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@transenda-o
E eu nem te disse adeus, não olhei nos seus olhos e nem senti o seu abraço. Machucados e magoados estávamos lá, calados. Na última vez que eu te vi, eu não te disse adeus.
Por muito tempo, esperei que você viesse até aqui e se desculpasse. Esperei por tempo demais algo que, no fundo, eu sabia que não aconteceria, eram apenas as minhas expectativas tentando reviver o que já tinha acabado. Com o passar dos dias, percebi que o tempo também se cansa, ele se arrasta no começo, quando a dor é nova e tudo ainda dói demais porque perdemos a noção de tudo, mas depois começa a andar mais rápido, como se quisesse nos tirar dali, longe do que machuca, porque vamos tendo coragem de ocupar nossa mente com algo que não seja apenas ruim e triste. Um dia ele simplesmente para de olhar para trás e quando isso acontece, a saudade deixa de ser ferida e vira só lembrança, uma lembrança cansada, que já não tem forças para doer, porque você está cansada demais para isso. Acho que o tempo se cansa porque também sente o peso das repetições, da monotonia, ele observa os mesmos pensamentos voltando, as mesmas lembranças insistindo em se refazer e em algum momento decide que já basta, que não vale mais a pena. Então começa a apagar as bordas da memória, como quem sopra a poeira de um livro antigo e é nesse apagar que a gente se reencontra, não mais com o que foi, mas com o que restou. Um silêncio mais leve, uma saudade que já não exige presença. O tempo se cansa e nesse cansaço ele nos ensina a descansar também. Aprendi, enfim, que algumas esperas só existem até que o tempo desista por nós.
— Julliany em Relicário dos poetas.
Sobre a vida: Aprendiz Sobre mim: Doutorada
Como eu sou nas suas memórias?