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Next time you wanna go on and leave I should just let you go on and do it
Flack poderia ser tudo, mas nunca conseguiria dar as costas ao choro de Hesley. Toda vez era desse jeito. Deitado na cama, ouvindo os gritos abafados, Flack levantou-se e começou a andar até a esposa. Sabia que não ia ser aceito de bom grado, mas pouco se importava.
Sentou-se ao lado da loira e a abraçou de supetão. Ele poderia ser a pior pessoa do mundo, que não controlava seus impulsos e acabava quase matando as pessoas, mas o amor que tinha pela francesa era maior do que tudo — só não maior que o amor pela filha. Os braços desajeitados seguravam a esposa com força, pouco ligando para o que ia acontecer depois.
"Você devia parar de me provocar, sabia?" Ele murmurou baixinho, deixando que os olhos se focassem na mulher que parecia tão fragilizada em seus braços. Por mais que aquele relacionamento não fosse o ideal, Flack não conseguiria deixar com que a francesa seguisse seu rumo. Jay não tinha dúvidas: Hesley Jounett era a mulher de sua vida. Ele só não sabia como demonstrar isso sem ter esse jeito violento e bruto.
O rosto de Hesley estava bastante encharcado agora. E, certamente, vermelho também. Ali, com suas lágrimas e apenas elas, já que os gritos foram o suficiente, pensou em sair, andar por qualquer canto, mas não era como se suas pernas que tremiam por conta do nervosismo, pudessem deixar a loira se levantar e seguir seu caminho. Com isto, permaneceu com as mãos encobrindo-lhe os olhos claros, até sentir os braços fortes de sempre envolvendo-lhe os ombros. Encolheu-se, inicialmente, mas logo cedeu ao contato.
Deixando seus dedos pendendo, entrelaçados, sobre seu colo, CJ escondeu o rosto em algum lugar do pescoço do marido. Procurou engolir o choro, porque mesmo não havendo todo o fator orgulho quanto à chorar na frente dele, ainda assim, não queria parecer uma boba extremamente sensível.
"E você deveria parar de cair nas minhas provocações." Retrucou. Teria rido, se não estivesse soluçando. Em seguida, ergueu o olhar para Flack, enquanto tentava limpar o canto de seus olhos.
Bastava olhar nos dele, para que toda a droga que estivesse acontecendo, decidisse sumir por um minuto, para dar-lhe paz. Mesmo que aquela droga, aquele problema naquele instante, fosse o dono daquele mesmo olhar firme, ainda que estranhamente reconfortante.
"Eu te amo, idiota."
Next time you wanna go on and leave I should just let you go on and do it
Dessa vez, ele estava mesmo disposto a cumprir a ameaça de acabar de uma vez por todas com Hesley. Estava seriamente disposto, só que com as próprias mãos. A faca caiu das mãos de Flack aos pés de Hesley e as mãos dele envolveram o pescoço da mulher. Empurrou-a contra a lataria do trailer com toda a força que tinha e começou a apertar o pescoço dela.
Dessa vez não era uma dessas coisas que ele ameaçava e desistia. Ele estava disposto a terminar tudo aquilo, já que ela não lhe respeitava. Dava mesmo para ver o ódio palpável que tinha ali dentro daqueles olhos esbugalhados, mas não era, nem de longe, de todo ódio dela. Era ódio de ter que tocar as coisas sem Guerreiro, ódio de Gemma e de tantas e tantas outras coisas.
O que fez o mais velho soltar a francesa foi a imagem da filha Gretel em sua mente. Enquanto batia na esposa da última vez, Gretel testemunhou. Se fosse para que sua filha viesse morar com ele algum dia, seus impulsos teriam que ser controlados. Deixar o assassinato de Hesley “pela metade” era um bom teste.
Aos poucos ele a soltou. A respiração ainda estava descompassada, audível. Os lábios de Flack estavam entreabertos e o ar parecia ter dificuldades para invadir o corpo do golpista. Andou de volta pro quarto, sem falar nada.
Hesley até imaginou que poderia ser ali seu fim, mas, de forma alguma, pôde se importar muito tempo com aquilo. Estava cansada de todo aquele jogo infernal com Flack. Estava mesmo. Amava-o como nunca amara ninguém em todo aquele tempo de vida que possuía, mas havia algo em sua mente que dizia-lhe, há tempos, que aquela relação precisava de um basta. Ela não era boa o suficiente para ele. Jamais seria. Então não adiantava continuar tentando. Assim como, sem sombra de dúvidas, mesmo que seus pais fossem ladrões tão desgraçados como eram, jamais iriam querer um relacionamento como aquele, para a filha.
Movendo suas mãos até as dele, de forma que suas unhas fossem de encontro a carne do marido, CJ chegou até mesmo a se debater, tendo quase certeza de que estava acertando ao mais velho, por conta de alguns chutes descontrolados. Sabia que não adiantava gritar, por isso deixou que suas forças resumissem-se somente à forma como ela se debatia.
