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Já conheço o medo e sei me defender, é melhor que você saiba também.
banda de mina - Beyond Pink (SWE)
tem um tempo que eu queria fazer uma tag de banda com mulheres na página do coletivo babe brigade brazil, mas como aquilo ainda tá um furdunço, eu vou escrevendo aqui e depois transfiro pra lá.
pra estrear a tag eu apresento a vocês a Beyond Pink. o som feito por cinco meninas suecas é um hardcore sxe, com muita influência do Cro-Mags, e está na ativa desde 2002.
com letras tanto em inglês quanto em sueco, no melhor estilo riot grrrl (violêêência!!), o instrumental foda, e a-q-u-e-l-e- vocal de ódio, as meninas têm quatro cds e dois eps lançados:
Jedan Dva, Jebla Te Ja (2005) : pense num albin excroto! entra na minha regra de que os primeiros são sempre os melhores por carregarem mais ódio nas letras e a falta de técnica musical deixa o álbum muito mais honesto. já começa com uma porrada com a música “Walking Bajamaja” que na tradução livre seria “banheiro químico ambulante”, referência aozomi que só fala bosta! nesse álbum também tem a “Workout to kill”, porque se algumas pessoas malham pra ficar gostosas, a gente malha pra matar nazi!, “Slave For My Uterus”, essa nem preciso comentar… entre outras. é meu álbum preferido delas.
The New Black (2010): foi o primeiro álbum que ouvi delas quando estava perambulando pelo iutubiu, foi amor a primeira vista, é tão maravilhoso quanto o primeiro, foi meu preferido durante muitos anos. nesse álbum tem mais músicas em sueco, mas nem precisei entender a letras pra me apaixonar, o vocal da Tijana faz o seu sangue ferver. as faixas que eu mais curto são “ Aldrig på min sida” (algum tipo “nunca ao meu lado”) e “In our hearts we’re punking” (lembrando que somos puke grrrls) com um refrão que cola na cabeça, mas juro que não é pirulito.
Pride and Prejudice (2012): com a capa mais fofinha do universo, começa com a paulada de “Statement on statements” e fecha com “Dirty dog” (eu não curto quando comparam homens aos animais, mas essa música é bem foda). a minha preferida é “Thanx to all the boys”, a música é bem pesada e eu tenho certeza que letra é bem irônica. hehe
Against The Universe (2015) foi o último lançamento das meninas. o album todo é bom, mas tem três faixas que parecem uma paulada na sua cabeça. a primeira, faixa título, não expressa tanta violência como o de praxe da banda, mas fala sobre estar contra o mundo e contra todos, e eu acabei ouvindo numa época bem tensa da vida, gostei de cara! e vocês também vão. a outra, “moshblocks”, é como um manual do circle pit: “não fique parado, não leve cerveja, não vá de mochila, não ponha suas crianças na frente do palco. entre no mosh porque o espaço é pra todos.” (é mais ou menos isso). e a última, “Det här är punk ” (trad. livre: isto é punk) tem uma letra que fala sobre cena punk, sobre a nossa linda e querida polícia ideológica, critica o fato de haver tantas mortes entre punks e tanta desunião.
além desses CDs, a Beyond Pink tem os EPs “Cunt-oh-licious” de 2002 e “Try This At Home Kids” de 2009. depois de ler tudo isso sobre elas, nem preciso dizer que os EPs são fodas também.
com exceção do primeiro ep, todos foram lançados pela Emancypunx, o que ajuda na hora da gente ir garimpar os discos.
bom, espero que vocês gostem do som das meninas. é uma das minhas bandas preferidas e grande influência pra minha banda (que eu tenho na minha mente).
> você pode encontrar mais informações e as músicas da banda aqui:
bandcamp, blogspot e facebook.
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