we don’t leave family behind
A voz da avó fez com que Tommaso ficasse consciente o suficiente para elaborar uma resposta direta, cujo único esforço requerido fora um grunhido afirmativo. Ele jamais admitiria, mas estava com medo, e não sabia o que acontecera, nem o motivo. Só queria voltar para a segurança de sua casa, para sua família, sua noiva, sua vida normal.
— Hospital. Vamos.
O italiano queria vingança. Iria vingar-se pelo que acontecera nessa noite. Acharia todos os envolvidos, a começar pelos quatro - agora três - imbecis que foram pagos para torturá-lo. E, então, iria atrás daquele que orquestrara todo o plano. E iria resolver isso do jeito da máfia, não como um jovem riquinho, mas sim como herdeiro DeLuca.
Tommaso DeLuca preparava-se para a guerra.
Não queria tocar naquele assunto, não era uma altura para o fazer, mas precisava de saber quem tinha feito aquilo.
- Tommaso, eu sei que eu não deveria estar te forçando a falar, mas o que aconteceu? Você viu a cara de alguém? Você consegue identificar alguém?
As perguntas de Greta não paravam, enquanto apoiava o neto até ao carro que os iria levar no hospital. Com sorte, os médicos não fariam muitas perguntas, e se fizessem diriam que foi um assalto ou algo parecido, talvez Morgana pudesse ajudar a tratá-lo sem que nenhum enfermeiro ou médico fizessem perguntas sobre o seu estado.
- Eu estava na festa te procurando, aliás todo o mundo estava. Você não foi o único a desaparecer, a garota dos Vannucci também, e julgo que a dos Jackson.