Esta que logo cessou ao que Flack deixou seu pescoço em paz. Assim que foi solta, as costas da francesa escorregaram pela parede, até que ela ficasse praticamente agachada, enquanto ele se distanciava. Sentiu uma vontade enorme de pegar a faca caída aos seus pés e descê-la nas costas dele, mas não foi o que fez.
Apenas escondeu o rosto nas mãos e desatou a chorar, também abafando gritos de raiva, ao máximo que podia.
Next time you wanna go on and leave I should just let you go on and do it
Flack teve que contar até dez para não bater na mulher com aquele joguinho de palavras. Entretanto a lataria do trailer ganhou mais um amassado devido ao soco que tirou fino do rosto de Hesley. Não era muito imprevisível que o homem reagisse daquela forma — muito pelo contrário.
Na hora ele abaixou a cabeça — não por arrependimento, mas em busca de mais paciência — e sua respiração era audível. Desde que entrara pela porta do trailer, não tinha intenção de brigar com a sua esposa. Muito pelo contrário, Flack só queria descansar um pouco, cerca de uns dez ou quinze minutos antes de sair de novo pra resolver um probleminha. Mas do jeito que estava nervoso era melhor esquecer o problema ou ia acabar fazendo merda.
— Você é a pior delas. — Ele respondeu ainda com o cinismo, embora tenha demorado um pouco mais que o usual. Fez um movimento rápido com a mão e puxou a faca de Hesley, colocando a ponta da faca abaixo do queixo dela. — Oh, jura? Não me lembro de tê-la visto sangrando.
Hesley conhecia muitíssimo bem todo aquele show. Tanto por sua parte, quanto pela parte dele. Sobressaltou-se, sim, quando ele socou a lataria do trailer, mas não por medo ou surpresa; só por causa do som estridente mesmo. Virando o rosto, ela procurava fazer aquilo justamente para recobrar parte de sua paciência, coisa que parecia ser impossível de acontecer naquele instante. Enquanto a respiração de Flack era audível, a sua permanecia normal, ainda que estivesse visivelmente nervosa, estressada, com os lábios entreabertos e o rosto ficando cada vez mais vermelho, por causa do sangue quente que começava a correr mais rapidamente por seu corpo.
-- Talvez eu seja mesmo, porque me dou ao trabalho de aguentar um filho da puta como você. -- Retrucou, ainda com o rosto virado. Quando a faca lhe foi arrancada das mãos, numa falsa calma, a loira ergueu as mãos até a altura dos ombros do mais velho, enfiando as unhas por cima do tecido mesmo. Poderia não machucar, mas ele sentiria parte da pressão que ela aplicava na área, o que significava, muitíssimo bem, que ela também estava tentando não perder o resto de seu juízo. -- Se vai me ameaçar, Flack, tenha a decência de cumprir com o que diz. E eu já disse para me soltar, porra. Eu não estou brincando. -- Mesmo sentindo a ponta da faca abaixo de seu queixo, ela virou o rosto, afim de encará-lo mais uma vez. Sentia agora o filete de sangue escorrendo, mas, realmente, estava pouco se fodendo para aquilo. A dor de se cortar era muito menor do que a de cair em mais uma briga com Julliard, por coisas tão bobas e aleatórias quanto aquela de agora.
Next time you wanna go on and leave I should just let you go on and do it
Como se fosse um filme que alguém desse pausa em uma cena, Flack estava quase se jogando na cama quando seu nome foi pronunciado. Hesley sabia muito bem que ele odiava ser chamado de Julliard. Primeiro, porque ele não tinha cara de escola de artes, segundo que era nome dado a uma garota, terceiro que ele queria simplesmente que alguém explicasse qual a ideia dos seus pais de chamá-lo de… Julliard.
O mais velho simplesmente voltou a ficar de pé e andou até a cônjuge em passos firmes que eram muito audíveis na lataria do trailer. Pegou a moça pelos cabelos e literalmente a jogou na parede mais próxima do trailer. Segurando o queixo da loira com o polegar e o indicador, usando o tom mais cínico disse.
— Agora eu te tratei como a porra de uma puta. — Corrigiu a mulher com aquele tom de voz completamente cínico que nem ele sabia como conseguia nessas horas. Estava perto demais de uma faca, tal qual perto demais de Hesley. — E você devia ter cuidado do modo que me chama perto de uma lâmina… — Sorriu, digno de um psicopata. — Você pode perder a cabeça.
Hesley até esperava pelo que quer que fosse, assim que percebeu que havia soltado, sem querer, o nome do mais velho. Entretanto, não intimidou-se, nem parou com o que estava fazendo. Chegara a voltar a posicionar a faca próxima da cebola, para tornar a cortá-la, até. Só que seus planos de continuar planejando o jantar foram por água abaixo, quando sentiu seus cabelos sendo puxados e, sem muita opção de se defender, a loira sentiu suas costas batendo contra a parede de lataria mais próxima. Com uma expressão raivosa agora, ela apertava o cabo da faca em mãos. A lâmina estava posicionada para o lado contrário, mas não custaria nada à loira virá-la e enfiá-la em algum lugar próximo dos órgãos vitais de Flack.
