viagem a Marnay, cidade francesa divisa com a França, havia se apaixonado por um gato persa que viu na rua sem coleira.
No primeiro instante que peguei na câmera ela recuou, notei na sua postura um êxito, normalmente pela falta de experiência em ensaios, ou quem sabe, indelicadeza de minha parte não a fazer tocar a câmera para desmistificar a ótica que as pessoas tem de que o fotógrafo fica atrás das lentes de maneira interpessoal. Peguei sua mão, trouxe até meu colo, e coloquei sua palma sobre o equipamento. Isto a ajudou a se soltar, ela soltou um riso aliviado e criamos um tom de humor no ambiente.
Mostrei-a alguns funcionamentos básicos do equipamento; controlar luz, valorizar o desfoque e etc. Ela adorou a estética da lente que usei que não possuía zoom e proporcionava uma visão ampla de todo o cenário. E confessou, que estudar fotografia era um hobbie que ela sempre negou iniciar. Disse que aprender a operar a câmera e seguir regras básicas matemáticas dentro do quadro da imagem era fácil. A parte mais importante que poucos fotógrafos sabiam era como se conecta com quem está em frente a câmera. Disse também que a linguagem corporal revela diversos segredos sobre cada pessoa, e falei: "assim como sei, que pela sua postura de queixo levantado, braços descruzados e cotovelos abertos, está mais confiante com a minha presença". Então ela descruzou e cruzou novamente as pernas invertendo qual das duas estaria sobre a outra e compartilhei: "E este gesto me mostra que não discorda da minha afirmação e ainda quer saber mais". Ela sorriu.
Conversamos mais um pouco sobre o assunto e quando menos se esperava comecei a fotografá-la, contar histórias com minha câmera, fazer do cenário um lugar propício, e enquanto a temperatura lá fora abaixava cada vez mais, dentro do quarto(por conta das janelas fechadas, criavas-se uma camada espessa de calor e embaçava as janelas.
Então sugeri, em tom de risada, abrir a janela e congelarmos ou permitir que eu tirasse a camiseta. Ela preferiu a segunda opção. Claro, não tenho um corpo atlético ou algo do tipo, mas sempre estive no meu peso ideal e nunca deixei de correr, pedalar e praticar skate(meu esporte que durante anos eu competi).
Em torno de 45 minutos depois deixamos as formalidades de lado, entramos no personagem, ela só de calcinha atendia toda minha direção. "Agora deitasse no carpete, me alcance com os dedos... isso. Levanta, engatinha em minha direção...* Enquanto disparava 8, 16, 32 clicks a cada dez segundos. Não para, vire-se. Toquei sua calcinha e sem querer o seu quadril também. Fiz um movimento de susto e quando fui retirar minhas mãos ela segurou e arrastou minha mão por seu corpo. Eu a acompanhei.
Ela desceu a palma da minha mão, enquanto eu a fotografava em sequência, quase que um filme stop motion, e eu tocava firme sua bunda. A olhei nos olhos e me senti devorado. Ela veio pra cima de mim(que havia sentado no sofá, agora estava dominado deitado sobre o carpete) e me tocava no pescoço, peito, quadril, e eu sentia o toque dos seus dedos por sobre meu short. Que de um tecido fino deixava transparecer como eu reagia.
Em resposta, fotografei minha mão no seu pescoço, ora firme ora delicada, meu dedo na sua boca e seu olhar extasiado. Foi interessante o desenrolar desta cena. Me senti livre, vivo, solto. Minha mão desceu por seus seios, depois minha boca pelo seu pescoço e quando percebi. A estava cheirando e abraçando-a, tudo enquanto meu braço direito esticado 45º no ar fotografava todo o ocorrido. Uma aventura interessante que nos levou muito longe.
Os toques se transformaram em carícias, as duas horas previstas viraram quatro, a temperatura do quarto subia e nada mais era tão importante. Nem mesmo a garrafa de vinho. A televisão desligada, a cama desarrumada e a porta eram os espectadores daquela aventura sórdida. Eu me deixei levar e nos conhecemos muito mais do que pessoas se conhecem apenas conversando. Continua...














