GÊNERO: Cisgênero feminino.
CURSO: Enfermagem na Universidade Valhalla.
IRMANDADE: Zeta Beta Zeta.
EXTRACURRICULARES: Arquearia
DIVINDADE: Sigyn (mitologia nórdica).
FACE CLAIM: Adelaide Kane
+ GOSTOS: Dança, teatro, crianças, filhotes de animais e moda.
- DESGOSTOS: Mudanças, mentiras, praia, sol e felinos de grande porte.
Fidelidade é o termo com origem no latim fidelis, que significa uma atitude de quem é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. É uma característica daquele que é leal, que é confiável, honesto e verdadeiro. Outros significados são dados livremente para a palavra fidelidade, ser fiel no entanto é algo que muitos podem achar difícil ou até mesmo bobo, é verdade que nem todos conseguem nascer com uma veia para a lealdade e a adoração para com terceiros, mas algumas vezes, raras vezes, algumas pessoas nascem destinadas a serem fiéis até o fim. A uma causa, a uma pessoa, a um país, qualquer coisa, não importa realmente, é um sinal de um Deus, ou de múltiplos deuses, de que a adoração não é errada, que o amor puro e fiel não está perdido para os mortais.
Delilah O’Malley Campbell não era uma dessas pessoas. Ela tentou, todos tinham que lhe dar crédito por isso, desde o dia em que conhecera Edward Campbell, ela tentou. Ele era um garoto muito inteligente e carinhoso, amável, fazia de tudo pela namorada e não demorou para que a namorada virasse a noiva e para que a noiva se tornasse finalmente a senhora Campbell. A vida não poderia ser melhor, para Edward, para Delilah tudo era muito cotidiano, muito chato, era uma rotina que ela estava começando a ficar cansada, acordar, trabalhar, voltar para casa, jantar, falar com Edward, dormir e tudo de novo. A rotina só foi quebrada, mudada, balançada, totalmente estilhaçada com a chegada de um bebê, uma garotinha, dos olhos grandes castanhos e cabelos espessos negros, seu nome: Elphaba. Elphaba Campbell. A salvação dos dias tediosos de Delilah, salvação esta que não durou muito tempo, ainda mais quando Edward foi convocado para a guerra deixando Delilah sozinha com a pequena, logo o tédio imposto com a rotina a tomou novamente e ela tentou, Deus sabia como ela tinha tentado, mas com Edward longe…Ela simplesmente desistiu se envolvendo com um antigo colega do marido.
Edward voltou da guerra apenas para ter que lidar com outra batalha, desta vez uma judicial sobre a custódia da filha. A pequena Elphaba, de apenas nove anos, vira o casamento dos pais ruir diante de seus olhos e a cada instante aquela batalha dentro de casa sobre a falta de fidelidade da mãe tinha um impacto maior e maior na vida e na personalidade da garota. Edward acabou por ganhar a custódia, com muito esforço e tempo, mas ele ganhou e Elphaba teve que deixar sua casa, sua mãe e sua cidade para trás para morar na movimentada Londres. A vida se tornou diferente, estranha, mas logo Elphaba havia se acostumado a sua nova situação, ela gostava de como o clima de Londres era e ela sempre, sempre seria uma fiel seguidora do homem que lhe ensinara tudo que sabia, talvez fosse por isso que aceitou a madrasta e os dois meio-irmãos tão facilmente. Ou talvez fosse por que Melody era realmente uma boa mãe, uma mãe de verdade, como Delilah havia falhado em ser e os irmãozinhos eram crianças adoráveis.
A vida só melhorava para a garota Campbell, ainda mais quando ficou noiva de Carl, ele era jovem, apaixonado, bonito e pretendia levar Elphaba para conhecer o mundo, ela queria isso, ela amava ele, mas ainda sim uma parte de seu subconsciente dizia que aquilo era errado, como se a promessa de que nunca faria o que mãe fizera, de que nunca trairia alguém, estivesse sendo quebrada de uma maneira que não conseguia entender como. Essa voz em sua cabeça tomou forma corpórea uma semana antes de seu casamento quando conheceu Francis de’ Medici Valois em uma festa de um amigo em comum, ao contar sobre seu casamento Francis acabou por discursar sobre algo relacionado a verdade interior e que a pior mentira é aquela relacionada ao próprio estado de espírito. Uma semana antes de seu casamento e tudo que bastara para fazê-la cancelar tudo foram as palavras de um estranho que nunca mais veria.
Ela voltou a ver Francis, da mesma maneira que o conhecera, em uma festa de um amigo em comum. Assim como na primeira vez o loiro estava totalmente bêbado discursando sobre coisas que poucos entendiam, mas ainda sim ela o escutava, cada palavra enrolada, cada pedaço de discurso mal feito, até ele terminar, até ela decidir que alguém tinha que levá-lo para casa e pará-lo. Foi o que ela fez, primeiro o impediu de levar outra bebida aos lábios, depois o carregou para seu apartamento cuidando do estranho pela noite toda, com zelo. E assim os encontros foram se repetindo, cada vez com mais frequência. Festa seguida de festa, e então cafés, quartos. Fora quando tudo saiu do controle de Elphaba, foi quando ele a teve nas mãos. Ela tinha se guardado para alguém especial por anos, nem mesmo seu ex-noivo tivera a chance de ver sequer uma porção da pele descoberta da Campbell, ainda sim ela tinha deliberadamente se deitado com Francis e o pior, ela não se arrependia. Ela entrou para a faculdade, um fato engraçado é que ele parecia sempre estar lá, como se fosse o destino os jogando um para o outro.
Tudo entre eles se tornou mais frequente, um ciclo, até o ciclo ser rompido com uma pergunta. ‘Quer casar comigo?’ e uma resposta, a única resposta que poderia existir ‘Sim’. Desta vez tudo parecia mais certo que nunca, eles eram completamente opostos, eram duas extremidades de luz e escuridão, ainda sim, ela não poderia ver outro jeito de viver se não estar com ele. Então em seus votos ela prometeu fidelidade e lealdade, e tudo que alguém poderia querer, em seus votos ele prometeu coisas que não poderia cumprir e para cada verdade que ela dizia, ele tinha cinco mentiras esperando para ser ditas. Algumas pessoas só não nascem para serem fiéis, para serem leais, Francis era uma dessas pessoas, mas Elphaba não era como seu pai, ela não se importava, não importava se ele não era fiel. Ela era. Sempre fiel. O lema dos fuzileiros era muito como o lema da vida da Campbell. Sempre fiel. Em todo ciclo de sua existência. Fadada a conhecer a mesma pessoa e a amar e respeitar sempre, mesmo sem retribuição.
+ Carismática, educada, perspicaz, charmosa e amigável.
- Mentirosa, sarcástica, teimosa, impaciente e insistente.
Veritas: Um poder que consiste em saber quando alguém está a mentir e em outros casos é possível fazer com que a pessoa seja forçada a falar verdade, quando não controlado pode se apresentar apenas como uma confiança estranhamente extrema, como se algo maior lhe fizesse querer dizer a verdade para a garota.