-- Mas eu não sou. Não como as suas. -- Cuspiu as palavras, praticamente, ouvindo o barulho das outras panelas no fogo. Custaria muito enfiar a cabeça de Flack no forno? Talvez... -- E eu já perdi. Há quase dez anos, por estar com você. Me solte agora. Eu não quero papo contigo hoje. -- Praticamente rosnou, virando a faca a ponto de senti-la contra alguma parte do corpo do moreno. Estava realmente fora de seu tento, seu típico humor e aquilo poderia ser perigoso. Ainda mais para alguém tão impulsivo quanto Hesley. Se realmente estivesse prestando atenção em suas palavras, perceberia o quão mentirosas elas eram. Na verdade, estar junto de Flack lhe trouxera maneiras variadas de ser forte e não desistir quando tudo parecia estar no pior do pior. E, bom, ela nunca seria capaz de passar muito tempo brigada com ele. Seu máximo fora de três dias, mas isto logo fora reposto por um sexo tão violento que os outros três dias seguintes, foram de pura e absoluta dor no corpo, além de ardência em certas partes. -- Vá ameaçar seus amiguinhos e ser cínico com eles, Flack. Comigo, não.
Next time you wanna go on and leave I should just let you go on and do it
Era a primeira vez que Flack ia trabalhar sem seu amigo Guerreiro. Ele ainda não sabia exatamente como faria para substituir o homem. Era uma questão de necessidade com confiança. Não podia dar o “emprego” para qualquer um, a final de contas, era quase como fazer parte do negócio.
Com a cabeça estourando de dor — porque na verdade ele não esperava que fosse ter tanto trabalho — Flack chegou em seu trailer. Não que ele esperasse ser recebido com um abraço e um beijo, ele só esperava, na verdade, ver Hesley e dormir um pouco. Mas algo dizia ao cafetão que não seria tão simples assim.
Chegou e logo na primeira mesa minúscula deixou as armas e parecia que um peso havia saído de sua cintura e, ao mesmo tempo, sentiu-se meio que mutilado. No final das contas, aquilo era quase uma parte do corpo dele.
Sorriu de leve ao ver Hesley no fogão. Às vezes não acreditava que tivera tanta sorte assim com uma mulher. Não pelo temperamento, mas pela beleza. Além de ele ser muito mais velho, ele não tinha muito e seu histórico com as garotas não era nada animador. Passou por ela em direção ao quarto e deu um tapa no bumbum dela como cumprimento. Não que ele estivesse com o melhor dos humores, mas ainda estava tentando ser maleável uma vez na vida.
Fora o dia de Hesley ficar em casa. O Cassino estaria em boas mãos se continuasse sendo vice-liderado por Paola, então, a francesa não se preocupava com coisa alguma, senão com a função que estava exercendo no trailer em plena sexta-feira. Não via problema algum em limpar a casa ou cozinhar, costurar suas roupas, endireitar tudo em seus devidos lugares. Gostava de organização, afinal. No orfanato e no convento, por exemplo, ela nunca tivera a chance de ter nada seu. Tudo tinha de ser dividido; então, o que ganhava, ela deixava em seu cantinho, intocado, mas muito bem-cuidado. Esta era uma das coisas que provava que velhos hábitos podiam ir para a cova com seus hospedeiros.
Então, naquela noite ou fim de tarde, CJ estava ocupada no fogão, fazendo algo como macarrão com massa caseira, sendo esta uma receita sua. O acompanhamento estava sendo preparado em outra panela e enquanto picava a cebola, ouviu a porta da frente ser aberta. Por não estar com um humor muito bom, inicialmente, a loira deixaria para cumprimentar o marido depois de um banho, depois de ter servido o jantar ou mesmo depois de ter bebido poucas e boas. Entretanto, logo um tapa aconteceu. Este que quase lhe custou um dos dedos, já que havia feito Jounett se sobressaltar. Por um momento, sentindo o sangue subir por conta do ocorrido, acabou soltando algo como:
-- Um "olá, querida" é bem melhor do que um tapa. Eu já disse pra não me tratar como as putas que você administra, Julliard.
"That’s the problem. I’m going to miss you too."
By: orientalowl
Clintasha Week // Day 4 -- Romance
- Boa tarde. Pode me ajudar com isso aqui?
Mas é claro.
Qual seu nome, pequeno?
Boa tarde.
Frat regs
After the battle of New York, Clint and Natasha decide to go off the grid and spend some time in the outdoors.
“I look like I’ve just had a hard fuck.” “Like I said, you look good like that,”
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Eu não tenho do que reclamar, de fato.
Bobo.
Mas então, o que fez hoje?